tw: menção à overdose e abuso de narcóticos.
Ekaterina deu espaço para @arlukkk em sua cama, e lhe passou o balde de pipoca que tinha acabado de preparar. “Sério, cedo ou tarde as meninas daqui da fraternidade vão perceber você entrando pela janela, sabe disso, não é?” virara praticamente uma tradição aquilo dele ir ali sempre que se sentia... Ela não sabia exatamente a palavra para descrever o que ele sentia, mas basicamente faziam aquilo desde a vez que tivera que enfiar dois dedos em sua goela, algumas semanas atrás. Antes dele, já lidara com outros viciados. Maioria dos “funcionários” de seu avô eram usuários de alguma coisa ou alcoólatras, mas ela nunca se importara o suficiente quanto acabou por se importar com o rapaz. Ela nunca gostou de ver pessoas em situações complicadas, e assistir o rapaz passar mal como vira naquela noite realmente a preocupara. Ouvira tanta insistência em não levá-lo para o hospital (que mais tarde descobrira ser por conta de uma overdose passada que tivera), que se virou para fazer o melhor possível para que não tivesse que chegar a tal, em seu dormitório. A francesa suspirou, deitando-se confortavelmente de bruços em seu pijama. Até que a relação era confortável. Eles não falavam sobre as cicatrizes dela, e ela não perguntava sobre o motivo para seu abuso de drogas. E ali, de alguma forma, existia uma amizade baseada em assistir Netflix, e enquanto ela o vigiava, ele a fazia companhia.













