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O corpo do Papa emérito Bento XVI é exposto primeiramente na capela do Mosteiro Mater Ecclesiae, de onde amanhã será transladado para a Basílica de São Pedro. O vermelho dos paramentos é devido ser a cor do luto por um papa. A mitra simples de seda branca é próprio do uso papal para liturgia penitencial ou exequial. Embora não se veja nas fotos, ele deve estar conservado o anel episcopal na mão direita. Talvez, um báculo papal ainda poderá ser posto ao seu lado esquerdo. Ele não usa mais o pálio pastoral em volta do pescoço porque já não governava a Igreja quando faleceu, mas, de acordo com o Cerimonial dos Bispos, esta insígnia papal poderá ser posta aos seus pés. A liturgia prevê que um papa seja paramentado como para missa solene, como podemos ver nas fotos. Um sóbrio Círio Pascal arde ao lado esquerdo do corpo. Fotos: Vatican Media Texto: Direto da Sacristia #nscm #papa #papabentoxvi #bentoxvi #josephratzinger https://www.instagram.com/p/Cm5bXfINwiW/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Autoridades políticas e católicas lamentam morte de Bento XVI
Reprodução: © Osservatore Romano/Reuters/Direitos Reservados Lula deseja conforto aos fiéis e admiradores do Santo Padre Publicado em 31/12/2022 - 13:28 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro ouvir: Após o Vaticano anunciar a morte do papa emérito Bento XVI, lideranças e políticos brasileiros lamentaram a perda através de suas redes sociais. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que toma posse amanhã (1º), em Brasília, iniciando o seu terceiro mandato, disse ter recebido a notícia com tristeza.
"Tivemos a oportunidade de conversar na sua vinda ao Brasil em 2007 e no Vaticano, sobre seu compromisso com a fé e ensinamentos cristãos. Desejo conforto aos fiéis e admiradores do Santo Padre", escreveu Lula, compartilhando foto do encontro ocorrido durante o seu segundo mandato presidencial. O presidente Jair Bolsonaro também manifestou pesar com o falecimento do papa emérito. "Embora seu pontificado tenha sido curto, deixa um legado imenso para a igreja católica, para todos os cristãos e para a humanidade". Acrescentou que Bento XVI fundamentou os seus escritos e ensinamentos na verdade que liberta. "Que seu exemplo e sua obra magistral de grande teólogo e pastor possam educar e iluminar a todos nós", afirmou. Bento XVI, nome adotado pelo cardeal Joseph Ratzinger quando assumiu o pontificado em 2005, faleceu hoje (31) no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Seu estado de saúde vinha se agravando em razão do avanço da idade. Em abril de 2023, ele completaria 96 anos. Joseph Ratzinger assumiu o pontificado após a morte de João Paulo II. Alemão da cidade de Marktl am Imm, ele abdicou em 2013. Foi o primeiro pontífice a renunciar ao posto desde Gregório XII no século 15. Substituído pelo Papa Francisco, passou então a ter o título de papa emérito.
Palavra de Deus
O governador eleito de São Paulo, Tarcísio Freitas, disse que o papa emérito esteve dedicado a levar a obra e a palavra de Deus para toda a humanidade. "Descanse em paz nos braços do senhor", desejou. Jerônimo Rodrigues, governador eleito da Bahia, também comentou a notícia. "Que Deus em sua infinita bondade possa confortar a todos os fiéis. Que o Senhor o abençoe com o descanso eterno" disse. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que Bento XVI conduziu a Igreja Católica com sabedoria em um momento desafiador. "Com muita coragem e humildade abriu mão do Trono de Pedro e tornou-se papa emérito. Hoje, ele descansou. Que Deus o receba em sua divina graça", acrescentou. Autoridades religiosas da Igreja Católica no Brasil compartilharam palavras com os fiéis. Dom Odilo Scherer, arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, escreveu em suas redes sociais: "Que descanse em paz no Senhor e receba a recompensa por seu serviço a Deus, à Igreja e à humanidade. Rezemos em sufrágio por ele". A Arquidiocese do Rio de Janeiro transmitiu um pronunciamento e uma oração do arcebispo Dom Orani Tempesta, através das redes sociais. Ele afirmou que Bento XVI foi "um grande homem do século" e "um teólogo que tratou de tudo". Dom Orani se recordou da relação que existia com a Arquidiocese do Rio de Janeiro antes mesmo do seu pontificado. "Enquanto cardeal Ratzinger, ele foi o primeiro conferencista do nosso curso para os bispos", observou. O Brasil possui a maior concentração de católicos do mundo e, diante da repercussão da notícia, o nome de Bento XVI alcançou rapidamente o topo do ranking de assuntos mais comentados do país na plataforma Twitter.
