“I can’t keep doing this” (reitritao)
Que bela porcaria havia feito dessa vez. Sabia muito bem que tinha de ficar próxima da família para poder auxiliá-los a acordarem e aí sim revelar-se como Athena, porque era difícil para si mesma aquela sensação terrível de parecer uma substituta para si mesma. Claro que não poderia evitar das crianças terem crescido e encontrado outras figuras maternas, ou de Titus ter encontrado outra namorada ou uma diversão que fosse. Porém... Que homem bonito e interessante havia escolhido! Por vezes não conseguia evitar sentir-se como Abigail novamente, ou até, se fosse ousada, Athena com Tritão. Era péssima em fingir ser a antiga Maribel, então haviam momentos (vários) que sim, deixava-se escapar para poder tocar o grande amor de sua vida de formas que fizera tantas vezes antes, sem se culpar por ele querer a tocar de volta, ainda que ela fosse outra mulher. Novamente: não poderia evitar que ele quisesse seguir em frente. Havia morrido, ora essa. Então naquela noite, deixou-se aproveitar o quanto ele a deixaria aproveitar. Foi com grande consciência que se ofereceu para fazer companhia nos horários finais do aquário, e muito mais ainda que se aproximou, o tocou. Deveria estar fazendo algo daquilo com seu chefe? Jamais. Mas ele não era seu chefe: não quando ele a envolvia com os braços, fechava as mãos em sua cintura, seu quadril, e a puxava para perto para roubá-la beijos de tirar o fôlego. E quis mais, queria muito mais, mas talvez estivesse agindo como Abigail demais para o gosto de Titus. Não soube exatamente o que fez para fazê-lo se afastar de forma tão abrupta e lhe dizer as desculpas. ❛❛ —- Não, Titus... Eu... ❜❜ estava envergonhada. Os lábios se pressionaram uns nos outros, e até tentou dar um passo adiante, mas já era tarde. Ele disse que daria a carona como prometido, e que precisavam ir naquele instante. Maribel assentiu, abaixando a cabeça, e o seguindo para o carro em silêncio. Ah, as irmãs bruxas teriam muito o que ouvir no dia seguinte...












