Vão fingir gostar de mim enquanto eu fujo pra outro lugar. Por que as coisas são assim?
Final de férias e o tão esperado dia do meu aniversario. Depois que voltamos do Brasil, eu e a Gui passamos as três semanas inteira correndo atrás disso. Nem vi Alex nas férias, o que é menos mal, pelo menos me poupou brigas. Scott e eu estamos próximos novamente, volta e meia ficamos, outras brigamos por ele ficar de blablabla com a Anita e Lys. E meu aniversario está pronto. Será em um grande clube da cidade, a banda do Scott vão tocar, e eu vou cantar também. Terá homenagem para mim, eu não queria isso, mas a Gui insistiu. A decoração é preta e roxa. Bem dark, e será servido apenas pequena degustações (frios como preferirem), e no final da noite tem DJ. Convidei todos da faculdade, mas fiz questão de não chamar nem Anita e nem Lys. Mas acho bem provável que elas arrumem um jeito de entrar, do jeito que me amam né.
21 horas e eu estou começando a me arrumar. A festa começa 22 horas, mas eu vou chegar só depois. Tomei um banho bem demorado. 19 anos, estou ficando velha. Depois de um belo banho, fui para o meu quarto, e fiquei olhando a roupa que a Gui escolheu para mim. Vestido, eu odeio usar vestido, mas tenho que admitir que é lindo. Preto e com algumas caveiras pelo vestido, um colar com uma caveirinha que ganhei da Gui. Meu cabelo está feito uma trança bagunçada, que Gui fez antes de ir para o salão. Passei uma make forte, terminei de ajeitar os últimos detalhes, peguei a chave do meu carro e fui para o salão. Já passava das 23 horas quando cheguei lá, tudo muito lotado e do lado de fora deu para escutar a banda do Scott cantando wonderwall, amo demais essa musica. Fui para a entrada do salão e a Gui veio correndo até mim, falando que eu estava linda demais e falando um monte baboseira. Eu ri dos elogios dela, e fui entrando. Um foco de luz foi na minha cara, eu me assustei e algumas pessoas riram baixo.
– Bom Cami, essa musica é uma musica que eu sei que você ama demais, e eu aprendi ela apenas para cantar para você, olha a tua moral em menina? – Scott disse rindo baixo – Ela vai voltar - Charlie Brown Jr galera.
No telão começou a passar umas fotos minha com o pessoal depois que eu cheguei aqui em San Diego. A tradução da letra para o pessoal foi aparecendo no telão também. Caminhei até o palco e fiquei parada do lado do Scott.
– Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira, nas melhora na segunda e o paraíso é na terceira. Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira, ela é uma deusa, ela é mulher de verdade. Ela é daquelas que tu gosta na primeira, se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...
Fiquei rindo feito boba escutando ele cantar, eu realmente amo essa musica e quando a mostrei para o Scott ele falou que eu era essa mulher para ele. Assim que acabou a musica ele veio até mim, me abraçou e selou meus lábios, todo mundo fez um “hummm” foi engraçado. Eles começaram a tocar simple plan e eu fui comer alguma coisa, porque eu realmente estava morrendo de fome. Sentei em uma das mesas do lado do bar, pedi um drink qualquer e frios para eu comer. Eles começaram a tocar disappear-hoobastank e meu pensamento já ficou repleto de Alex. Três semanas quase sem o ver, mas tenho que admitir que toda as noites antes de dormir eu penso nele, ou vejo alguma foto dele. Encostei minha cabeça na minha mão e fiquei vendo as fotos que estavam passando no mural enquanto eu cantarolava baixo a musica. Entre as fotos, passou a que eu tirei com o Alex em caiobá e senti uma lagrima escorrer de um de meus olhos, a limpei rapidamente antes que alguém percebesse. Virei o drink e me levantei procurando a Gui, mas a única pessoa que me chamou a atenção foi Alex. Ele estava em um canto meio sozinho também, me olhando e cantarolou baixo.
