Aula 1 - Projetos de Arte Eletrônica.
A primeira palestra que assistimos foi dada pela nossa professora, Rejane Spitz. Logo no começo de sua aula, ela nos questionou algo bastante intrigante: “O que um designer vai estar projetando em 2061?” Depois de um silêncio confortável, ela deixou claro que aceitava qualquer tipo de resposta e que nada naquela aula era ou podia ser considerado besteira. Com isso, os palpites que surgiram foram pra lá de diversos, tais como: carros voadores, armas e realidade virtual.
Por fim, veio o choque de realidade com dois pensamentos bastante “simples” que ela compartilhou com a turma: saber sobre o hoje e pensar em como é possível preparar um designer para 2061.
Através disso, a professora nos trouxe diferentes projetos que ela mesma participou ao longo da vida ou que eram de outras pessoas e inovadores. Dos projetos que ela participou, é possível citar: “Sentidos do Nascer”, a campanha contra o Tabagismo, “What are you hungry for?” e o “Do you eat this?”
O Sentidos do Nascer envolveu a arte eletrônica para criar uma exposição para esse projeto que consiste em querer valorizar o parto normal no Brasil. Durante a exposição, é permitido que a pessoa passe por todos os estágios da gravidez até a hora do parto e consequentemente, se informe com a quantidade de informações ao seu redor.
O projeto What are you hungry for? é extremamente interessante e altamente crítico, ele propõe um debate sobre a temática da fome e da miséria no Brasil e no mundo. Também foi uma instalação que tinha por objetivo questionar as pessoas que participavam.
Além desses dois trabalhos, a Rejane comentou sobre a campanha anti-fumo que elaborou (aquelas que o governo federal obriga colocar na parte de trás dos cigarros), e nos contou o que foi mais difícil e a história sobre algumas das fotos e os desafios, você pode encontrar mais sobre isso aqui.
O último projeto (’Do you eat this?”) está sendo trabalhado no momento, todavia pelo que me lembro, a ideia é saber, de fato, o que estamos consumindo, decifrar as palavras que as marcas nos escondem ou dificultam nosso entendimento nas embalagens dos produtos.
Sendo assim, logo em seguida, ela nos apresentou o Botanicalls, que mesmo sendo relativamente “antigo”, acredito que poucas pessoas saibam da existência. Basicamente, através de um sensor, a planta é capaz de te avisar quando precisa ser regada e a mesma publica isso, além de ainda agradecer quando você responde(!!!!)
Inclusive, após ter assistido uma introdução ao LIFE (Laboratório de Interfaces Físicas Experimentais) na PUC, foi possível encontrar todas as semelhanças do Botanicalls em um projeto chamado Oasis, que foi desenvolvido por alunos. O processo é o mesmo, tudo funciona através de um arduino e a planta consegue postar tudo em uma conta pessoal no Twitter, suas necessidades, reclamações e afins. Eu sei, pode soar muito Black Mirror mas vocês ainda não viram nada...
Por fim, o que mais chamou minha atenção no dia: Aromapoetry, uma ideia desenvolvida por Eduardo Kac, que inclusive é bem polêmico com algumas de suas ideias mas extremamente genial e explorador pelo que pude ler sobre. A primeira coisa que pensei quando a professora nos falou sobre isso foi em quantas vezes pensei o quão legal seria a TV transmitir cheiro também. Esse projeto é basicamente um livro escrito com cheiros através da nanotecnologia envolvida.
Fim do primeiro post! E aí, gostaram? Até semana que vem.
E lembrem-se: sempre tenham coragem e sejam generosos.
Referências: https://www.botanicalls.com/;
http://life.dad.puc-rio.br/projetos/Oasis.html;
http://assessoria.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=215&infoid=35997;
http://www.ekac.org/kac2.html;
http://noholodeck.blogspot.com.br/2011/11/eduardo-kac-aromapoetry-um-livro-para.html;
http://www.sentidosdonascer.org/exposicao/gestacao/;
http://siggrapharts.ning.com/photo/albums/2158565:Album:1154;










