Um homem de poucas palavras...

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Um homem de poucas palavras...
Até mesmo a meia-noite que corria pelos dedos Parara em sua presença Aos sinais respeitáveis de deidades Nomearam-lhe algo entre pele alva e cabeça rubra Onde-se vai, meu coração fugaz? O teu amor não está nessa terra A tentativa e erro seria arrancar pedaços de si E arriscar a sorte com garrafas ao mar Confesso: Desfiz-me em lágrimas aos pares de noites Enquanto entalhava versos Que gorjeavam uma saudade plena Colares os desatei de Átis E os pus em minha língua No beijo que voltara a meu amor Embedido nas regalias do tempo Ditos e paraninfos que nos norteiam Seriam os deuses dessa paupérrima era O ardil incêndio que perdura idades Recicla-se entre espera, comitiva e destino Mesmo que minha carne se desfaça E ela irá! Meu amor estará impávido Não sei se será caldo ou gritará Mas, o fruto terá teu cheiro nele Clamem pelo doutor Faça-o soletrar trinta e três já nos corredores Vi-me a imagem em tuas andanças sob meu peito E estou eu pálido, um eufórico contagiante febril Atrás de mim surge uma enorme porta de mármore Seria a morte me chamando, contudo sem sinal do barqueiro A indago se posso adentrar o recinto, sou respondido assertivamente Sou recebido por Psique na pele de meu amor, prometendo a eterna morte e vida entre deleites...
Eros Ébrio Nos Lábios de Platão, Pierrot Ruivo
O Barqueiro da Última Luz
Dizem que há uma hora secreta entre o fim do dia e o nascimento da noite. Não é crepúsculo nem madrugada, mas um tempo suspenso onde o mundo real e o outro se tocam. Foi nessa hora que ele apareceu, vestido de branco como quem vem em paz ou em despedida. Ninguém sabia o seu nome, mas chamavam-no de O Barqueiro da Última Luz.
Na vila esquecida pelo tempo, as crianças ouviam histórias sobre ele:…
""Barqueiro" (The Boatman) - Northern Portuguese Folk/Celtic music" no YouTube
Arrefole
Barqueiro
“Sua barba pende despenteada; um nó amarra as dobras deformadas de seu manto; abatidas suas bochechas encovadas; ele mesmo seu próprio barqueiro, com uma longa vara ele dirige sua embarcação. Agora, tendo descarregado sua carga, ele está virando seu barco em direção à margem, procurando os fantasmas novamente. ” - Sêneca