Desculpe-me pelo desrespeito, minha invasão, direito de julgar tuas ações não tenho, tampouco autoridade para condená-las, mas já fui como você, já senti o que sentes, já chorei ao teu lado tuas lágrimas, compartilhei tua dor, já fui você, ainda sou, sempre serei. Intervenho. Nas tuas palavras dor sinto, nas tuas letras temor percebo, em teus sonhos, ou melhor, pesadelos como chamas, posso entender tua indecisão, transparentes emoções as tuas, frágeis, tão minhas antes foram e agora tão tuas, tão tristes. Vivi tal melancolia, fui fraco, vulnerável, destruído pelo amor. Avassaladora uma paixão, não? Devastadora? Enlouquecedora? Não sei ao certo a palavra, egoísmo talvez, mentira, ou como chamas, insanidade. Talvez. Insanidade parece descrever bem tuas linhas, agora entendo o porquê de ter usado essa palavra para definir tão contraditórios sentimentos. Insanos, realmente. Falar com estrelas ainda pode, sempre poderá, apaixonado tu és, sofres, choras,tens na frieza um refúgio, mas não percebe o quão frágil ele é, não sejas assim, não se deixe ser tão livre e tão preso ao mesmo tempo. Sorria.
Permaneça então na tua tristeza ou fuja para tua felicidade, escolha, decida, lute, não caia mais uma vez em teu labirinto de amores sem fim, não se deixe levar pelos deslumbrantes olhos que apenas o faziam se perder em meio a corredores sem fim, não se deixe iludir, não mergulhe outra vez, não ouça, não siga, não caia. Intervenho então em teus pensamentos para que entenda o que se tornou, o que fazes, o que sentes, abandone a frieza, aprenda. Pequenos passos, cairás, se erguerás, nas linhas derramará teu pranto, nas palavras esboçará teus sorrisos, em papéis sempre marcará tua felicidade, teus sonhos, tua insanidade, teus devaneios. (Via Anonymous Feelings para Anonymous Feelings)