Dinamismo
Eu cansei de esperar a suposta vinda Demorei a compreender o afeto Daquela expectativa gerada tomei A dose cavalar do veneno que me adoece
Com essas mesmas mãos Eu questiono o espaço e a gravidade Tenaz trópico imaterial, divisa fluvial Que a balsa possa atuar alcançando a decisão
Eu me segurei ao peso Deixando por você em minha língua Tal território indiscreto, filo amônia Outra respiração outro sangue fervido
Sem país, caminho compreendendo Sua arbitrariedade, o segundo Velando o êxtase denunciado Vez ou outra entre beijos guardados
Ascendido a própria suposição Quebro sob teu esquecimento Como se fosse algo previsível Vindo do lugar que me faz descartes
Elefantes minguantes Teorizam o próprio apêndice Filo mausoléu, peso hóstia Orbitando o peso de Saturno contido
Devolva a identidade, brilho Como se ainda fosse capaz De possuir uma cidade inteira Com a ponta dos meus dedos
Mas enquanto farol Zelo pela viagem De todos aqueles Capazes de me atravessar...












