seen from Malaysia

seen from Austria
seen from United States

seen from United States

seen from Malaysia
seen from Netherlands
seen from China
seen from China
seen from Japan
seen from Indonesia
seen from Malaysia

seen from Brazil
seen from China
seen from United States
seen from Malaysia
seen from Mexico
seen from China
seen from China
seen from India

seen from Russia
Beijo eterno
Quero um beijo sem fim, Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo, Beija-me assim! O ouvido fecha ao rumor Do mundo, e beija-me, querida! Vive só para mim, só para a minha vida, Só para o meu amor! Fora, repouse em paz Dormida em calmo sono a calma natureza, Ou se debata, das tormentas presa, - Beija inda mais! E, enquanto o brando calor Sinto em meu peito de teu seio, Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio, Com o mesmo ardente amor! De arrebol a arrebol, Vão-se os dias sem conta! E as noites, como os dias, Sem conta vão-se, cálidas ou frias! Rutile o sol Esplêndido e abrasador! No alto as estrelas coruscantes, Tauxiando os largos céus, brilhem como diamantes! Brilhe aqui dentro o amor! Suceda a treva à luz! Vele a noite de crepe a curva do horizonte; Em véus de opala a madrugada aponte Nos céus azuis, E Vênus, como uma flor, Brilhe, a sorrir, do ocaso à porta, Brilhe à porta do Oriente! A treva e a luz – que importa? Só nos importa o amor! Raive o sol no Verão! Venha o Outono! do Inverno os frígidos vapores Toldem o céu! das aves e das flores Venha a estação! Que nos importa o esplendor Da primavera, e o firmamento Limpo, e o sol cintilante, e a neve, e a chuva, e o vento? Beijemo-nos, amor! Beijemo-nos! que o mar Nossos beijos ouvindo, em pasmo a voz levante! E cante o sol! A ave desperte e cante! Cante o luar, Cheio de um novo fulgor! Cante a amplidão! cante a floresta! E a natureza toda, em delirante festa, Cante, cante este amor! Rasgue-se, à noite, o véu Das neblinas, e o vento inquira o monte e o vale: “Quem canta assim?” E uma áurea estrela fale Do alto do céu Ao mar, presa de pavor: “Que agitação estranha é aquela?” E o mar adoce a voz, e à curiosa estrela Responda que é o amor! E a ave, ao sol da manhã, Também, a asa vibrando, à estrela que palpita Responda, ao vê-la desmaiada e aflita: “Que beijo, irmã! Pudesses ver com que ardor Eles se beijam loucamente!” E inveje-nos a estrela... e apague o olhar dormente, Morta, morta de amor!...
Diz tua boca: “Vem!” “Inda mais!”, diz a minha, a soluçar... Exclama Todo o meu corpo que o teu corpo chama: “Morde também!” Ai! morde! que doce é a dor Que me entra as carnes, e as tortura! Beija mais! Morde mais! Que eu morra de ventura, Morto por teu amor! Quero um beijo sem fim, Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo! Beija-me assim! O ouvido fecha ao rumor Do mundo, e beija-me, querida! Vive só para mim, só para minha vida, Só para o meu amor!
Olavo Bilac
Gostoso mesmo é ter sintonia com alguém, onde existe aquela conexão, aquela química inexplicável que quando se encontram e se tocam, você não sabe onde começa um e onde termina o outro. Ah! mas se com todas essas sensações ainda existir o amor… Faz tudo se tornar completo, o encontro se tonar único, o desejo insaciável fazendo cada momentos a dois se tornar eterno.
Assinei meu atestado de óbito quando resolvi te amar !
Quando estou sem você, é como se eu não existisse!
_E se fosse verdade
Os 15 maiores poemas de amor da literatura brasileira - #14 Beijo eterno, Castro Alves
Os 15 maiores poemas de amor da literatura brasileira – #14 Beijo eterno, Castro Alves
O site Cultura Genial criou uma coletânea com os 15 maiores poemas de amor da literatura brasileira. Se você não é poeta, mas sente vontade de gritar para o mundo – e para o seu amado – versos apaixonados, o site deu uma ajudinha (e nós vamos empurrar também)!
A cada sexta feira, vamos postar aqui – Na categoria Poemas de Amor – uma das obras escolhidas pelo Cultura Genial. E quando a lista deles…
View On WordPress
Beijo eterno
Quero um beijo sem fim, Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo, Beija-me assim! O ouvido fecha ao rumor Do mundo, e beija-me, querida! Vive só para mim, só para a minha vida, Só para o meu amor! Fora, repouse em paz Dormindo em calmo sono a calma natureza, Ou se debata, das tormentas presa, Beija inda mais! E, enquanto o brando calor Sinto em meu peito de teu seio, Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio, Com o mesmo ardente amor! Diz tua boca: "Vem!" Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama Todo o meu corpo que o teu corpo chama: "Morde também!" Ai! morde! que doce é a dor Que me entra as carnes, e as tortura! Beija mais! morde mais! que eu morra de ventura, Morto por teu amor! Quero um beijo sem fim, Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo! Beija-me assim! O ouvido fecha ao rumor Do mundo, e beija-me, querida! Vive só para mim, só para a minha vida, Só para o meu amor!
-Castro Alves
Idílio ou Beijo Eterno de William Zadig no Largo São Francisco. http://www.monumentos.art.br/monumento/idilio_ou_beijo_eterno