+ Sétimo dia. Diário 1362.
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+ Sétimo dia. Diário 1362.
Brahimi o mais valioso da Liga, dois leões no pódio, primeira águia em sétimo :: zerozero.pt
Brahimi o mais valioso da Liga, dois leões no pódio, primeira águia em sétimo :: zerozero.pt
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Jogadores mais valiosos da Liga NOS Jogador Clube Valor (€) Brahimi FC Porto 28,4 milhões Bas Dost Sporting 25 milhões Bruno Fernandes Sporting 25 milhões Alex Telles FC Porto 21 milhões Marega FC Porto 20,8 milhões Danilo Pereira FC Porto 20,5 milhões Franco Cervi Benfica 20,1 milhões Aboubakar FC Porto 19,4 milhões Eduardo Salvio Benfica 19,2 milhões Herrera FC Porto 17,5 milhões
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Sétimo Milênio
Sétimo milênio, com o Pastor Samuel Ramos.
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Olá minhas almas! Como tem passado? Tem aproveitado bem a dor? Aqueles que passaram pelo sexto círculo e aqui me acompanham conheceram o poder do fogo. Agora vocês aprenderam que nada é o que pensavam? Que tudo era uma grande mentira? Que tudo não passava de ilusões e que era tudo dispensável e inútil para você? Parabéns! Você não aprendeu nada... O sétimo círculo é um lugar para os pecadores - os culpados -, não para inocentes ou aqueles estúpidos que acham que ser pecador é apenas ser um do-contra em relação a tudo. Não meus caros... O pecado é doce, mas nem todos reconhecerão a sua doçura - principalmente aqueles que não o tem prazer em prática-lo. Sim meus amigos! O sétimo círculo infernal é o lugar para aqueles que não apenas se desprenderam dos dogmas e descobriram as mentiras que lhe contaram durante a vida, mas que também souberam os usar ao seu favor. Aqui tudo é permitido, até mesmo abusar da hipocrisia... Aqui também é o lugar onde seu orgulho queimará. Você não se sentirá mal por usar da mentira para contornar situações; não se envergonhará por ter de seguir ordens para um "bem maior"; não baterá no peito e dirá "eu sou livre", mas sim abdicará da liberdade se isso o ajudar a conquistar sua meta. Aqui neste círculo, Força e Inteligência andam de mãos dadas. Aquele que não pensa, não arquiteta e não planeja está perdido e será consumido para sempre pelas próprias chamas. Aqui não existem bichos mansos, apenas feras que usarão de força quando conveniente e de sutileza quando necessário. Está confortável? Pois isso durará pouco. O próximo estágio está próximo e não creio que todos vocês aqui estarão aptos a sobreviverem a ele. O fogo está queimando, e junto a ele vocês também queimarão sem se deixar ser consumidos por ele. Consuma as chamas; não as deixe o consumir. Nossa jornada está mais perto do fim, e com ela virá o início de uma nova aventura. Aproveitem enquanto podem. - Juan
Deus sabe, o que eu quis foi te proteger, do perigo maior que é você.
