O Mundo é Bão, Sebastião!
Depois de um dia muito animado, mesmo com saudades da minha pequena flor, vulgo namorada. Aceitei de última hora tomar algumas cervejas com os amigos em Campinas. Eu particularmente, adoro me aventurar e conhecer pessoas novas. A todo instante eu me encaixo em novos grupos, pra saber o que cada um tem a demonstrar, como seus talentos, suas conversas e entre várias outras coisas que são cabíveis e legais de conhecer.
Estávamos entre quatro pessoas, e até então, ouvíamos um daqueles rocks que custa entender o que o cantor canta (link). E lá vamos nós, nos dirigindo à "Campinas City". Foram quarenta e cinco minutos no máximo de viagem.
Chegando lá, já nos servimos com duas garrafas de cerveja, ou em nossa linguagem, o famoso "Litrão". Sentamos em uma mesa um pouco a frente da entrada, ou saída. Cada um com seu copo na mão, servidos. Brindamos a felicidade. E lá se vai uma gelada.
O papo rendeu a noite inteira, o copo nem se fale, eram seis cervejas já contadas. Além disso tinha uma incrível companheira, a pequena D3100, Nikon, que nos fará lembrar desses momentos, que em tese só ficaram pra sempre guardados em nossos pensamentos. Pegamos a craviola e tocamos alguns instrumentais... Okay. Música! Porém o detalhista e minucioso garçom, disse à nós que deveríamos parar com a música pois os vizinhos haviam reclamado do som. Tudo bem, após o último gole de cerveja, resolvemos sair dali.
Do outro lado da calçada arrisquei-me, ou apenas cogitei de nos juntar com um grupo que estavam ali fazendo um som também. Pois bem, fomos até lá. contudo, já era hora daquele bar finalizar seu expediente, e o pessoal que ali estava tocando nos convidaram para ir até outro bar próximo para continuarmos o som. E aos risos, no sentindo carinhoso, e convidativo daquela turma, aceitamos ir. O bar literalmente era a uma quadra dali e quando chegamos, senti uma maravilhosa energia das pessoas que rodeavam aquele ambiente. Literalmente me senti em casa.
Apertada, fui a procura de um banheiro. Encontrei. Pude observar neste WC, que haviam umas pessoas bem interessantes. Para alegria do destino, eu já estava namorando, mas nada impede de observar as pessoas. Utilizei e voltei para o lugar onde todos estávamos. Por coincidência havia uma amiga dos meninos que ali estava a passeio também. Não demorou muito e ela também se juntou à nós. Então agora éramos, nos quatro e mais alguns grupos de amigos.
Esse grupo que estava já tocando, são músicos profissionais, me recordo do detalhe de cada um. As moças eram muito simpáticas. Antes eram três, mas uma teve que ir embora, toda via, lembro dos detalhes dela, morena, cabelos enrolados, e se não me engano acabará de terminar seu relacionamento com uma menina. Tinha a ruiva, ou talvez, seja um tom roxo os cabelos dela, cabelos curtos, e tinha um sorriso muito bonito, e uma voz maravilhosa, alias, que voz. Ela fazia alguns duetos com o rapaz, que tocava um instrumento muito engraçado, que conforme ele soprava saía um som muito legal. A terceira moça, eu sinceramente não sei falar sobre ela, mas não no sentindo de que havia algum problema com ela, muito pelo contrário, achei ela tão maravilhosa quanto as outras. Com seus cabelos curtos também, um sorriso encantador, e carregava consigo mesma uma voz tênue, a delicadeza que expressava em sua voz era algo pra lá de encantador. Com ela estava o namorado, que tocava finamente o violão. Não posso esquecer dos gêmeos, parecidíssimos, um de cabelo curto, outro com cabelo enroladinho todo charmoso.
Nesta nova roda de música, começaram a tocar alguns jazz, samba, MPB e Bossa Nova. Era de Seu Jorge à Tom Jobim. O Violão cantava conforme as músicas que as moças puxavam. Entretanto, nessa brincadeira de fazer alguns sons, chegou um amado senhor, quiçá, chama-se "Sebastião", não sei exatamente o nome dele, mas iremos o chamar assim.
Sebastião, já passado de todas as doses possíveis, ao invés de nos dar o trabalho de algo, nos trouxe sua felicidade momentânea, nos mostrando que mesmo bêbado, teria ele um grande gosto musical. Enquanto os músicos tocavam, ele apreciava as músicas de uma forma, que nos trazia uma alegria. Quando o violão soava, ele batia na cadeira, como se estivesse tocando algo de muito barulho e aquilo estivesse encaixando com os outros instrumentos.
Depois chegaram mais pessoas, e ali elas fizeram nossa noite, tocando suas excelentes músicas que faziam tudo valer a pena naquela noite de sábado, ou melhor nossa madrugada de domingo.