Repercussão mundial
Líderes de outras nações também se manifestaram diante da morte do papa emérito. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que Bento XVI foi um gigante da fé e da razão. "Pôs a sua vida a serviço da igreja universal e falou, e continuará a falar, aos corações e às mentes dos homens com a profundidade espiritual, cultural e intelectual do seu magistério", acrescentou. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou pesar. "Meu pensamento dirige-se aos católicos de França e do mundo inteiro, enlutados pela partida de Sua Santidade Bento XVI, que trabalhou com alma e inteligência por um mundo mais fraterno", afirmou. O primeiro-ministro português, António Costa, também lamentou a perda. "Recordo a honra de o ter acolhido em Lisboa, quando era presidente da Câmara, e a bela celebração a que presidiu no renovado Terreiro do Paço", lembrou. Edição: Kleber Sampaio
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O papa emérito Bento XVI morreu neste sábado (31/12) aos 95 anos em sua casa no Vaticano, anunciou um porta-voz da Santa Sé. Em 2013, Bento XVI se tornou o primeiro pontífice a renunciar em 600 anos."Com pesar comunico que o papa emérito Bento XVI faleceu hoje às 9:34 no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano", disse o porta-voz.https://twitter.com/vaticannews_pt/status/1609121661613215745No início desta semana, o papa Francisco pediu orações para seu antecessor que estava muito doente.Primeiro papa alemão em quase 500 anos Ele foi o grande papa teólogo. O que quer que fizesse ou dissesse, sempre tinha em mente a tradição e os ensinamentos da Igreja ao longo dos séculos. No entanto, suas realizações teológicas não o protegeram da visão cada vez mais crítica à medida que envelhecia. Porque na desastrosa história de abusos na Igreja Católica na Alemanha, um capítulo também se aplica a Joseph Ratzinger, arcebispo de Munique (1977-1982), que mais tarde se tornou papa. Um parecer de especialista, elaborado ao longo de muitos anos, considerou-o culpado de má conduta em quatro casos. Má conduta que presumivelmente permitiu que perpetradores individuais continuassem agindo.Bento XVI foi o primeiro papa alemão depois de quase 500 anos, e escreveu história na Igreja com sua renúncia, em 28 de fevereiro 2013. Como líder católico, empenhou-se pelo diálogo entre razão e fé, pelo significado da religião na era moderna.Um papa da Alemanha, 60 anos após a Segunda Guerra Mundial e o assassinato dos judeus pelo regime nazista, além disso um papa da terra de Martinho Lutero, o país da cisão da Igreja, com a Reforma Luterana. No entanto, seu pontificado de quase oito anos foi também marcado por escândalos e crises eclesiásticas.Rara imagem de dois papas juntos: Papa Francisco e papa emérito Bento XVI em 2017/Foto: Osservatore Romano/ANSA/dpa/picture allianceDo interior da Baviera a Roma"Os senhores cardeais me elegeram. Um simples e modesto trabalhador no vinhedo do senhor": com essas palavras, em 19 de abril de 2005 o cardeal Joseph Ratzinger apareceu à varanda da Basílica de São Pedro, em Roma, e imediatamente angariou simpatias. Após apenas dois dias de conclave, vira-se subir fumaça branca da Capela Sistina: o religioso de 78 anos era o novo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.Com Bento XVI, o mundo vivenciou um papa conservador e presente, que ocasionalmente surpreendia a todos. Pois ele foi capaz de combinar sua origem profundamente beata com a erudição de um acadêmico, e não deu simplesmente continuidade à linha rigorosa do cardeal da Cúria Romana Joseph Ratzinger.O jovem Ratzinger, na 2° Guerra, quando servia como ajudante numa bateria antiaérea/Foto: Getty Images/AFP/STFMas, no clima geral de crise na Igreja Católica, o papa engajado pelo trabalho pastoral deve ter também sofrido pessoalmente. No fim das contas, o pontificado de João