– Do you know that everytime you're near, everybody else seems far away?
Eu sorri levemente ao vê-lo cantarolando. Sussurrei “saudades” e logo fui puxada pela Gui para subir ao palco. Cantaram parabéns para mim, foi muito criança feliz tudo. Cantei uma musica com os meninos. Heart-Paramore. Fui bem aplaudida e fiquei roxa de vergonha, mas tudo bem.
– Agora minha homenagem para você, melhor amiga – Gui disse toda feliz –
É até o final do ano eu era a dona da merda da escola e achei que seria assim na faculdade também, não contava com a antissocial que decidiu virar gente. E para piorar, ela quer me tomar tudo, inclusive Alex. Coitada, como ele fosse gostar dela algum dia, ele tem uma namorada perfeita, não precisa de alguém feito ela. Camilly e Giulla acham que suas vidas são perfeitas. Populares, com vários caras nos pés delas, e fora que são “melhores amigas para sempre”, mas o que ninguém conta é que nas grandes amizades também tem seus defeitos e que não se pode confiar total em uma garota que se diz sua melhor amiga. Alguns diriam que estou fazendo isso por ser mal amada, mas só quero mostrar para a Camilly qual é o lugar dela. Legal eu não acham? Bom, temos algumas coisas para mostrar para a Camilly. Duas coisas na verdade. Primeira: Quando ela chegou, "a antissocial", Gui acabou com ela “Vocês viram aquela menina nova que está morando comigo? totalmente brega e ridícula. Coitada, nunca terá uma amiga se quer”. Um vídeo que gravamos sem querer em uma das conversas na casa do Adam no começo do ano. Segundo: A tal bomba. Acho meio difícil a Camilly perdoar a Giulla ao saber que a mesma a enganou durante um bom tempo. Um vídeo da Giulla e do Scott juntos, na maior pegação. Qual seria a reação da Camilly ao saber que a sua melhor amiga, e o cara que ela gosta se pegam escondido dela? Como eu disse, não existe amizade perfeita. Dei um jeito de entrar no aniversario da Camilly, coisa que não foi muito difícil, afinal todos da faculdade foram chamados. Observei o Alex de longe, olhando fixo para a Camilly. What? O que o meu namorado está fazendo aqui, ele diz odia-la e hoje eu encontro ele aqui? Eu sou namorada dele, deveria ter me falado e não estar babando por essa ridícula, essa antissocial. Não demorou muito para a Giulla sair puxando a Camilly para o palco. Homenagem, hora certa. Fui até o DJ, por sorte era um conhecido meu, e ele acreditou na minha história que a Giulla tinha trocado o CD da homenagem. Depois de entrar ao DJ, fui até o Alex. Ele se assustou a me ver.
– Se prepara para o show amor.
Ele ficou reclamando e querendo saber o que eu estava aprontando, mas obviamente eu não falei se não capaz dele querer estragar meus planos. Depois de cantar uma musica – e muito mal por sinal – Camilly foi aplaudida super e Giulla pegou o microfone, para fazer a homenagem dela.
– Há alguns meses atrás, chegou aqui uma antissocial e chata. Deu um pouco de trabalho para fazê-la se enturmar, mas desde quando te vi, sabia que tinha algo de legal em você. E acho que melhor do que palavras, são imagens e momentos de tudo que passamos juntas nesses meses dizem melhor não é mesmo Cami? Ei, eu te amo demais melhor amiga. Gui falou sorrindo e então desviou o olhar para o telão, também olhei. Passou alguns imagens de nós duas juntas e logo começou um vídeo, eu estava sorrindo feito boba esperando algo bonito, mas para a minha surpresa não era o que eu imaginei.
