De acordo com sua vontade e considerando seus sentimentos, o príncipe passaria seus dias alegremente ao lado de @aster-parkinson, explorando toda a residência dos Lightwood (que era surpreendentemente extensa e bela), além de conhecer as atrações dispostas na feira, no entanto, tinha que se dividir entre os compromissos que o pareamento dispunha. Não é como se Lucius estivesse dando pouca importância as suas demais tarefas, claro que não!, no entanto, ele preferia não estar fazendo-as se fosse bem honesto, tudo em prol de uma vontade incontrolável e insana de estar com sua amada. Por vezes sentia-se encabulado com os próprios pensamentos e desejos. Além disso, se perguntava se ela dividia a mesma agonia. Seria muito esquisito esperar que sim? Ele afastou todos esses devaneios à medida que caminhava até o ponto de encontro, elaborando como faria o pedido acontecer, iria propor o casamento a ela (com todas as formalidades e encantos necessário). Ele havia decidido que o faria enquanto ouvia Sr. George declamar o poema, sua atuação permanecia muito questionável, mas nenhum deles pareceu incomodados o bastante para mudarem de ideia, ademais, quem em sã consciência repreenderia o príncipe da Inglaterra? Lucius só conseguiu pensar em uma pessoa e ele se casaria com ela. Provavelmente sorria que nem um tolo e qualquer um que o visse naquele instante duvidaria de suas faculdades mentais. Olhou discretamente para trás avistando os homens da guarda, estes que acompanhavam de perto sua transição de humor ao decorrer dos dias. O que será que eles pensavam a seu respeito? Um monarca lunático e mesquinho. Talvez o odiassem. O rumo de seus devaneios o assustou, ao menos parou de sorrir daquela maneira vergonhosamente afetada. Certo, certo. O que faria? Ou melhor como faria? Eles haviam combinado de zanzarem pelas redondezas a procura de algo que o príncipe sentisse algum apreço e motivação vital, tinha que encaixar a proposta nesse meio tempo. Oh, céus, poderia ter pensado nisso cuidadosamente, porém era um homem impulsivo, aquela espécie de vidente declarou isso vendo apenas sua mão, imagine só se ela o conhecesse melhor. Suspirava pesadamente quando vislumbrou Aster se aproximando, uma inquietação tomou toda sua corpulência, ele teria que pensar mais a respeito enquanto estava em sua companhia. Isso seria trabalhoso uma vez que era difícil se concentrar em algo que não fosse ela. Instintivamente um sorriso dobrou seus lábios, servindo como um cumprimento silencioso até que ela estivesse próxima o suficiente para ouvi-lo com clareza. “Senhorita Parkinson.” Disse, fazendo uma mesura exageradamente demorada. Queria vê-la sorrir, não só com a boca, mas com seus olhos escuros e meigos. Sim, ele os achava meigos e brilhantes. Bonitos também. Quer dizer, não havia nada nela que ele não apreciasse com todo seu coração. Até mesmo aquele sorrisinho petulante. “Pronta para o passeio?” Fora o melhor que conseguiu dizer naquele átimo, não queria ser tão meloso por qualquer motivo que fosse, pelo menos não de imediato. Estava pensando demais, como o habitual, sabia que seu comportamento poderia transparecer alguma rigidez involuntária. Relaxe. Ordenou em um pensamento efêmero. “Porque eu não pensei em outra coisa se não nisso.” Emendou em um sussurro, espontaneamente. Terminou satisfeito consigo, afinal, conseguiu ser afável sem soar exagerado.