Paulo 2º (1978-2005) só se encerrou com a posse de Bento XVI. Como papa da transição, em 2013 ele acabou por possibilitar a eleição de um pastor próximo aos fiéis e reformador conservador: o argentino Francisco.A escolha como papa representou para Ratzinger a coroação de sua vida, que teve início em 16 de abril de 1927 no lugarejo Marktl am Inn, no interior da Baviera. Seu pai era gendarme, a família, profundamente devota. Em 1941, ele foi convocado para a Juventude Hitlerista, como era obrigatório para todos os adolescentes do sexo masculino à época. Em 1943, serviu como ajudante numa bateria antiaérea. No fim de 1944, aos 17 anos de idade, Joseph foi recrutado como soldado pela Wehrmacht, as Forças Armadas nazistas. Pouco depois de terminada a guerra, ele e o irmão Georg, três anos mais velho, estudaram teologia. Ambos foram ordenados padres, a única irmã permaneceu solteira.No fim dos anos 1950, Ratzinger conquistou rapidamente reconhecimento como professor de teologia. Integrando a equipe do arcebispo de Colônia, cardeal Joseph Frings, participou em 1963 do Segundo Concílio Vaticano, voltado a aplainar o caminho para a renovação da doutrina e da vida na Igreja Católica.No entanto, os protestos estudantis de 1968 mudaram o professor da Baviera. Se antes ele também perseguira novas ideias, agora retornava à bem conhecida tradição. Em 1977, tornou-se arcebispo de Munique-Freising e logo viraria cardeal.Pouco mais de quatro anos mais tarde, o papa João Paulo 2º o trouxe para Roma. Como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, agora Ratzinger era o mais alto guardião da fé em sua Igreja. Em questões de magistério, reformas, o papel da mulher ou o ecumenismo, defendeu um curso inflexível. Alguns o chamavam Panzerkardinal ("cardeal tanque de guerra").Conservadorismo e algumas surpresasA eleição de Ratzinger como papa, em 2005, gerou júbilo e orgulho entre os católicos da Alemanha. "Somos papa", foi a manchete do tabloide de maior circulação no país. Contudo também havia ressalvas e temores: contando 78 anos, o 265º papa da história era idoso demais, dizia-se, devido a sua índole conservadora, seria incapaz de reformas.O papa Bento XVI, logo após a sua eleição/Foto: Getty Images/AFP/A. MariDo ponto de vista político, seus menos de oito anos de pontificado foram uma época de transição, mas ele também foi além nesse papel, impondo acentos próprios. E nomeou mais da metade dos cardeais que, em maio de 2013, escolheriam o cardeal Jorge Mario Bergoglio como seu sucessor.Bento XVI frisava repetidamente o papel de liderança de sua Igreja Católica, e sua pretensão de ser a única Igreja verdadeira. Os protestantes se irritavam de ser tachados de Igreja de segunda classe. Não houve nenhum passo importante no sentido de uma abertura ecumênica.Numerosos críticos atacaram sua aproximação aos tradicionalistas da Fraternidade Sacerdotal São Pio 10º, sua paciência com esses "franco-atiradores" na ala extrema de Igreja. Por medo de uma cisão permanente, ele se empenhou em reintegrar os tradicionalistas, sem sucesso.Ao mesmo tempo, concedeu uma segunda casa espiritual para os anglicanos, cuja Igreja considerara terem ido longe demais com reformas como a ordenação de mulheres para o sacerdócio. Além disso, Bento XVI cultivava contatos abertos com os ortodoxos.Sombras sobre um pontificado brevePorém sua relação com outras religiões não foi livre de tensões. Permanece na memória a indignação do mundo árabe após seu discurso em Regensburg, em 2006, que incluiu uma inegável citação do profeta Maomé. Entretanto, na sequência, o diálogo islâmico-cristão entre os especialistas ganhou uma qualidade até então inédita.Bento XVI e a chanceler federal Angela Merkel em 2006. Ele foi o primeiro papa alemão depois de quase 500 anos/Foto: picture-alliance/dpaO escândalo de décadas de abuso sexual em massa acobertado de