Los Hermanos
Sete
Então outro dia começara. Havia comentado com Carol a respeito da conversa que tive com Jorge e ela me disse que realmente ele era do tipo sabichão, tinha facilidade em falar com as pessoas e usar palavras/frases que fizessem estas pensar um pouco mais sobre a vida. Ou então não passasse de um bêbado de amor por sua esposa e carente de filhos para quem pudesse falar aquelas metafóricas frases de efeito. Saí pela manhã e deixei Carol na porta do Velho Whisky. Por incrível que pareça, Jorge tinha o habito de acordar cedo e estar no local muito antes do combinado. O céu nublado, como eu amava aquele tempo, era perfeito para qualquer coisa que quisesse fazer desde caminhar à dormir. Mas eu estava a caminho da Mon Amour, não era de todo o mal; sua fachada era toda de vidro excessivamente limpo, o que permitia uma vista privilegiada da grande Avenida e do maravilhoso céu. Bom, como já era de se esperar Dona Sônia não havia chego. Organizei o local, abri as cortinas e a porta, até a calçada foi vitima da minha "limpeza" matinal. Assim que me sentei atrás do balcão, peguei o livro para retomar a leitura do dia anterior. Miles era minha versão masculina. Dei-me conta de que aquele livro seria quase uma prévia para minha vida. Um garoto que sai de casa, divide o quarto, no caso, com um rapaz que se torna seu amigo e juntos vivem uma vida por completo, sem tantas preocupações, a diferença é que não guardo últimas palavras, até porque odeio pensar que alguém possa ter dito algo significante antes de perder totalmente a respiração. Pavoroso! Talvez aquele assunto de "terá dias que não comparecerei" era realmente sério, pois já eram 08h25 e nem sinal de Dona Sônia. Fiquei preocupada, mas logo me dei uma de otimista e pensei que ela pudesse estar presa no consultório ou só tenha tido vontade de não ir trabalhar, ainda que seu maior orgulho fosse aquela livraria. Ouvi passos se aproximando, virei meus olhos para a entrada e avistei uma garotinha acompanhada de um rapaz. Deveria ter seus dez anos; cabelo na altura nos ombros, olhos esverdeados e um sorriso encantador, chegou até mim e debruçou sobre o balcão.
— Olá. — ela disse. — Olá, em que posso ajudar? — Então, estou a procura de um livro, mas não é qualquer livro, tem que ser o mais magnifico de todos. Com uma história perfeita. Não precisa ser de romance, só tem que ser lindo. — Nossa, quanta convicção. — É que será meu primeiro livro. — Ah, então realmente precisa ser especial. Venha, vou te ajudar. — Certo.
Segurou em minha mão. Me veio em mente centenas de livros que havia lido e outros que haviam me indicado como maravilhosos, mas eu não podia dar a uma garotinha qualquer livro. É tão raro ver jovenzinhos assim se interessando pela leitura que dá uma prazer enorme escolher a dedo o livro perfeito para uma primeira leitura. Ela passava os dedos por todas as lombadas, de todos os livros e sorria constantemente. Por fim parou em um e o puxou: Vida de droga, Walcyr Carrasco.
— Tem certeza disso? Walcyr é um escritor muito... muito... — Realista? Bem, é este. — Então tudo bem. — Muito obrigada. — Por nada, pequena. — E quanto custa? — Cortesia da casa. — Dona Sônia não costuma fazer isso. — A Elisa sim. Pode levar, eu me responsabilizo pelo pagamento. — Certo. Muito obrigada de novo, Elisa. — Por nada. Volte sempre. — Tá! — grudou no braço do rapaz, que acenou para mim, e o puxou para fora. — Vamos Felipe.
Nathália estava do lado de fora terminando um cigarro e observando a garotinha atravessar a rua. Logo soprou a última pequena nuvem de fumaça e entrou. Bem, Nathália tinha um jeito único, sabe? Um olhar penetrante, sorriso pouco amarelado por conta do cigarro e, talvez, do excesso de café, gostara de livros quase sempre ignorados pela crítica e tinha um bom gosto para flores. Naquela manhã deixou um pequeno vaso de orquídea roxa para enfeitar a frente da livraria. Se aquilo foi uma jogada para ganhar um elogio, ela conseguiu.
