Nova técnica de imagem 3D permite visualizar tecidos biológicos sem lasers ultrarrápidos
Pesquisadores da UNIST (Ulsan National Institute of Science and Technology), na Coreia do Sul, anunciaram uma técnica inovadora de imagem não linear que permite visualizar tecidos biológicos internos em 3D sem a necessidade de lasers ultrarrápidos. Essa inovação representa um avanço significativo no campo da bioimagem, tornando o processo mais acessível e seguro para aplicações médicas e…
Ediueise Franciele Rezende, de Salvador-BA
Formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública no primeiro semestre de 2017. Possui habilitação em Bioimagem
Com 15 dias de formada passei pelo meu primeiro processo seletivo, para concorrer à uma vaga em um hospital de Salvador para Biomédico(a) no setor de Ressonância Magnética e graças a Deus passei. Comecei a trabalhar logo após a formação na minha área de habilitação! Algumas dificuldades até a formação, mas nunca desisti e hoje estou aqui, formada e atuando na área que escolhi como profissão.
Fácil não foi, e nunca será, mas sempre tive aquela expectativa. “Será que vou conseguir logo um emprego na área? Tomara que sim!” Tudo na vida requer esforço e dedicação, então tem que estudar para chegar onde almeja.
Se dediquem naquilo que escolheram fazer como profissão. Acreditem no melhor sempre e nunca deixem de estudar. Conhecimento é algo que ninguém retira da gente, temos que ser o melhor, mas sempre com responsabilidade, respeito e ética, e sim, A BIOMEDICINA É LINDA.
Amo a minha profissão e estou encantada com a Bioimagem. Realizo meu trabalho diariamente com amor, respeito, ética e dedicação, porém para mais conhecimento, em breve estarei iniciando minha pós graduação em Biomedicina Estética, e estarei completamente realizada!
Olá pessoal, sou Bruna Reis, biomédica recém-formada (2015.2) pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Salvador/BA) e uma das idealizadoras do Rota Biomédica.
Assim como a grande maioria dos estudantes de Biomedicina eu tive muitas dúvidas sobre qual área seguir. Sempre gostei das aulas e sempre fui apaixonada pelo mundo que a Biomedicina me apresentou, no entanto não me via trabalhando em nenhuma das áreas que me foram apresentadas, até que conheci a Bioimagem, mas não se enganem, a minha decisão só foi tomada no sétimo semestre da faculdade, quando me vi totalmente envolvida e literalmente boquiaberta com a aula de física de ressonância e tomografia. Rs. Queria fazer o meu trabalho de biomédica em uma área que me identificasse como um todo, não apenas no trabalho em si, mas na rotina.
Para ter certeza de que esta seria a minha habilitação, sempre busquei me envolver nesse mundo através dos professores, porque na sala de aula não temos muita noção da rotina de trabalho, das responsabilidades e do que um biomédico realmente faz nessa área. Fiz o meu estágio de habilitação em Bioimagem/Imagenologia pela Clínica de Assistência a Mulher (CAM) e me encantei pelo conjunto que me foi apresentado. Percebi que um biomédico nesta área não é um profissional qualquer, dispensável. Um Biomédico de responsabilidade e de excelência nesta área precisa saber de tudo um pouco: segurança, meios de contraste, visão clínica e crítica das imagens, noção de física e funcionamento dos aparelhos e até mesmo psicologia para lidar com diferentes personalidades dos pacientes.
Ser um biomédico de destaque no Nordeste e nas outras regiões, necessita de entrega do aluno desde a faculdade, empenho e vontade de aprender. E sabendo da dificuldade de muitos veteranos em se estabelecerem no mercado, tive muito medo de também não conseguir me estabelecer. Por isso, coloquei na minha cabeça que não me satisfaria apenas com a graduação.
Eu tinha dois planos e três diferentes oportunidades:
Fazer a pós-graduação particular em Salvador;
Fazer a pós-graduação no Albert Einstein em São Paulo (SP);
Fazer a residência em Bioimagem no Sírio Libanês também em SP.
O Einstein foi o primeiro a ser cortado da minha lista de possibilidades por duas razões: era particular e muito caro para mim, além disso era em São Paulo, então não me sentiria bem dando tanto gasto para os meus pais. Não cheguei a me inscrever no Einstein.
A pós-graduação em Salvador era a minha primeira opção (plano A), mesmo sendo particular, pois o gasto seria menor que a pós em SP. Já a residência do Sírio Libanês, mesmo sendo em SP, dava pra me manter por ser remunerada (plano B). Foi um tiro no escuro, tentar pra ver no que dá. Se não desse certo, ficaria por Salvador e faria a pós juntamente com algum trabalho nesta mesma área.
Já tinha tudo esquematizado (plano A e plano B) e fiz a prova do Sírio Libanês, depois de muito relutar, só pra não dizer que não tentei. Fiz e passei, em último lugar (kkk), mas não terminou aí, tive que viajar para SP e fazer a segunda fase do processo, ciente de que tinha poucas chances por conta da minha classificação na primeira etapa. Incrivelmente, dia 23/12/2015, descobri que não apenas havia passado em uma das residências mais concorridas do país em um hospital referência na América Latina, mas havia passado em SEGUNDO LUGAR de seis vagas! (Sim, até hoje fico surpresa e ainda não acredito).
Lendo a minha trajetória e acrescentando que na escola nunca fui a aluna número 1 ou destaque, lhes digo, se não tivesse agarrado todo tipo de oportunidade na faculdade e se não tivesse estudado tanto e me dedicado tanto para ser a melhor eu não estaria aqui contando essa história para vocês. Portanto, meus caros, sejam os melhores que puderem ser, mas sem esquecer que ninguém é melhor do que ninguém. Será uma luta eterna para dar sempre o seu melhor, mas é uma luta pessoal. A faculdade é a nossa vitrine, a imagem construída na faculdade é a imagem de profissional que os seus professores e colegas terão de você.