E no seu abraço quente consegui me acalmar. Eu estava tão indecisa, talvez até arrependida de ter dito tudo aquilo para ela, mas ao mesmo tempo, sentia o alivio por ter liberado todo aquele turbilhão de ideias que já estava prestes a escapar. O ritmo de sua respiração levava a minha, era calmo, o que fazia me sentir protegida. Eu queria abraçar o mais forte que pudesse, mas senti seu corpo afastando do meu.
– Por favor, não me deixa. Sei como deve estar se sentindo, mas eu precisava contar, não ia aguentar segurar isso sozinha Giovanna. Cada dia que passava mais a minha vontade de você aumentava e o medo de te perder também. O medo de descobrir sozinha até mesmo por minhas atitudes. Por que você me faz bem, desse seu jeito estressadinha, com esse humor variável, com seus mimos e carinhos, mesmo pra você nunca tendo passado de amizade. Eu não aguentaria te perder. Eu quero você, como nunca quis alguém. Mas em primeiro lugar sempre vai estar a sua felicidade e se, se quiser esquecer isso, eu vou tentar por você.
Ouvir aquelas palavras de Débora fez com que eu me emocionasse, realmente ela parecia estar desesperada, ela parecia me amar.
– Déb, vamos entrar, acho que esse assunto é longo demais pra ser tratado na calçada de casa. – Sorrio sem graça abrindo o portão.
Há essa hora meus pais estavam trabalhando e minha irmã no colégio, não teria ninguém para nos atrapalhar. Joguei a mochila dela por cima da minha, me sentei no sofá e comecei a falar.
– Acho que é impossível esquecer o que aconteceu essa manhã, afinal nos beijamos, eu te beijei Débora, o que mais me deixa surpresa. É claro que você me pegou desprevenida, quando é que eu ia pensar em você apaixonada por mim? Nunca, eu sei que sou desligada, mas Débora, sinceramente isso jamais passou pela minha cabeça. E fique tranquila, me afastar de ti não é a solução, você vai sofrer, eu vou sofrer, morremos de saudades quando passamos o final de semana sem se ver, até porque ninguém iria entender a gente nunca briga.
– Também não imaginei me apaixonar por você, mas isso foi acontecendo, aos poucos eu já te via com outros olhos, já estava perdida em pensamentos que não eram normais, até entender o que eu estava sentindo, e logo que consegui precisei dizer, eu não podia deixar isso passar já te disse, e agora eu preciso de você a todo o momento comigo, fico perdida sem você, sem animo, eu quero você comigo Gi. Eu preciso de nós. – Eu queria poder tocá-la, beijar sua boca novamente, fazer com que ela sorrisse e a ver daquele jeito, confusa, sem poder ao menos ajudar por estar confusa a mesma altura, me deixava mal.
– Eu não vou negar que em alguns momentos sentia arrepios pelo corpo quando suas mãos estavam me tocando, não sou ingênua, sei muito bem o que isso significa, apenas não deixava isso tomar conta de mim. Cheguei até pensar que poderia estar sendo atraída por você, ou só com vontade de experiências novas. Mas não eram todas, tinha algo em você que me chamava mais atenção. Acho que preciso do seu beijo, mesmo não tendo ideia de onde isso pode nos levar. – Mordi o lábio inferior com delicadeza, olhando nos olhos de Débora, sinceramente não sei explicar o que estava acontecendo comigo.
– Você acha que precisa do meu beijo? – Eu a olhava morder o lábio, com aquele rostinho que me deixava totalmente entregue a ela, eu não sabia o que fazer, ou melhor, eu sabia o que queria, mas não podia. Continuei dizendo:
– Porque eu tenho certeza que preciso do seu pequena, eu sei que preciso de muito mais com você Giovanna, e pouco me importa onde isso pode nos levar, contanto que eu esteja ao seu lado, tudo vai estar bem. – E eu aproximava meu corpo do dela, esperando que ela reagisse de uma forma surpreendente como hoje cedo.