— Primeiro, eu amei aquela orquídea, santo Deus! E segundo, qual o gosto de cigarro? Que horror! — Primeiro, obrigada. E segundo, cigarro é só um passa tempo. — Bela maneira de se passar o tempo. Ela riu. — Dona Sônia passou aqui mais cedo, bem antes de você chegar. — Jura? — Sim, eu vim até a floricultura buscar uns ramos com meu padrasto e ela estava aqui. — Disse algo? O porque de não ter vindo, coisa assim. — Não, ela me passou o número do celular e pediu para que eu te entregasse. É pra você ligar para ela. — Certo. Logo dá o horário d'eu ir embora, daí já ligo. — Esse livro é lindo. — disse, pondo a mão direita sobre o Quem é você, Alasca? — É. Miles é um doce. — Já conheceu Alasca? — Não. — Ela é perfeita. A mulher perfeita. — Supondo que você encontre perfeição em personagens fictícios, certo? — Certíssima! Imagino minha vida quando leio livros dramáticos ou românticos, já que minha vida não daria ao menos um monólogo. — nós rimos. — Daria sim. Você seria uma bela personagem; cabelo curto, estilo garotinho, olhos pequenos, fã de livros de terror, mas que ainda lê romances e dramas, e ainda por cima é fumante. A personagem perfeita para se por em uma história de romance erótico. — Sério? Erótico? Você está dizendo que eu tenho cara de atriz pornô? Gargalhei. — Estamos falando de livros, não de filmes. E só estava brincando, você não tem pose para participar de um romance erótico. — Menos mal! — sorriu. — Sério, você daria uma boa personagem. Se algum dia eu escrever um livro, você será minha musa inspiradora. — Isso seria uma honra. — sorriu. — Aí tá uma coisa que não poderei me esquecer de destacar no livro. — O quê? — Você adora sorrir. Ela sorriu. — Sorrir também é um passa tempo.
Fechei a Mon Amour. Nathália foi sentido contrário ao meu. Aproveitei a ausência das buzinas na Avenida e liguei para Dona Sônia. Esperava qualquer notícia, mas tremia só de pensar que talvez ela estivesse querendo me dispensar. Onde que conseguiria outro emprego tão perfeito para mim?
— Pronto? — ela atendeu. Sua voz parecia muito mais calma através de um celular. — Dona Sônia? É a Elisa. — Ah sim, querida. Está tudo bem? — Sim e a senhora? — Melhorando. Bem, pedi para que me ligasse pois tenho que tratar alguns assuntos delicados. — Pode dizer. — naquele momento sentei-me na beirada de calçada, enfiei a cabeça entre os joelhos e esperei uma demissão. — Começarei as sessões de quimioterapia esta tarde, portanto não precisa ir até a Mon Amour, fique em casa. As sessões serão poucas e não muito constantes, não precisa se preocupar. — A senhora tem certeza? Hoje pela manhã foi tudo muito calmo, talvez seja da mesma forma agora a tarde. — Tenho. Fique em casa e descanse, amanhã conversaremos melhor. — Então tudo bem. — Muito obrigada por tudo, minha querida. Fique com Deus, beijo! — Obrigada a senhora. Beijo!
Com um emprego desse seria fácil me acostumar com tanta mordomia. Continuei meu caminho até o Velho Whisky, aquele corpo esguio que havia visto anteriormente estava lá novamente dessa vez acompanhado. Entrei, Carol limpava o balcão vestindo aquele belo avental e Jorge lavava os pratos na cozinha. Era possível ver por conta da porta estar escancarada.
— Elisa, meu bem. — disse Carol, todos olharam para mim. Um dos rapazes havia ido a livraria mais cedo acompanhado da garotinha. — Olá, Carol. — Esses daqui são Danilo e Felipe. — Muito prazer.
Não desmereço e tampouco julgo a orientação sexual de alguém, mas quando os vi pensei Deus, por quê justo essas duas beldades? Felipe era alto, moreno, cabelos pouco encaracolados, que o deixava mais charmoso e atraente, muito atraente. Além de ter um porte atlético. Não que fosse puro músculos, mas era suficiente para marcar a frente da camiseta. Danilo já era fisicamente o oposto; pouco mais baixo, cabelos lisos e extremamente curto e magro. Mas não era o tipo de magreza excessiva, tinha curvas e pequeninos bíceps que se sobressaíam das mangas da camiseta. Um casal lindo não somente como casal, muito mais individualmente. Sentei-me ao lado de Felipe.