menores de idade por sacerdotes foi uma sombra sobre o papado de Bento XVI. Em diversos países, como Irlanda, Estados Unidos, Austrália e Bélgica, a partir de 2010 também na Alemanha, vieram a público cada vez mais casos de violência sexual na Igreja.Críticos condenaram a instituição católica por não reagir com a rapidez necessária, simplesmente transferindo de paróquia os agressores, tentando acobertar seus crimes, e lhe atestaram falta de vontade para abrir processos civis.Bento XVI se empenhou por uma reavaliação e reparação, procurou o contato com as vítimas, encontrando-as durante suas viagens, sempre a portas fechadas. Era palpável seu abalo com as revelações, ele qualificou os episódios, no geral, como "flagelo" e "um grande sofrimento".Em consequência, endureceu as diretrizes para formação de padres. Sob seu sucessor, ficaria ainda mais patente a dimensão do abuso na Igreja, em diversos locais do mundo. Somente em 2019 o papa Francisco convocaria uma cúpula de crise global no Vaticano.Em 2012 o assim chamado "escândalo dos Vati-Leaks" fez tremer mais ainda as bases da central do poder no Vaticano. Documentos e comunicações internas relacionados ao padre vazaram para a esfera pública, o camareiro papal Paolo Gabriele revelou-se um traidor. Após breve pena de prisão, porém, foi perdoado por Bento XVI.Bento XVI e seu antecessor, Joao Paulo 2°. O papa alemão não quis seguir o caminho do polonês e morrer no cargo/Foto: picture-alliance/APContudo, observadores de longa data do papa perceberam quão duramente a traição partindo de seus círculos mais próximos o atingira. Sua decisão de renunciar ao pontificado comoveu e abalou muitos católicos; para além dos meios eclesiásticos, ela causou espanto em todo o mundo.Sem dúvida, nos últimos meses de mandato era visível o esforço físico do ancião de 85 anos. Afinal de contas, sua renúncia foi um tributo à responsabilidade do cargo, mas também à própria dignidade pessoal. A decisão foi corajosa e um atestado de consciência de si próprio, porém causou estranhamento entre muitos fiéis que tinham durante os olhos a eterna imagem do pontífice que serve até a morte.Parte da congregação mundial não compreendeu que, desse modo, o papa do país da Reforma humanizava e reformava o cargo supremo da Igreja Católica. O aparato vaticano encenou sua retirada em imagens portentosas: ao fim de seu último dia de trabalho, Bento XVI partiu num helicóptero branco da Santa Sé para a residência papal Castelgandolfo.Parecia um espetacular "até nunca mais". Dois meses mais tarde, contudo, Bento XVI retornou a Roma para ocupar um alojamento num pequeno mosteiro nos Jardins Vaticanos. Em 2014, participou de diversos grandes cultos na Basílica ou na Praça de São Pedro, ocasionalmente visitou seu sucessor.Bento XVI, já bastante fragilizado, em 2020/Foto: picture-alliance/dpa/C. WallbergAlgumas de suas declarações causaram sensação: uma entrevista aqui, um discurso ali. Entre 2018 e 2020, a publicação de textos atuais seus causaram celeuma e fricções. Ele interferiu decididamente em debates eclesiásticos atual, relacionando, por exemplo, o escândalo de violência sexualizada na Igreja a um "relaxamento da moral" na sequência do movimento cultural de 1968.Oficialmente, ele era papa emérito e um simples sacerdote. Porém não deixou de trajar batina branca, a cor papal. Os mais próximos se dirigiam a ele como "Santo Padre". Ao lado de Francisco, portanto, Joseph Ratzinger foi um "papa aposentado": para os teóricos da fé, um grande tema; para a Igreja, uma questão com potencial explosivo.Algumas das últimas imagens de vídeo divulgadas do religioso bávaro mostram um homem aquebrantado pela idade: caminhar se tornara algo penoso, ele tinha que se apoiar num andador; os olhos e a voz pareciam muito fracos. Ele só voltou uma vez à Alemanha: em 2020, aos 93 anos, visitou Regensburg com uma