EVENTO 5: III - UNDONE BY THE WAR.
O caos na cidade durou até aproximadamente o pôr-do-sol. A maioria da multidão que tinha iniciado a rebelião já se cansara da luta, agora preocupada em procurar um refúgio, ou fora abatida em algum momento da bagunça. Assim, as ruas de Bradcliff encontravam-se desertas: ninguém sabia, afinal, o que podia acontecer caso espreitassem fora de suas casas.
Quem por ali passasse diria que tudo estava abandonado e era essa a aparência do que antes era a cidade dos mutantes: as ruas e calçadas vazias e também construções caindo aos pedaços evidenciava o começo de uma era difícil para o homo superior.
No meio da madrugada, porém, quando todos julgavam que no dia seguinte o sol nasceria e a tranquilidade depois da tempestade aparecesse, houve um pronunciamento vindo de uma das guaritas quase destruídas. Com a voz ressoando pela cidade através de um megafone, a população acabou acordando, espiando curiosa pelos seus refúgios.
“Esse é um recado de todos os governos para Bradcliff inteira”, começou a voz, séria. “Desde o começo, deixamos claro que não toleraríamos revoltas ou tentativas de escape. O que houve depois do baile foi uma segunda chance a todos, mas representantes de todo o mundo se reuniram enquanto a... Bagunça de vocês acontecia por aqui, e houve consenso de que não será possível tolerar mais qualquer indício de resiliência.”
O silêncio que se seguiu era mortal. A cidade inteira esperava pelo seguinte, já temendo que o pior fosse acontecer.
“Lamentamos a perda do senhor Hayward, embora no final ele tenha se mostrado um traidor para os dois lados ao revelá-los a verdade. É desagradável para todos nós admitir que ele não mentia: o primeiro tijolo colocado em cima desse solo foi com o intuito de deixá-los presos aqui, monitorar cada pequena atividade que viesse de vocês, cada fator que pudesse ser proveitoso. Veja quantos prodígios temos aqui! Tantas coisas que podíamos utilizar... E, no tempo certo, iríamos. Mas Bradcliff se provou um experimento falho, no final de tudo. Foram 42 anos investindo em cada um de vocês um dinheiro que acabou sendo desperdiçado. Foram 42 anos de tempo perdido. Vejam, a espécie de vocês sempre foi mais forte, mas nós somos maiores em quantidade. Não correríamos o risco de deixá-los a solta e sermos extintos eventualmente... Então extinguiremos vocês primeiro.”
Foi o suficiente para que alguns começassem a manifestar sua raiva, com gritos ou objetos se quebrando. Contudo, nada podia ser feito se não soubessem de onde exatamente aquela voz vinha - e mesmo se soubessem, era uma decisão na qual o governo não voltaria atrás.
“Todos os estabelecimentos dessa cidade, a partir de agora, estão fechados. Todo o carregamento de suprimentos ou mercadoria no geral está recusado. Bradcliff tinha pouca conexão com o mundo exterior: agora, não terá nenhuma. E não pensem que seu número continuará aumentando, temos novos planos para os mutantes que descobrirmos. Vocês estão, literalmente, deixados para morrer trancados dentro desses muros.”
Àquela altura do discurso, pequenos grupos já tinham se espalhado pelas ruas, surpresos demais de que aquele pesadelo estava realmente acontecendo. Não havia mais escapatória.
“Aos líderes de cada facção: temos um preço em suas cabeças, principalmente na mutante que carinhosamente nos fez o favor de estragar nosso plano. Ao resto, bem... Vocês ainda podem se salvar, desde que se entreguem aos nossos comandos. Vão ser tirados daqui e usados como planejamos primeiramente. Se mesmo depois disso, ainda existem aqueles resistem... Não há muito mais o que dizer. Aproveitem o resto de suas breves vidas e apodreçam dentro desse inferno.”
A voz cessou. Era o fim do comunicado.
No dia seguinte, como o agente do governo havia dito, nenhum estabelecimento foi aberto. Nenhum carregamento de suprimentos chegou. Nenhum lote de mutantes novos apareceu. Cadáveres ainda estavam jogados nas ruas, o silêncio ainda tomava a maior parte da cidade e ninguém foi visto caminhando afora.
Dias se passaram e as ruas lá fora continuavam quietas. Algumas vezes, barulhos de tiros, gritos ou de algum poder sendo liberado podiam ser ouvidos; eram os mais corajosos que escolhiam sair nas ruas, lutando por sua sobrevivência. A caça começara: muitas vezes, alguém saqueava um corpo, casa ou loja à procura de qualquer comida ou objeto que pudesse ajudá-lo a se manter por mais tempo. Não era raro ver alguma disputa atrás de tais bens: matar ou morrer, já dizia a velha frase. Facção contra facção, mutante contra mutante.
Não havia mais lugar seguro em Bradcliff.
Haviam nascido da guerra e do fogo, e na guerra e no fogo seriam desfeitos.
RESUMO:
Depois da rebelião, houve um comunicado de um agente do governo na cidade, que basicamente confirmava as palavras de Richard Hayward e passava as mais novas decisões feitas pelos humanos: todos os estabelecimentos da cidade estavam fechados, todos os carregamentos de suprimentos foram cancelados e mais nenhum mutante seria enviado para a cidade. Nisso, a maior parte dos moradores começou a se esconder por proteção de outros mutantes, que frequentemente saíam com o intuito de saquear ou roubar qualquer pessoa e lugar que avistassem. A partir de agora, cada um precisa lutar por sua própria vida ou morrer tentando: é oficialmente uma guerra civil em Bradcliff.
INFORMAÇÕES:
Essa é a terceira e última parte do evento.
Como foi explicado no plot, todos os estabelecimentos foram fechados, suprimentos foram suspensos e novos mutantes não serão mais enviados para Bradcliff. Isso significa que a cidade está totalmente isolada do resto do mundo.
Sem trabalho ou comida chegando, é necessário que os moradores arrumem sua própria forma de sobreviver. A maioria opta por se arriscar nas ruas e pegar qualquer coisa que possa ser útil, sob a possibilidade de serem emboscados por outro mutante e morrerem.
É importante lembrar que nem mesmo a própria casa de seus personagens é segura. Com os saques, há grandes chances de moradias serem invadidas. O lugar que cada um vai escolher para se refugiar agora fica a critério dos players.
A disputa de Facções agora é algo mais individual, então não é mais importante se prender tanto a que grupo seus chars pertencem.
“Ah, mas isso significa que a cidade não vai mais funcionar da maneira normal?” Bem... Sim, pois uma cidade normal nunca foi nossa proposta. É uma guerra civil, afinal. Se seus personagens assim quiserem, há a possibilidade de se juntarem com outros, criarem pequenas comunidades dentro da cidade, etc., embora todos devam ter em mente de que não é fácil achar intenções pacíficas no momento.
Espero que todos aproveitem essa nova fase! Planejamos tudo com muito carinho e, por último, tomem cuidado e trust no bitch. <3
















