Viajando pela imensidão do Universo, além dos planetas, estrelas, galáxias, constelações... há uma distância que ninguém conhece. Não a distância física, estudada pela ciência. Não, nada disso. Sejamos menos racionais e pensemos com o coração, na filosofia, em outra dimensão. Esqueça a razão e deixe a imaginação te levar. Porque é isso que eles fazem no mundo dos gênios.
Um castelo clássico enorme, lindo, porém abandonado. Vinícius de Moraes na janela - de onde, antes, via-se uma bela paisagem, com florestas, rios, e uma cidadezinha clichê daquelas de contos de fadas - ele estava observando o mundo ao seu redor e comparando tudo ao que era antes. Tempestades todos os dias, as árvores mortas, os rios secos, um clima triste e monótono. Ninguém se falava. Estava tudo tão descolorido!
Pensando nisso, alertou aos outros, para decidirem o que fazer para melhorar a situação.
- Tudo culpa da humanidade! - exclamou Renato Russo - Quando eu estive lá, passei todo o meu tempo alertando-os quanto a seus comportamentos horríveis. Mas não tem jeito, eles não aprendem!
Todos concordaram, e pensaram em quem deveria ir pra Terra dessa vez, tendo, como missão, descobrir o problema, resolvê-lo, e só voltar quando deixar sua última palavra, que eternizaria sua passagem no coração de cada um de nós. Quem será a bola da vez?
Quarenta e dois anos se passaram. Lá estava Cazuza, na janela, olhando a chuva, quando, de repente, o dia ficou ensolarado, e surgiu um lindo arco-íris no Céu Azul. Viu, no horizonte, alguém chegando, não num cavalo branco, mas com um skate irado!
Ele era mais voltado para o público skatista, que têm preguiça de pensar. E com Chorão eles aprenderam que a poesia não está só no papel, mas dentro de cada um. Ela pode ser expressa através de olhares, dança, gestos, e até andando de skate. A poesia é um
sentimento e está aí para que cada um ache seu poeta interior. E disso, meu amigo, só os loucos sabem.