comitiva surpreendentemente pequena para se despedir do irmão Georg no leito de morte, e para rezar à sepultura de seus pais. Embora de cadeira de rodas, os olhos Bento XVI brilhavam na velha terra natal.Acusação de ter mentidoPoucos meses antes de seu 95º aniversário, um relatório de juristas sobre como a Arquidiocese de Munique-Freising lidou com casos de abuso sexual causou sensação em todo o mundo. E o tão citado esplendor da figura de Ratzinger continuou se apagando. Há muito se especulou que durante os anos de Joseph Ratzinger em Munique a arquidiocese havia acolhido um padre da diocese de Essen que havia molestado crianças. Na arquidiocese de Ratzinger, o padre desempenhou trabalho paroquial - e novamente crianças se tornaram suas vítimas. E o relatório viu mais três casos de "má conduta" do então cardeal.Ratzinger se defendeu de forma abrangente contra as acusações. Mas os especialistas questionaram um ponto-chave de seu relato. Quando Ratzinger então se corrigiu quatro dias depois e teve que admitir que havia estado presente em uma importante reunião sobre como lidar com um padre perpetrador, os críticos o confrontaram com a acusação de "mentir".Os especialistas enfatizaram criticamente que Ratzinger só confirmou o que podia ser provado. E muitos que leram os comentários de Ratzinger ficaram irritados com sua visão fria da má conduta sacerdotal contra menores, que estava desatualizada mesmo quando o crime foi cometido, por volta de 1980. Tudo isso se encaixa na imagem de uma Igreja que estava encontrando cada vez mais dificuldade para enfrentar a escala de crimes clericais.
Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos
Reprodução: © Max Rossi/Reuters/Direitos reservados Ele exerceu o pontificado de 2005 a 2013 Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 31/12/2022 - 10:20 Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - São Paulo ouvir: Morreu hoje (31), aos 95 anos, no Estado da Cidade do Vaticano, o papa emérito da Igreja Católica Apostólica Romana, Bento XVI. Joseph Ratzinger exerceu o pontificado de 2005 a 2013. No último dia 28 de dezembro, o Vaticano informou que o estado de saúde de Bento XVI havia se agravado em razão do avanço da idade.
Em comunicado, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, informou sobre morte. “Com pesar informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 , no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Assim que possível, serão enviadas novas informações”, diz. O papa emérito estava morando, desde 2013, no Mosteiro Mater Ecclesiae, nos Jardins do Vaticano. Ele era assistido por membros da associação leiga Memores Domini e pelo seu secretário pessoal, Dom Georg Gänswein. O corpo do Papa emérito estará na Basílica de São Pedro a partir de segunda-feira (2). O funeral será na quinta-feira (5), às 9h30 locais na Praça São Pedro, presidido pelo Papa Francisco. Joseph Ratzinger, nasceu em Marktl am Inn, no estado da Baviera, na Alemanha, em 16 de abril de 1927. De 1946 a 1951 estudou filosofia e teologia na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Frisinga e na Universidade de Munique, ambas na Alemanha. Foi ordenado sacerdote em 1951, nomeado cardeal em 1977, e prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé em 1981. Em 19 de abril de 2005, foi eleito papa, em sucessão a João Paulo 2º, que havia falecido 17 dias antes, em 2 de abril. Segundo o Vaticano, Ratzinger foi eleito pelos cardeais como o 265º sucessor do apóstolo Pedro, fundador da Igreja Católica Apostólica Romana. O papado de Ratzinger durou oito anos. Em 10 de fevereiro de 2013, o papa Bento XVI publicou uma declaração de renúncia ao pontificado. Ele foi o primeiro pontífice a renunciar ao cargo em 597 anos. “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. “O mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”, disse.