— Você quem trabalha na Mon Amour, não é? — perguntou Felipe. — Sim. Aquela garotinha é sua irmã? — É. Me encheu tanto a paciência que tive que leva-la para comprar um bendito livro. Sorri. — Isso é bom.
Carol nos serviu cerveja em copos enormes.
— Elisa queria conhece-los. — disse Carol. — E ela nos acompanhará sexta-feira. — Ótimo. Você faz parte do time de simpatizantes, certo? — disse Danilo. — Digamos que sim. — nós rimos. — Olha, sei que é indelicado, mas posso fazer uma pergunta à vocês? Se olharam, sorriram. — Claro que pode. — Como é? Tipo, o relacionamento, como as pessoas encaram isso? — Não é nada fácil. — disse Felipe — As pessoas nos olham estranho, recebemos apelidos imbecis, mas conseguimos passar por tudo isso de cabeça erguida, sabe por que? — Não, por que? — Nós nos amamos. — ambos sorriram. Danilo o beijou na bochecha. — É tão lindo, me lembra eu e Mônica. — Nostalgia não, Carol. Por favor!
Acabamos com três garrafas de cerveja, rachamos a conta e fomos embora, ainda havia de preparar o almoço para Carol. (Eu não sabia cozinhar de fato, mas improvisava, até porque qualquer um se torna chefe de cozinha quando se tem um microondas e comida instantânea). Almoçamos, logo depois nos deitamos em nossas camas estreitas que juntas tornavam-se uma bela cama de casal. Tínhamos essa mania desde criança, deitar como cadáveres (era assim que meu pai dizia), uma ao contrário da outra. Seus pés ficavam rente a minha cabeça, vice e versa. Sempre que estávamos daquela maneira era sinal de que queríamos contar algo e não tínhamos coragem. Ela balançava os pés freneticamente e estalava os dedos.
— O quê aconteceu? — Sinto saudade. — Mônica? — Sim. — se virou — Por que diabos isso me aconteceu, Elisa? — Você gosta dela ainda? — Eu a amo. Estiquei o braço até a mesinha de cabeceira, peguei o celular e dei a ela. — Aqui, pegue! — Pra quê? — Você apagou o número dela de sua agenda, não eu. Ligue e conversem um pouco. — Não posso. Disse que não correria atrás. — Você não esta correndo atrás, é só uma ligação. — levantei-me — E só tem meia hora. — Se ela não atender. — Ela vai atender. — Caso dê... — "Caso" "E se" "Talvez" essas palavras são minhas. A Caroline que conheço arrisca, não se importa com o que vai acontecer. — Te odeio isso. — A senha é um "C" e não enrole, o tempo passa.
7º Capítulo. Paguei a corrida do táxi, e desci rapidamente. Já era 20:45. Minha mãe estava sentada no sofá. - Você já viu as horas Fernanda? - perguntou - 20:45 - respondi indo pra escada - Você já deveria esta aqui desde as cinco - falou me olhando - A aula atrasou - menti - Sua aula acabou quatro e meia, que hoje terminava mais cedo - falou - Vai fica de marcação? - a olhei - Voltou morar na minha casa, minha casa, minhas regras Fernanda - falou um pouco alto. A olhei. - Não vai demorar muito pra eu sumir dessa casa de novo, agora me lembro o porque de ter ido embora tão nova né mãe. - falei subindo as escadas - Não me deixe falando sozinha. - gritou - Não estou deixando - pausei enquanto me virava pra ela - É só que a gente não te mais assunto - pisquei e fui para meu quarto. Joguei minha bolsa na cama, e fui tomar um banho rapido, coloquei pijama. E a hora que voltei meu celular estava tocando. Numero desconhecido. Atendi. - Alô? - falei - Oi, é o Bernardo - falou sem jeito - Oi Bê - falei na intimidade - Chegou bem marrentinha? - falou rindo - Cheguei sim - me sentei na cama. - E a briga foi feia? - pausou - Pelas minhas contas, você chegou em cima do horário - riu - Exatamente - ri - Ai já sabe né - revirei os olhos - Sabe, que nunca tinha conhecido menina com sua idade que ainda tem horas pra chegar em casa? - gargalhou - Af, isso é um saco, de verdade - disse - Moça de respeito - falou sério, mas logo riu. - E você que vive solte pelo mundo, no caso então é o garoto que se aproveita das moça de respeito? - gargalhei - Me aproveito, se elas deixarem - disse, fiquei calada - Não brinque com isso - falou rindo - O que? - disse - Nada - falou - Ah - suspirei - O que vai fazer na sexta? - perguntou - Ainda não sei - pausei, enquanto escutava alguém bater na porta. - Depois a gente se fala, tem gente batendo na porta, tchau. - falei - Tchau Fer - falou. E logo desliguei. - Entra - gritei, a porta se abriu e era Felipe. Ficamos conversando um pouco, contei do meu dia, e do Bernardo. Ele falou que isso não iria prestar, mas não dei bola, até porque ele não é bem do meu tipo. Apesar de ser incrivelmente lindo. Logo cada um foi para seu quarto, fiquei escutando musica e acabei dormindo.