– Ei, que isso? Não foi isso que eu separei. Cami. – Gui disse assustada –
“Vocês viram aquela menina nova que está morando comigo? totalmente brega e ridícula. Coitada, nunca terá uma amiga se quer” Essa frase ficou rodando na minha cabeça. Então é isso que a guria que diz ser minha melhor amiga pensa de mim? Que legal. Como se não bastasse começou um vídeo. “Scott você sabe que isso é errado” “Falar que é errado agora não adianta Gui, a Camilly nunca vai descobrir, relaxa” Ao olhar aquela imagem, foi impossível controlar choro. Eu que sempre fui tão forte, agora me sinto acabada, desamparada. O cara do som tirou o vídeo e eu olhei para o Scott, para a Gui e depois para as pessoas, que estavam rindo de mim “a corna”. Tudo bem que eu não tenho mais nada com o Scott, mas minha melhor amiga ficar com ele e me enganar? E o pior, o jeito com o Scott estava falando naquele vídeo. Meus olhos agora estavam vermelhos. Gui me segurou pelo braço para tentar conversar comigo, eu apenas a empurrei com força e ela caiu sentada no chão. Tirei meu salto e sai correndo por aquele salão. Ouvi pessoas me gritarem, inclusive o Alex, mas eu nem liguei. Entrei dentro do meu carro e sai cantando pneu do lugar. Minha cabeça agora explodia de raiva, lagrimas escorreram dos meus olhos involuntariamente, fui direto para casa. Peguei uma mala e coloquei algumas coisas minhas, peguei minha mochila, meu skate, uma bebida, cigarro e sai novamente. Meu celular começou a tocar, uma chamada atrás da outra, mas atender celular é algo que eu realmente não farei nesse momento, ainda mais marcando Scott e Gui toda hora no visor. Depois de muito andar, parei no cemitério da cidade. Em plena madrugada e eu em um cemitério? As pessoas diriam que eu sou uma louca, mas eu digo que isso é normal para mim. Tudo bem que minha mãe não está enterrada aqui, mas cemitério e tumulo da minha mãe sempre foi meu refugio em Curitiba, talvez aqui eu ache algum lugar, qualquer lugar que eu possa deitar e me sentir amparada por minha mãe. Peguei minha mochila e sai andando pelo cemitério, olhando os nomes nos túmulos. Logo achei de um casal, que tinha o sobrenome Gangster. Serão os pais do Alex? Sentei do lado do tumulo e olhei a fotos dos dois, a mulher e o Alex, tão parecidos. Tão jovens, um casal tão lindo. Decidi ficar sentada ali mesmo. Peguei meu “diário” dentro da minha mochila e comecei a escrever ..
Mamãe, eu meio que me esqueci de conversar com a senhora nos últimos dias não é mesmo? Eu estava correndo muito para dar tudo certo no meu aniversario, afinal é o primeiro aniversario que eu faço depois de te perder. Fez três anos já, logo mais completa quatro anos. Estou precisando tanto de você, novamente né. Eu achei que estivesse superando, mas não tem mais jeito, meu destino está traçado a ser essa pessoa sozinha, sempre. Eu queria tanto a senhora aqui para cuidar de mim, eu não teria vergonha alguma de chorar na tua frente sabia? Você me transmite calma, por isso estou aqui. Esse lugar é sombrio, mas acho que eu me igualo a escuridão. Ai mamãe, as vezes tenho vontade de me matar sabe, eu odeio aqui. Quero ficar perto de você novamente, vem me buscar, por favor...
Fiquei escrevendo metade da noite, umas 5 paginas pelo menos. O bom foi que eu parei de chorar, conversei com a suposta mãe do Alex também. Acho que eu sou meio sei lá, só pode, mas não me importo, gosto de conversar com mortos. Não sei que horas, mas acabei dormindo lá mesmo.
– Ei, moça, ta tudo bem? – senti alguém me cutucando e acordei assustada – você está horrível.
– Nossa, obrigado cara – fiz uma cara de tédio – eu to bem sim, falou aí.
