Museu Paulista
Olá queridas e queridos!
Seguimos nas apresentações dos Museus Brasileiros que surgem no século XIX e enfim chegou a vez da obra que escolhi como objeto de estudo. Eu e a colega Bruna Santos apresentamos a síntese de aprendizado do texto de Ana Brefe “Museu Paulista: Affonso de Taunay e a memória nacional”, mas está não foi a única obra apresentada durante essa tarde, os colegas Ana Gabriela, Caroline Brum, Gabriela Schneider, Janeska Widholzer, Leonardo Zanini e Paola Laux apresentaram seu seminário com base na leitura da obra escrita por Regina Abreu “A fabricação do imortal: memória, história e estratégias de consagração no Brasil”. As duas obras têm em comum a “construção” do Museu Paulista e o Histórico Nacional (MHN) tendo em vista os seus papéis para a história da evolução dos Museus Nacionais Históricos e a escrita científica no Brasil.
O Museu Paulista local de memória de um feito da nação, o simbólico “grito da independência”. É o local que Ana Brefe desenvolveu seu estudo e transcreveu através de uma narrativa central, a elaboração de uma memória de exaltação a Independência sob uma perspectiva paulista. Tendo a figura do diretor Affonso de Taunay pautada para esta construção de perspectiva com a inspiração de “recontar” a trajetória que culminou o alcance da República do Brasil em território paulista. E é através da montagem do Museu para as comemorações centenários que isto vem a ser mostrada ao público. Mas Taunay foi muito mais do que um “agente” para que a abordagem do Museu se voltasse a vertente Histórica, foi ele que em sua longa gestão (1917 a 1945) transforma a instituição em local de em memória, organiza seu acervo e o influiu como Museu Histórico Nacional.
E a considerar os antecedentes da instituição, a mesma não foi idealizada para ser um “Museu” e tinha somente o ideal de ser um monumento à Independência, e é através disto que a autora nos leva ao fato que permeia durante toda a sua “história”, as dúbias do Palácio de Bezzi, ou seja, desde o momento que o local foi considerado do estado em 1894 e passa a abrigar as coleções do antigo Museu Sertório o local assume a posição de local de memória a frente da sociedade em que ele estava inserido ou em outras palavras Museu Paulista.
E que apesar de sua origem ser motivada por questões geográficas e essa ser a motivação para a sua criação, o regulamento que fundamentou a instituição era clara e declarava como objetivo “ser centro de estudos e exposições no campo das Ciências Naturais” e neste ponto que Taunay se faz tão importante para entender as transformações do Museu Paulista, pois ele foi brilhante em “reformular” o direcionamento do Museu para o campo Histórico sem esquecer das Ciências Naturais. Ele utilizou de toda a sua bagagem, influência e rede de contatos para apresentar em 07 de setembro de 1922 a sociedade paulista a sua história e importância para a nação Brasileira ser república naquele momento.