7º Capítulo, Maktub. - Paola Sampaio.
O dia mal havia começado e eu já tinha consciência que seria péssimo, impossível me concentrar depois daquele beijo. Não fazia nem ideia do assunto que Débora queria tratar, “ela realmente está apaixonada por mim?” No caminho de casa, resolvi passar pela pracinha, quem sabe assim consigo pensar. Deitei no banco sem me preocupar com as pessoas a minha volta, fecho os olhos respirando fundo quando ouço meu celular tocar, “será que é a Débora? Não estou pronta para conversar.” Estava enganada, era Pedro, o meu melhor amigo. – Oi – Digo desanimada. – Alô? Gi? O que foi? – Diz Pedro percebendo pelo tom de voz, que Giovanna não estava bem. – Estou mais confusa do que tudo Pê, sinceramente não sei o que faço da minha vida. Pedro escuta atentamente, cada simples palavra da boca de Giovanna. Ele respira fundo, estava preocupado, mas tenta não transmitir essa preocupação para ela, então ele diz. – Ei, coisa linda. O que foi? – Não sei nem por onde começar, mas vou direto ao assunto. A Débora se declarou pra mim hoje no colégio, sinceramente eu não tive reação naquele instante, quando percebi já estávamos nos beijando. – Sinto minha respiração ficar mais pesada. – "Nos beijando"– ele repete. E continua. – Mas, foi você quem a beijou ou foi ela? Gi, calma. Não sabia desse lado teu. –Pedro ri – Pedro pare de rir, estou desesperada. Eu beijei, não sei por que, como, ou onde estava com a cabeça. – Mas, você gostou? – O beijo foi rápido, logo tocou o sinal para voltarmos para sala. Não deu muito tempo para gostar ou não. Mas confesso que senti a corrente elétrica que estava entre a gente. – Digo colocando as mãos nos olhos, como se Pedro estivesse me encarando. – Poxa, Gi. Complicado assim, mas po. O que você pretende fazer agora, gata? – Sinceramente ainda não sei, tenho certeza que ela vai vir atrás de mim, saber o que aconteceu, afinal sai correndo depois do beijo e na sala mal conseguia direcionar o olhar pra ela. – Faço uma pausa para recuperar o fôlego e continuo. – A Débora disse que sonhou comigo e que não consegue mais parar de pensar em mim. – Ela não consegue parar de pensar em ti? Isso é bom, não acha? Mas Gi, você nunca me disse que gostava de garotas. – Sim, de alguma forma isso deve ser bom. Pra ela deve estar bem difícil também, conheço a Débora, adora seus dramas. Mas então Pê, nem eu achei que era possível, mas com ela é diferente, mesmo que eu nunca tenha me imaginado com ela dessa forma. – E agora, vocês se beijaram... Acha que vai rolar algo? Você quer isso? Nossa deveria ter me dito que gostava de ppk, nem bateria as minhas punhetas matinais pensando em você. – Pedro gargalha. – Só você mesmo pra me fazer rir em um momento desses Pedro. – Digo tentando segurar o riso. Continuo. – Acho que se ela me ama da forma que disse, porque não tentar? Ah claro, porque posso perder a minha melhor amiga. – Uso tom de ironia. – Perder ela é fácil... Um ciúme, uma briga, ela conhecer outra pessoa. Vários fatores podem atrapalhar a amizade de vocês. Mas sabe? Se for isso que você quer, tenta conversar. Dá uma chance vai ser melhor pra vocês. Porém