Batbarian: Testament of The Primordials
Cá estou eu, no meu quarto escuro e quente jogando um jogo sobre vagar por uma série de cavernas escuras e quentes tentando encontrar uma saida. Não, não vejo qual seja a relação, escrevi por escrever. De qualquer maneira, cá estou eu, jogando mais um jogo indie de plataforma sobre explorar ambientes. Não diria que é um metroidvania no sentido tradicional, mas tem aquele leva e traz de re-explorar para catar lixo.
Batbarian, o testamento dos primordiais me pegou com uma boa demo. O humor har-har-har não é o meu forte mas pular por ai é. O diferencial, que não é tão notavel na demo é que muito do que define o joguete é esquema de "one screen puzzle". Com a pimenta de ser tudo feito no escuro e você tem como iluminação apenas seu morcego-lamparina, e como você é minúsculo então três quartos da tela estão sempre um breu.
Me diverti moderadamente até que parei de me divertir. Não sei explicar o que aconteceu. É so... não bom o bastante? Falta carisma, não sei explicar. Os puzzles são legais, o mapa interconectado funciona decentemente assim como o uso do morcego-luminária-com-poderes-elementais. Os upgrades e ajudantes são todos decentes. Percebe como eu estou usando palavra decente repetidas vezes? Mau sinal.
Eu só comecei a aumentar os intervalos entre as sessão de jogo que iam tornando-se mais e mais curtas. A tela de game over excessivamente prolongada foi a gota d'água enquanto tentava matar o chefe texugo. Ele não era particularmente complicado (tirando que todas coisas que dão dano caem do teto ou brotaram do chão sem telegrafar e ser tudo no escuro). eu só fiquei irritado muito rápido e a tela de derrota com historinha me impedindo de ir lá apanhar outra de maneira ágil foi demais. Eu detestei aquela tela de game over desde a primeira vez que a vi, preferindo dar reload toda vez que estava prestes a morrer. Péssimo sinal. Se for para sofrer, que ao menos seja nos meus termos. Proximo jogo.