The significance of the Page is often overlooked in the tarot. As the youngest members of their courts the role the messenger plays is easily eclipsed by their elders, but as the Earthy quality of their suit their humble endeavor is the most important job in the castle. In this tidbit we explore the connection the Pages have to the divine and the message they provide from the heavens.
Tarot featured
Rider Tarot by Arthur Edward Waite & Pamela Colman Smith
Music Provided by RingingPyramid
Come join your friendly neighborhood Satanist for a tarot reading LIVE on Twitch evenings 7PM-11PM EST
From earlier sources, the Kabbalists of Safed, and in particular Cordovero, had adopted the doctrine of four worlds placed between the En-Sof and our earthly cosmos—a doctrine of which no trace is to be found in the major part of the Zohar. In Safed, this theory was for the first time more fully elaborated and Luria, too, accepted it, though in its own way. The four worlds are: (1) Atsiluth, the world of emanation and of the divinity which has so far been our subject; (2) Beriah, the world of creation, i. e. of the Throne, the Merkabah and the highest angels; (3) Yetsirah, the world of formation, the chief domain of the angels; and (4) Asiyah, the world of making (and not, as some translators would have it, action). This fourth world, similar to Plotinus’ hypostasis of “Nature,” is conceived as the spiritual archetype of the material world of the senses.
Gershom Scholem, Major Trends in Jewish Mysticism; Seventh Lecture: Isaac Luria and his School
Antes de adentrarmos nos mistérios fascinantes de Ma'aseh Merkavah, é preciso ainda esmiuçar mais alguns conceitos fabulosos de Ma'aseh Bereshit, que fornecerão ferramentas extremamente úteis para esta jornada, quando usadas corretamente com a correta dose de percepção. Para exemplificar a importância da percepção para uma melhor compreensão de todos estes conceitos, permitam-me contar uma história:
Uma dona-de-casa precisava fazer compras. Porém, devido às atividades que ela precisava desempenhar em casa, ela pediu ao seu marido, um analista de sistema, que ele fizesse o favor de ir ao mercado:
"Querido, preciso que você compre um litro de leite para mim. E, se tiver ovos, traga seis."
Qual não foi a surpresa dela quando, ao retornar do mercado, ele lhe entregou SEIS litros de leite!
"O quê é isso?!? SEIS litros de leite?!? Onde você estava com a cabeça?!? O que vou fazer com SEIS litros de leite?!? Por que você trouxe tanto leite?!?"
E ele respondeu, atordoado:
"Mas... mas... tinham ovos no mercado."
... pois Eu os criei, Eu os formei, e Eu os fiz...
Vamos retornar, então, à nossa jornada, analisando o trecho que inicia o Sefer Yetzirah:
Com 32 caminhos místicos de Sabedoria
gravou Yah
o Senhor das Hostes
o Deus de Israel
o Deus vivo
Rei do universo
El Shaddai
Misericordioso e Gracioso
Soberano e Exaltado
Habitando na eternidade
Cujo nome é Sagrado -
Ele está no alto e é sagrado -
E Ele criou Seu universo -
com três livros (Sefarim):
com texto (Sefer),
com número (Sefar)
e com a comunicação (Sippur).
Desta passagem, um fato é indiscutível: quem quer que tenha escrito - ou compilado - o Sefer Yetzirah, levou ao pé da letra o termo "cifrado". Já pelo início, percebe-se que não é um texto superficial, simples de se ler. Ao contrário, cada palavra, ainda mais quando se analisa o texto no idioma original (hebraico), tem um sentido extremamente profundo, e não há palavras supérfluas neste texto. Além disto, o Sefer Yetzirah é uma das bases do misticismo judaico, fazendo com que o texto seja, em sua essência, altamente místico. Tendo isto em mente, tentaremos extrair desta passagem - mais especificamente o trecho Com 32 - uma ferramenta extremamente poderosa para o restante de nossa jornada.
O fato do Sefer Yetzirah ter-se iniciado, especificamente, com a indicação do número 32 deve despertar a atenção de qualquer estudioso. Conforme vimos anteriormente, o nome dos cinco livros da Torah normalmente é a primeira palavra - ou uma das primeiras palavras - do próprio livro. O Gênese (Bereshit em hebraico) inicia-se exatamente com a palavra Bereshit. Por isto, com certeza o número 32 está intimamente ligado ao Sefer Yetzirah, e à formação (yetzirah) do universo.
De onde saiu este número? Analisando-se o trecho final traduzido acima, temos algumas indicações das ferramentas que D'us utilizou para criar o universo:
com texto
com número
com a comunicação
Estes são os três "livros" (Sefarim) citados acima. Vamos abrir cada um destes livros, na ordem em que são apresentados.
Um texto, qualquer texto, é formado de palavras, as quais, por sua vez, são formadas por letras. Assim, é seguro afirmar que o primeiro "livro" utilizado por D'us foram as letras, mais especificamente o alfabeto hebraico. Uma das características interessantes do alfabeto hebraico é que não há vogais, apenas consoantes, que, no total, são 22 (3 letras-mãe, 7 letras duplas e 12 letras elementais). Como não há vogais, diz-se que uma palavra escrita em hebraico não tem vida, pois apenas quando a mesma é banhada com o ar que sai dos pulmões ao pronunciá-la é que ela se torna viva. Uma das palavras "mágicas" mais utilizadas nas mais diversas culturas ao redor do mundo tem sua origem no aramaico, um idioma "morto" e anterior ao hebraico, e exemplifica o que foi dito aqui: Abracadabra, do hebraico Avrah kedabra, que significa "Eu crio enquanto falo".
Com as palavras, pode-se definir as coisas, dando a elas qualidades: nomes, formas, cores, sons, etc.
O segundo "livro" são os números, que são ao todo 10 (22 + 10 = 32!), representados por cada dedo de nossas mãos. Os números são os responsáveis por definir as quantidades das qualidades atribuídas pelas palavras. Por isso o segundo "livro" utilizado por D'us é aquele dos números, pois não há a possibilidade de se quantificar algo que não possua qualidades.
Estes dez números também dizem respeito a um conceito que será introduzido neste blog nos próximos artigos, e que serão utilizados daí em diante: as 10 sefirot (singular: sefirah) da árvore da vida. Mas vamos deixar isto mais para a frente...
Por fim, uma vez que se tem a qualidade e a quantidade de algo, é possível dar vida à "coisa" ao comunicá-la, ou seja, ao usar Avrah kedabra. As qualidades e as quantidades criam, enquanto a comunicação efetivamente dá forma ao que está sendo criado. Vou deixar em aberto uma terceira etapa do processo de criação, que é muito importante: o fazer, isto é, a materialização da Criação. Isto também deixaremos mais para a frente...
Como que para corroborar o que foi exposto muito superficialmente aqui, retornemos à descrição da Criação, de acordo com Bereshit. Durante o primeiro capítulo, a palavra Elohim (um dos nomes de D'us) aparece 32 vezes! Coincidência?!? Vamos ver:
a frase "D'us disse" aparece 10 vezes (a primeira é implícita, anterior à própria Bereshit!), que são as 10 Falas da Criação, e são representadas pelos números;
por 3 vezes - representando as letras-mãe - surge a expressão "D'us fez";
a expressão "D'us viu" surge 7 vezes no relato da Criação, simbolizando as 7 letras duplas;
e, finalmente, as 12 aparições finais do nome Elohim simbolizam as 12 letras elementais.
Assim, os números e as letras são as ferramentas da Criação. Vamos ver mais detalhes sobre isto no próximo artigo! Até lá!