o risco de perder ela de vez, e de sofrer com isso é complicado. – Quem diria, eu ficando com a Débora. Pelo menos ela tem tudo que procuro em uma pessoa, não tenho que reclamar. Só tentando mesmo pra saber se gosto de ppk. – Digo a última palavra em um tom mais baixo, seguido de uma risada desajeitada. Pedro começa a gargalhar. – Gi, e agora? Como vamos ter filhos lindos e retardados como você? – Pedro começa a sorrir, ele gostava de ser idiota ao extremo, a ponto de fazer Giovanna sorrir sem para. – Você pode muito bem ser o doador do espermatozoide. – Rindo sem parar. – Olha o que você já está me fazendo pensar, nem sei o que vai acontecer daqui pra frente. – O que vai acontecer daqui pra frente, eu não sei. Mas agora, poderia vir pra cá né? Queria tanto te ver Gi, ver de verdade. Tenho tantas coisas pra te contar, mas depois. Por que agora preciso ir pra academia, esse corpo não fica gostoso sozinho e as minas choram se eu não tiver gostozinho pra elas. – Ele ri, e continua. Preciso ir amor, beijos e qualquer coisa me liga, menciona, manda mensagem de texto, de fogo o que for. Eu amo você Gi, e espero que essas coisas ai com a menina se resolvam, minha caminhão mais linda. – Tenho uma sorte imensa de ter você ao meu lado, você sabe o quanto eu te amo e assim que eu entrar de férias irei passar uns dias na sua casa. Espero que não esteja com os quartos ocupados senhor garanhão. – Rindo. – Você pode ter certeza que vou te procurar, agora só tenho você para me ajudar, pelo menos de mulher você entende muito bem. Eu te amo, boa academia. – Desligo a chamada com sorriso no rosto, Pedro como sempre conseguiu me acalmar. Levanto e sigo em direção a minha casa, imaginando como Débora deve estar se sentindo. Faltando algumas casas, consigo ver Débora de longe, ela se encontrava sentada na calçada me esperando. Comecei andar mais devagar, já que ela não tinha notado a minha presença. Eu não teria como fugir, estava na hora de enfrentar. Sinto meu coração saindo pela boca, como se estivesse correndo há horas. Chegando mais perto, ela dá alguns passos à diante, me olhando fixo, pedindo uma explicação. – Giovanna a gente precisa conversar, por favor, eu te peço, não me abandone, não suportaria viver sem você, nem que se for pra esquecer o que aconteceu no colégio. – Dizia Débora com os olhos cheios de lágrima. Sinto vontade de abraça-la, mas alguma coisa me impede. Respiro e penso em alguma resposta digna ao menos para dar a ela, afinal ela precisava de alguma explicação. Parada em frente á ela permaneço imóvel, sem nenhum tipo de movimento, apenas a olhando. Observando fico por alguns segundos, sinto minha garganta seca. “Medo? Temor? De que? Era apenas a Déb, além de tudo era minha amiga, aliás, minha melhor amiga”. Meus pensamentos estavam confusos, mas por quê? Eu havia gostado do que aconteceu na escola, e agora pensava em como deveria conduzir essa conversa. Sem nada digno em mente, apenas toco seus cabelos e limpo suas lágrimas, a puxo contra meu corpo e a abraço. Não tinha noção do que estava fazendo, mas isso me parecia ser o certo.
Débora e Giovanna (capítulo Vll).