Peguei minhas coisas e sai correndo de lá, o cara ficou me olhando sem entender nada, também pudera, não é todo dia que você acha uma pessoa dormindo em um cemitério, e o pior com a maquiagem toda borrada e com roupa de festa. Pulei no meu carro e dei uma olhada na minha situação pelo retrovisor, situação realmente precária. Fiquei relembrando da noite passada e senti mais raiva do que senti na noite anterior. Peguei meu celular e tinha muitas chamadas perdidas, de varias pessoas, desliguei meu celular e joguei-o dentro da porta-objetos. Aproveitei que não tinha ninguém pela rua e troquei de roupa rapidamente. Um short jeans surrado, uma camiseta de banda, tentei limpar minha maquiagem, mas não consegui então peguei um óculos de sol na minha bolsa e coloquei. Desmanchei a trança e deixei meu cabelo todo bagunçado, sai rapidamente com o carro do local. Parei em uma cafeteria do centro da cidade, pedi um cappuccino e um pedaço de torta de chocolate para viagem, a mulher ficou me olhando como se eu tivesse fugido de um hospício. Paguei tudo e sai da cafeteria. Encostei-me ao meu carro e fiquei pensando enquanto tomava meu capuccino. Entrei no carro, coloquei para tocar Radiohead e sai de lá. Não estava com o mínimo de cabeça de voltar para o alojamento da faculdade, fui para a ponte conorado, lugar que ultimamente tenho vindo muito ver o nascer do sol. No relógico batia exatas oito horas da manhã, o sol já aparecera bem forte, mas o vento que também estava forte não deixou o clima tão quente. Me sentei na beira da ponte, comecei a comer meu bolo e fiquei pensando mais um pouco e acabei não contendo as lagrimas que estavam caindo. É difícil isso tudo para mim, eu vinha me sentindo sozinha até encontrar a Gui, o Scott e agora descobrir que os dois me traiam pelas costas, isso dói demais sabe. Minha vontade mesmo é de voltar para o Brasil, eu não aguento tanta humilhação, mas também não posso me dar por vencida. O lance é ignorar todo mundo e voltar a ser a tal antissocial que todos tem medo. Afinal, do que vale ser popular e ser cercada de pessoas falsas? Eu prefiro afastar as pessoas de mim, assim eu poupo magoas, como estas. Esta doendo meu coração, estou ferida. Não é que eu goste do Scott, mas foi muita trairagem. Depois de muito tempo olhando aquele mar todo e pensando em diversas coisas, acabei chegando a uma conclusão, a uma decisão.
– Pai – disse tentando esconder o choro assim que meu pai atendeu o telefone –
– Filha? Está chorando? O que houve? Porque está me ligando? E alias, parabéns atrasado pequena, ainda não mandei seu presente, não sei o que quer e.. – eu comecei a chorar enquanto ele falava – Camilly? Que houve?
– Eu não quero mais morar no alojamento pai. Não estou pedindo para voltar para o Brasil, mas me tira daquele lugar, só te peço isso.
– Mas porque Camilly? Você estava tão feliz, morando com a tua nova amiga, achei que estava feliz ai.
– Eu estava, mas sabe descobri ou melhor, tive a certeza que eu não posso confiar em ninguém, eu queria estar morta agora sabia?
– Não fala isso filha, o que aconteceu?
– Olha você nunca mais foi um pai de verdade para mim, mas se você quer me ajudar, me deixa morar sozinha, eu preciso.
– Certeza que você quer isso?
– Tudo bem Camilly, eu autorizo você comprar um apartamento para você, e não se preocupe com preço. É meu presente para você. Fique bem ok?
– Eu te amo filha, desculpa por ser assim, meio distante.
– Relaxa, vou desligar. Tchau.
Nem esperei ele responder e desliguei. Fiquei pensando, “eu te amo”, fazia muitos anos que eu não ouvia isso do meu pai, acabei sorrindo no meio a tantos caos.
