- Posso sentar aqui? Ela o olhou por um instante, e tragou mais um pouco do cigarro. - Sente-se onde quiser. Ele sentou-se. - Sabe... Cigarro faz mal para a saúde. - Cuida da tua vida. - Eu tento, mas ela está mal humorada. - Mal humorada? - Ela gosta de fumar e a faz mal. A mulher fez uma careta de incredulidade. - Como posso ser tua vida se você nem me conhece? - Não pode ser. - Sim. - Mas pode me deixar te conhecer. - E o que me levaria a isso? - Não quer ser cuidada? - Por um desconhecido? Claro que não. - E por acaso esse homem, pelo qual sofres... - Não sofro. - Então existe um homem? - Talvez. - Esse homem pelo qual sofres... Um dia foi um desconhecido. - Então admite que vai me fazer sofrer? - Não. Digo que vou cuidar de ti melhor do que qualquer um poderá cuidar. Ela se levantou. - Ei... Por que está indo embora? - Essas palavras, foram as mesmas que ele um dia usou. - Mostre-me o problema. - Mentira repetida deixa-me entediada.
(treisprezeceaugust)






