Pouco a pouco, as coisas vão se acertando. Tanto na vida aqui fora, como nos sentimentos aqui dentro. Daqui a um mês, tenho certeza que não será um “não” que fará meus olhos se encherem de lágrimas. Daqui a um mês e uma semana, talvez, eu escute aquela música e não me lembre da sua voz tentando cantar uma versão acústica que não ficou tão boa quanto eu esperava.
Daqui a uns dois meses, quem sabe, aquele filme passe na TV e não me traga nenhuma lembrança desnecessária sua, eu nem sequer vou lembrar de você jogado no sofá gritando junto com os personagens.
Comer a sua comida preferida nem irá chegar perto de ser uma tortura, e talvez daqui a uns 3 meses eu passe em frente a sua casa e nem perceba que ela é naquela rua, ou talvez eu note, até olhe, até solte um sorriso bobo, mas não terei vontade de bater na sua porta.
Sim, as coisas mudam, o tempo se encarrega disso. Mas agora, agora eu ainda choro, me importo, ainda lembro, ainda sofro. Mas vai passar, quem sabe daqui a uns 3 ou 4 meses.