Quer saber? A vida continua, não vou ficar me deprimindo por ninguém, muito menos por pessoas que me enganaram esse tempo todo. Eu sempre fui feliz sozinha, dessa vez não vai ser diferente. Eu sempre fui sem educação e sempre deixei pessoas escandalizas por onde passei, deixei muitas com medos, e outras me achando uma verdadeira aberração, e eu sempre gostei disso. Afinal, o que foi isso que eu me tornei? Uma popular rodeada de amigos? Qual foi eu sempre achei isso politicamente incorreto e me tornei uma popular com merda na cabeça? Líder de torcidas? Eu realmente gostei disso? Eu não estou me reconhecendo mais, no que eu me tornei depois que dei moral para a patricinha da Giulla mesmo? Fuck. Fuck all, Fuck you. Foda-se todos, fodam-se vocês. A antiga Camilly, aquela que todo mundo tinha medo, está de volta. Respirei fundo, coloquei meu óculos novamente e minutos depois sai disparada com o carro. O fato de hoje ser um domingo, impossibilita de eu procurar algum apartamento, então decidi ficar em algum hotel, e aproveitar que amanhã cedo todos estarão para a faculdade, para pegar minhas coisas naquela casa e depois vou procurar algum lugar para morar.
Eu poderia morar em um flat, o mais perfeito e caro de San Diego, mas acabei escolhendo um apartamento simples, com paredes de tijolos, pouca claridade, um apartamento bem rústico com moveis mais antigos, porem com uma ótima decoração, a parede oposta a cama era preta, bem minha cara, uma grande televisão no quarto e na sala um grande sofá preto, uma lareira, uma cozinha pequena, no quarto uma sacada simples e que deparava com o centro da cidade. Em baixo do residencial, uma cafeteria, um ótimo restaurante e o local é próximo ao melhor shopping da cidade, fora que não fica tão longe da faculdade. Já passava das 10 da manhã quando eu já tinha decidido e assinado alguns papéis para a compra do imóvel. Depois de muita insistência o cara aceitou que eu já me mudasse para o apartamento. Fui correndo ao alojamento, como eu já esperava não tinha ninguém ali. Fui direto no meu quarto, peguei o resto das minhas roupas, tênis, saltos, bonés, meu amplificador, baixo e violão... Enfim, peguei tudo meu que havia ali. Tirei o colar que a Giulla me deu que eu ainda estava usando, e deixei sobre minha antiga cama. Sai de lá ao ver que já estava quase na hora deles voltarem. Já no meu novo apartamento, deixei todas as minhas coisas jogadas, sai para comer alguma coisa, e voltei rapidamente. Passei o resto da tarde arrumando e mudando algumas coisas de lugar no apartamento. Adorei o resultado final, ficou super minha cara. Já exausta, tomei um rápido banho, me deitei na minha cama, coloquei um filme de terror para assistir, peguei meu celular que estava desligado, e o liguei. Milhares de chamadas não recebidas, e também muitas mensagens. “Camilly desculpa. Eu não sei onde estava com a cabeça. Amiga, me perdoa” “Sobrinha, a culpa foi toda minha. Entendo se não quis mais falar comigo, mas perdoa a Gui, ela esta sofrendo” “Cami, por favor, me atende melhor amiga.” “Marrentinha cadê você? Já fui a todos os lugares que eu sei que você costuma ir, já te liguei milhares de vez, eu estou preocupado contigo. Por favor, eu não tenho nada a ver com isso, mas sei que está precisando de alguém. Atende-me, por favor. Alex” “Camilly, você está viva? Para de querer me assustar, estou com saudades de você, cheguei ontem de viagem e descubro tudo que rolou. Estou há um mês sem te ver, reaparece, por favor. Brenno” Enfim, infinitas mensagens e não fiz questão de responder nenhuma. Liguei o despertador do meu celular para amanhã e fixei meu pensamento no filme, acabei dormindo na metade do mesmo.
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