Casualmente
Abro-me a estas sensações confusas
como um basta aos amores feríneos da alma.
Não é justa a perversão corrosiva do meu ser
que se transmuta em pavores horrendos.
Arfadas apavoradas, arritmias carnívoras que
me consomem.
Coisas banais enroscam a minha atenção
numa tentativa de distrair-me a vista,
o olfato, os ouvidos, os sentires de minhas aflições.
Casualmente,
me perco sem saber porque temo tanto que
não me ames.














