Colin O’Donoghue as Arthur Preston Holmes • Mutant • 27
“Ninguém nasce bom ou ruim, as pessoas são transformadas e isso é tão bom…Você quer uma prova? Evolução.”
Biography;
Uma afirmação? Você nunca conheceu alguém como Arthur Preston Holmes. Desde cedo o filho único do Marechal do Exercito Britanico, Enerst Holmes e da organizadora de eventos, Diamond Preston, sempre teve cada um de seus passos planejados. Primeiro, Arthur é fruto de um melhoramento genético, seus pais, ingleses a caráter tiveram toda a preocupação possível na hora de ter seu pequeno e brilhante herdeiro. Veja bem, eles eram neuróticos imbatíveis, Ernest tinha TOC com organização e Dia tinha aversão a germes e doenças, então nada mais comum que buscar o cientista Patrick Simons para selecionar os melhores genes de ambos e então formar o embrião que seria implantado na barriga de Diamond. Nove meses de espera alucinada. Esse foi o resultado. Os Holmes estavam tão loucos que encheram sua enorme mansão na Oxford Street com coisas para o bebê que descobriram ser menino apenas lá pelo sexto mês. Assim, no dia dezoito de fevereiro, uma tarde chuvosa em Londres, viera ao mundo pesando quatro quilos e quinhentas e setenta e duas gramas o pequeno grande Arthur Preston Holmes, que desde o primeiro dia foi praguejado com a sina de “estar destinado a grandes coisas”.
Arthur era filho único, seus pais achavam que isso era uma vantagem, pois assim poderiam dedicar todo seu afeto e atenção em uma pessoa só. Mas, então Artie sempre se perguntou onde estava todo esse afeto e atenção que eles planejavam dedicar ao garoto, provavelmente devia estar indo para outro filho único no mundo. Porque enquanto ele estava cercado de brinquedos, roupas e mimos, seu coração congelava a cada Natal quando ele tinha que forçar sorrisos a cada um dos convidados da fantástica ceia dos Holmes. Então…Arthur era o menino planejado, mas, ele sempre se perguntou planejado para que. Porque na verdade, ele sempre se sentiu filho único, só que na visão ele isso era um pouco assustador demais. Passar seus dias sozinho naquele lugar enorme que ficava naquela rua cara que as pessoas chamavam de Oxford Street, naquela cidade grande que as pessoas chamavam de Londres, onde seus pais diziam que as pessoas tinham que ser sempre cordiais e educadas, mas, veja bem…Ernest não parecia educado quando gritava com a babá de Artie e ele odiava quando o pai fazia isso, porque de algum modo, Sunny fora a única pessoa que apresentara algum tipo de carinho para o pequeno garotinho de ouro dos Holmes.
Filho de um Marechal. Essa era a descrição para a disciplina que Arthur recebia em casa e se você não sabe o que isso significa…bem, fique sabendo que é bem ruim. Você nunca pode sair da linha, você tem que ser o garoto bom em tudo, você sempre tem que responder com “Sim, senhor” ou “Não, senhor” e se você erra, você paga com flexões, ou você é castigado de algum modo severo demais para um garoto de dez anos entender. Ai você pergunta, onde está a mãe desse garoto? Provavelmente organizando algum evento para a realeza londrina ou coisa parecida. Provavelmente ocupada demais em aparecer em algum programa matinal falando da bela decoração que tal festa teve, provavelmente ocupada demais em passar a imagem da família perfeita. E eles nem notaram que Arthur estava crescendo. Eles nem souberam o nome da primeira garota que o menino beijou e se você quer saber, ela se chamava Julliet Grayson e ela era ruiva e tinha os olhos verdes mais bonitos que o pequeno Holmes com seus treze anos já pensou em ver e ela era um ano mais velha que ele, um ano inteiro. Isso era uma das razões para se orgulhar na sétima série, ou quase isso.
Sozinho, ele estava sozinho. Na realidade, Arthur sempre foi sozinho. Com seus troféus de centenas de modalidades, com suas notas excelentemente boas, com suas medalhas de honra, com sua farda escolar da escola naval, com sua pequena lancha que ele ganhara de presente no aniversario de quatorze anos, o que fora bom, embora ele tenha achado uma espécie de compensação pelo fato de nenhum de seus pais terem aparecido na festa. O que era quase uma ironia, já que sua mãe era organizadora de eventos. Mas, então…Arthur tinha um milhões de pessoas e ainda se sentia sozinho, porque não importava que ele fosse o queridinho dos professores, da escola, não importava o quanto ele fosse realmente bom, voltar para casa o fazia sentir descartável, como se ele nem estivesse ali. Ele queria contar, que uma vez brigou na escola com um garoto duas vezes maior que ele, que apanhou feio e que cortou a boca, mas, seus pais não viram os cortes, porque estavam ocupados sendo o senhor e a senhora super estrela. Ele queria contar, que tinha conhecido uma garota legal e que o nome dela era Phoebe e que eles sairiam em alguma sexta depois do Natal daquele ano. Ele queria contar que tinha passado na prova para tirar carteira e que agora ele podia aprender a dirigir. Queria contar que ele tinha sido chamado para um time de pólo. Queria contar tantas coisas que acabavam sendo contadas somente para o caderno em que o menino anotava as coisas, porque Artie não confiava em ninguém o suficiente para contar segredos.
