Livro: Uma vida em segredo
Quando seu pai morre, Biela tem de ir para a cidade. Ela chega à casa de primo Conrado, com todos à sua espera, mas se desanimam. A família fica na expectativa de que Biela seja quase uma princesa, devido aos seus bens. Mas ela não era nada disso.
Biela era uma moça vinda da roça, do Fundão, e não sabia se comportar como uma moça da cidade. Com isso, prima Constança, mulher de primo Conrado, tem a idéia de fazer vestidos para Biela. Biela, mal acostumada com essas coisas de mulher da cidade, acaba passando vergonha diante das outras. Os vestidos pareciam não ser dela, eram de outra pessoa.
Com o passar do tempo, Biela vai fazendo amizades, as amizades de Constança. Ela acaba ficando conhecida na cidade como uma moça muito boazinha.
Devido à alguns problemas que aconteceram com Conrado, ele tem de fazer seus jogos de Sábado com seus amigos em sua própria casa. Nesses jogos, um moço, filho do seu Zico, chamado Modesto, parece se encantar com Biela. Constança percebendo o que Biela estava sentindo, que nem ela mesma sabia o que era, tenta dar um "empurrãozinho" para os dois se casarem. Não deu certo. Modesto foi mandado pelo pai para uma viagem, e voltaria logo junto de seus companheiros. Não voltou. Apenas os seus companheiros voltaram com algum dinheiro dado por ele. E nunca mais se ouve falar de Modesto nessa história.
Biela não se importou muito, dizia que não queria casar. E não queria mesmo, só ia se casar por consideração aos primos.
Depois da decepção, Biela tenta recomeçar sua história naquela cidade. Ela se transforma no que era antes de chegar lá, muda de amigas. Começa a se relacionar com as empregadas da cidade, e acaba ajudando-as com os serviços e ganhando algum dinheiro. Tudo isso sem esquecer a cantiga do canapé e o riachinho ou o pilão batendo chocho.
A moça acaba envelhecendo, e muito rápido. Ela tinha idade nova e aparência velha. Com o tempo passando, os filhos do primo Conrado se casam. Silvino se torna fazendeiro como o pai; Alfeu estuda direito em São Paulo; Fernanda se casa primeiro e Gilda logo depois; Mazília demora à se casar, mas depois se casa com um doutor.
Sozinha, Biela continua visitando suas amigas da cozinha, suas comadres. Ela acolhe um cachorrinho, que logo depois lhe dá o nome de Vismundo, e se torna seu fiel companheiro.
Ela acaba adoecendo, e teimosa, não queria ajuda médica, o que complica seu estado de saúde. Até que Constança chamou o médico e tiveram de levar Biela à Santa Casa e interná-la. Ela estava sentindo uma solidão terrível no quarto branco do hospital, sozinha.
Levaram Vismundo para visitá-la, o que fez com que ela se alegrasse. Mas a doença já não tinha mais jeito. Logo depois que levaram Biela para a enfermaria geral, onde ficam os outros, ela piora e acaba morrendo.
No final, ela tem lembranças das coisas que mais gostava, que mais lhe tocavam a mente. Vismundo, sua mãe cantando e Mazília, junto do ambiente que mais gostava.
Uma triste história, sem dúvidas. Eu quando vi que ela gostava de Modesto, imaginei um final feliz para ela. Mas foi muito diferente. Mas o final dela foi até bom, com o cachorrinho que ela amava. Não sei se Mazília estava lá também, o autor não descreveu todos que estavam lá, mas se estava, Biela deve ter ficado muito feliz.
Recomendo à todos. A história é triste sim, com suas passagens felizes é claro, mas não deixa de ser linda.