O que estava acontecendo com o meu corpo? Ele parece ter recebido uma descarga elétrica, o meu coração batia em um ritmo acelerado, mal conseguia respirar, me levantar. A certeza do beijo estava me pondo em pânico. Débora estava ali, linda e perfeita na minha frente, parecia não querer tomar nenhuma decisão precipitada. Recupero o fôlego dizendo em seguida:
– Déb isso é algo novo para nós duas, não quero que seja de qualquer jeito, portanto precisamos de calma. – “Ai meu deus, o que estou falando? Para já com isso Giovanna e beija logo”. Ela me olhava com atenção, continuei:
– Me beije Débora, eu te quero pra mim. – Minha voz saiu como suplica, como se nada mais no mundo importasse além de nós.
Ao escutar aquilo de Giovanna senti minha vontade por ela aumentar, apoiei as mãos no sofá e levei meu corpo mais próximo ao dela, sem dizer uma palavra se quer. Uma de minhas mãos parecia já estar sem controle indo em direção a seu corpo. Eu olhava fixo em seus olhos, já conseguia sentir sua respiração e a cada segundo eu queria mais. Seus lábios tocaram os meus. Nos beijamos. Com uma intensidade que, deixava completamente o meu corpo em suas mãos. Giovanna deslizava no sofá, me dando a chance de ficar mais sobre o seu corpo, me deixando mais tranquila, ela também estava envolvida naquele momento, tive a certeza que ela me queria. Passava as mãos em suas coxas, apertando e arranhando levemente. Subi minhas mãos colocando-as por dentro de sua blusinha. Senti Giovanna entrelaçando suas pernas em minha cintura, prendendo o meu corpo ao dela. Por um instante ela interrompe o beijo, senti um pouco de medo, talvez pra ela estivéssemos indo longe demais, quando ouço sua voz pouco ofegante:
– Faça amor comigo Déb! – Digo olhando fixo para ela.
Senti meu corpo estremecer ao escutar aquilo saindo de sua boca, e respondi levando minha boca perto de seu ouvido:
– Isso é tudo que eu mais desejo, não via a hora de poder ouvir isso da sua boca. – Senti um alívio gigantesco, "ela me queria, o que mais posso pedir?" Estava me encarando com aquele sorriso safado, “como essa garota me enlouquece”.
Aproximo meus lábios de seu pescoço beijando o mesmo, passo a ponta da língua um pouco durinha em seguida, reparando o quanto isso a excitava. Levo minhas mãos à ponta de sua blusinha, levantando ela até tirar de seu lindo corpo. Sorri pra Gi, mordendo levemente meu lábio. Carinhosamente levo minhas mãos em suas costas, abrindo o seu sutiã. Ao tirar o mesmo, beijo seu ombro, descendo lentamente. Passo meus lábios umedecidos de um biquinho a outro do seu seio. Sentindo-os ficarem durinhos, os chupo com força. Giovanna geme baixinho, sentindo minha língua contornar todo o bico, seguro com o dente e puxo, ela se contorce no sofá. Suas mãos estavam entrelaçadas em meu cabelo, eu podia sentir uma ou outra puxada, nada muito forte. Ela tinha seios fartos, o formato perfeito. Junto os mesmos olhando as pequenas marcas que eu havia deixado afinal a pele dela era branca como leite. Beijo com vontade cada parte de seu seio. Descendo minha boca, passo minha língua por sua barriga, entre pequenas mordidinhas. Começo dar leves chupadinhas pela lateral de sua barriga, sentindo Giovanna rebolar devagarinho. Isso me fez perder totalmente o controle, levo a mão em direção a sua virilha massageando a mesma, “ah, que delicia ver ela se contorcendo assim”.
– Meu Deus! Déb a minha irmã já está quase chegando, olha a hora. – Falo tentando me recompor, levantando do sofá.
– Tá brincando comigo? Eu não acredito. – Me sento no sofá fazendo bico, enquanto olho Giovanna colocar rapidamente suas roupas. Vejo-a vindo em minha direção, então Gi senta em meu colo com uma carinha muito desanimada.
– Me desculpe, acabei esquecendo o horário, não era pra isso ter acontecido Déb, queria que fosse especial. – Dou um selinho rápido em seu biquinho ouvindo o interfone tocar.