E de repente Arthur tinha quinze e um vazio enorme em seu peito que nunca fora preenchido por algum tipo de afeto. Ele agora era o menino com roupas boas demais e o cabelo bem cortado demais e tudo bom demais para alguém acreditar. De repente, ele estava virando um homem e ele agora tinha uma namorada chamada Yoko, ela tinha cabelos negros, olhos pequenos e um sorriso grande demais, como se todo o vazio de Artie pudesse caber ali dentro e de repente…pela primeira vez em sua vida ele se sentia querido, bem vindo, ou qualquer palavra que pareça boa o suficiente para ele usar. Mas, é engraçado…porque parece que as coisas vão da mesma forma que vem e nesse caso, para o Arthur, fora tudo repentinamente. Yoko era japonesa, ela estava na cidade apenas para um breve intercambio, então logo teria de voltar para sua cidade e Arthur queria dizer que não, que eles podiam continuar a distancia, que ele podia ir visitá-la, mas, veja bem…o Japão era do outro lado do mundo quase, não o tipo de lugar onde você vai, janta na casa dos sogros e volta. E não era que Yoko não gostasse de Artie quando terminou tudo com ele, não era que ela não o achasse o melhor quando voltou para o Japão, era apenas o calor do momento, mas, novamente…o garoto se sentiu sozinho. Agora talvez ele fosse mais filho único do que nunca.
Essa nem foi a pior parte, se você quer saber, porque meses depois o jovem Holmes ia fazer dezesseis e então seria mais uma festa de arromba. Mas, nesse dia ele esperou e esperou e esperou mais um pouco por seus pais, até que ele entendeu que eles não viriam…novamente. Então seu semblante mudou. Por que ser bom com o mundo quando todo ele te deixa de lado? E naquele caso, o mundo de Arthur se resumia a seus pais, porque bem…ele sempre fora venerado na escola. Então foi por isso que o garoto pegara o carro favorito de Ernest Holmes e dirigira transtornado pelas ruas de Londres enquanto ouvia Bon Jovi alto demais, então ele esquecera de por o cinto de segurança e passara dois ou três sinais antes de bater em uma cabine telefônica e atropelar um jornalista do London Now, então ele tinha uma pancada forte na cabeça que o manteve dormindo por cinco dias seguidos até acordar com um abraço sutil de sua mãe e uma reclamação imensa de seu pai. Então, enquanto tinha sete pontos na cabeça, quinze no braço e uma costela quebrada, Arthur Holmes teve um pouco de atenção.
Sabe-se que o processo aberto pelo jornalista sobre os Holmes foi um escândalo, sabe-se que o prejuízo pelo carro foi gigante, sabe-se que Artie tivera de responder um processo por danificar patrimônio publico e sabe-se que a ação severa de seu pai fora mandar o garoto para um lugar onde ele poderia “refletir” suas ações, o colégio militar. Então lá estava Arthur Holmes com sua camisa de botões e seu colete bem fechado, girando a gravata slim de um lado para outro tentando folgá-la. Ele fora deixado na porta do local, onde ele esperava que não fosse tão frio quando sua mansão na Oxford Street. Mas, ele estava assustado sobre o que as pessoas falavam daquele lugar. Você vê, Arthur Holmes sempre foi um bom garoto, o tipo de garoto que passava horas desenhando paisagens e pessoas, o tipo de garoto apaixonado por fotografias e piano, o tipo de garoto que fora educado como um lorde com todas as pessoas que passaram por sua vida. O tipo que abria a porta, e dizia “obrigado” para quem quer que fosse, o tipo que nunca levantava a voz, então de repente ele estava num colégio para alunos rebeldes por um pequeno erro? Ele? O garoto que fazia de tudo, tudo mesmo? Talvez a maior rebeldia de Artie não fora pegar o carro de seu pai ou bater numa cabine ou atropelar um jornalista e prestar socorro ao mesmo, talvez seu maior ato de rebeldia tenha sido nascer em uma família onde erros não são uma opção.
