Bebi teus alvejantes Como estivesse em uma sexta-feira santa Com esmero e temor religioso Com o fígado saudando todo o ácido convidado Redigi-lhe as desculpas de antemão A culpa que projeta em minha Espelho aos teus olhos esfumaçados Que vês e apelativo força a degustação de pupilas Deus da morte, surfista de tribos Suas crias, adeptas a outras viagens Desfiguração na presença do pai Para comparecerem ao velório Outro deus carnificina Em um outro continente Ameaçando bruxismos frívolos Ceifadores a cavalo sussurrando o frio em teus lábios Cada sala de estar Tem seu sol particular Assim como enfermeiros tabulados E analistas científicos de salas de espera Retrato, pacto Moradia, matricídio Beleza jovem Escorrida em pele de argila digital Entre charutos e guardanapos Há uma única frase soletrada Decape o vosso inimigo Comum dos males deste século um Liquidificador bandeira Prometendo nova pátria nacional Cuspindo serventia ao sotaque inglês A saliva com sangue que sobra germina novos frutos
Lobo Morto Pela Boca, Pierrot Ruivo