Vatileaks
Em 22 de fevereiro de 2013, o jornal italiano La Repubblica publicou uma reportagem informando que um relatório sobre o escândalo conhecido como Vatileaks entregue ao papa Bento XVI no mês de dezembro de 2012, teria sido a causa principal da renúncia de Ratzinger ao papado. O relatório foi feito pelos cardeais Julián Herranz, Jozef Tomko e Salvatore De Giorgi. O dossiê, de 300 páginas, continha, segundo o diário, a investigação completa sobre o vazamento de documentos secretos da Santa Sé e revelava disputas de poder, chantagens a membros do clero que faziam parte de uma rede de relações homossexuais, e mau uso de dinheiro no Vaticano. Segundo o jornal, Bento XVI decidiu abdicar do pontificado com o objetivo de permitir a entrada de um líder mais jovem e forte que pudesse agir diante das denúncias. Bento XVI encerrou seu pontificado em 28 de fevereiro de 2013, sendo substituído pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, que iniciou seu papado em 13 de março seguinte. No início de 2022, o escritório jurídico Westpfahl Spilker Wastl (WSW), encarregado de investigar as acusações de abuso sexual na Arquidiocese de Munique e Freising entre 1945 e 2019, publicou um relatório, comissionado com a arquidiocese, afirmando que o papa emérito Bento XVI não tomou medidas contra sacerdotes acusados em quatro casos de abuso sexual em sua arquidiocese quando era o arcebispo de Munique, de 1977 a 1982. Em fevereiro de 2022, Bento XVI reconheceu que ocorreram erros no tratamento de casos de abuso sexual quando era arcebispo de Munique. Ele não mencionou diretamente, no entanto, as alegações presentes no relatório. “Tive grandes responsabilidades na Igreja Católica. Ainda maior é minha dor pelos abusos e erros que ocorreram nesses diferentes lugares durante meu mandato”, disse na carta, sua primeira resposta pessoal ao relatório. Com informações da agência Vatican News Edição: Kelly Oliveira
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Quase 10 anos depois de renunciar ao cargo máximo da Igreja Católica, o Papa emérito Bento XVI morreu neste sábado, 31, em um mosteiro no Vaticano. A informação foi divulgada pela Igreja no começo da manhã. A notícia rapidamente repercutiu no mundo. Diversas autoridades já se manifestaram e lamentaram a morte do ex-pontífice. A premiê italiana Giorgia Meloni disse que Bento foi “gigante da fé e da razão”. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o papa emérito “trabalhou com alma e inteligência por um mundo mais fraterno”. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, disse “estar triste” com a notícia e chamou Ratzinger de “grande teólogo”. #santaebelacatarina #papa #bentoxvi (em Brazil) https://www.instagram.com/p/Cm1MmfgO0Vs/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Oração divulgada pelo Vaticano em intenção pela saúde do Papa Emérito Bento XVI. #nscm #bentoxvi #papabentoxvi #papaemeritobentoxvi 🙏🏻❤️ https://www.instagram.com/p/CmwuKcBu9TC/?igshid=NGJjMDIxMWI=
"Não há amor sem sofrimento - sem o sofrimento da renúncia a si mesmo, da transformação e purificação do eu para a verdadeira liberdade. Onde não houver algo pelo qual valha a pena sofrer, também a própria vida perde o seu valor." (Papa #BentoXVI). Grande #PapaBentoXVI, o #Papa da busca pela #Santidade. O sentimento ante sua condição #terminal é de tristeza, mas maior que ela é a #gratidão que trazemos no coração. Deus faça Sua #vontade. Já somos gratos pelo Ministério que #Deus confiou ao então Cardeal #JosephRatzinger e por toda sua contribuição à #SantaIgreja de Cristo. #Oremos. (em Vatican City, Rome, Italy) https://www.instagram.com/p/CmuxyTsJUS0/?igshid=NGJjMDIxMWI=