Agora ele estava lá, novamente sozinho e tudo o que houvera pareceu ser o seu ponto de mudança. O antes calmo e paciente Arthur P. Holmes se tornara alguém arrogante e moldado em uma falsa prepotência que nem ele acreditava possuir, mas, aquele era um ponto interessante, porque ele estava chegando em uma fase onde ou você é ou você não é e Arthur certamente foi. Agora ele era o garoto número um, aquele que as garotas dos colégios das redondezas queriam, preocupado demais em continuar sendo o melhor, só que agora não se tratava de mostrar para seus pais. Começou a sair com um, então com duas, três e ai perdeu-se a conta de quantas garotas entravam no carro de Arthur nos finais de semana livre. Apesar de durante a semana manter o rigor que o colégio lhe pedia. Rigor, inteligência, disciplina demais acabaram por chamar atenção de um dos diretores do colégio, que lhe colocou em um “projeto de extensão”, o projeto Alpha. Que na verdade consistia em uma seria de experiências feitas com os selecionados, visando analisar sua capacidade cognitiva entre outras. Curiosamente, entre os integrantes desse projeto, lá estava um velho conhecido de Artie, o doutor Simons, pessoa que tinha cuidado do melhoramento genético do Preston Holmes. Mas, a única coisa que o inglês não sabia, é que o doutor não havia simplesmente selecionado os melhores genes de seus pais mas sim, programado cada base nitrogenada no corpo de Arthur, formando a sequencia perfeita, formando uma mutação que permitiria gerar outras mutações, gerar aberrações.
E Arthur só descobriu isso quando com muita raiva, ele fez nascer outra perna em um dos enfermeiros do local. Aquilo a primeiro momento o deixou assustado. Como ele podia fazer aquilo? Como aquilo estava ligado a ele? Ele era uma aberração. Ele era…bem, aquilo foi complicado, porque veja bem, ele estava novamente crescendo. Agora ele estava virando um homem e também alguém completamente diferente. E era tudo culpa deles. Não havia outra razão para aquilo. Agora Arthur tinha a certeza de estar sozinho, sozinho com sua sequencia genética perfeitamente planejada. Ele estava irado, sozinho e indignado, mas, foi ai que surgiu o sentimento mais inesperado que Arthur teve durante os meses que serviu de “cobaia”, enquanto usavam seu sangue para testes. E esse sentimento foi curiosidade. Curiosidade de saber como aquilo funcionava, de saber como tudo funcionava. E o garoto que já gostava de ler, não sai dos livros. Genetica, evolução, teorias atômicas, tudo era motivo de pesquisa e cada vez que ele descobria uma coisa anotava, analisava, questionava, o conhecimento que tinha já era tão grande que apesar das festas e loucuras que frequentou quando ingressou na faculdade de medicina, ele conseguira se formar antes do esperado, conseguira se especializar em Engenharia Genetica, sendo um dos primeiros de sua turma. Mas, Arthur precisava de mais.
Agora ele queria estar do outro lado, não ser estudado, queria estudar. Foi no meio disso, que acabou ouvindo falar em um Instituto, do outro lado do oceano, onde pessoas como ele e pessoas comuns habitavam. E que melhor forma de experiência se não a comparação? Bem, essa era a hora da comparação. E foi simples assim, sem nenhuma perca dolorosa demais que Arthur Preston Holmes acabou chegando ao Instituto Bronwen.
Personality;
Arthur poderia ter sido aquele menino adorável por uma vida inteira, mas, não. Ele não foi. O tempo o fez se tornar um pouco prepotente, mas, nada que ele não contorne com um sorriso charmoso enquanto tenta argumentar em seu favor. É bom em lidar com pessoas, parece que de certa forma o seu carisma original não se perdeu e no fim das contas, seus pais conseguiram que ele fosse tudo o que haviam planejado. Fala de praticamente qualquer coisa, menos de família, por ter alguns problemas com a sua. Além disso, o homem tem uma capacidade cognitiva muito boa, especialmente para cálculos e derivados. Apesar da prepotência, a hiperatividade de Arthur faz ele estar disposto para quase toda situação, sendo alguém bastante prestativo. Por mais que goste de passar horas falando e sendo ouvido, assim recebendo toda a atenção do local, o homem gosta – vez ou outra – de parar e observar tudo o que está se passando ao seu redor. Sua fama é de ser alguém extremamente charmoso e encantador, isso acabou fazendo o mesmo ter alguns problemas com seu ego descontrolado. Apesar disso, o inglês é alguém extremamente bem humorado, mesmo que vez ou outra solte algumas piadas acidas.
Other Things;
Poder: Manipulação Molecular
Codinome: Doctor H
Ocupação: Médico
Instituto: Bronwen
Player: Babi










