@braineatnr didn't ask for this but will have it anyway.
❝ Nem se atreva a fazer isso. ❞ Já estava observando silenciosa e sorrateiramente há algum tempo e estava crente de que coisa boa não poderia sair dalí.

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@braineatnr didn't ask for this but will have it anyway.
❝ Nem se atreva a fazer isso. ❞ Já estava observando silenciosa e sorrateiramente há algum tempo e estava crente de que coisa boa não poderia sair dalí.
@braineatnr ;
Não há explicações a serem dadas, não há desculpa para seus atos; O que tem um mestre a explicar a um criado? Um escravo criado pelo elo de sangue tem apenas que ser grato por não ser mais um entre tantos nas pilhas de corpos sem vida daquele necrotério. Ser grato por provar da imortalidade tão relutantemente cedida pelo cainita a quem servia. E Raphael o sabe; ou ao menos é o que se ele convence a acreditar.
O silêncio é sepulcral naquela noite como em tantas outras, porém, é fácil perceber aquela aura sombria suavemente se deslocando pelos corredores; O cheiro forte de sangue fresco impregnado nas roupas também levantaria alguma suspeita, ainda que ele não fizesse qualquer barulho sequer. Um arrepio na espinha do legista denunciaria a presença física do vampiro alí; Raphael usaria a digital gélida para tocar a nuca do carniçal; tão quente, quase, quase como um vivo de verdade... Ele não esconde o tom jocoso ao finalmente aparecer por completo logo ao lado do rapaz, rsobrancelhas arqueadas como provocação;
❝ Porquê mesmo eu ainda te deixo vivo? ❞ Para situações como essa talvez? Tinha de se alimentar afinal... Se é que se podia dizer que estava vivo...
@braineatnr // cont.
“Ah sim, é claro que não vai.” Jack disse com um pouco de sarcasmo na voz, quase não se importando que o médico fosse ficar irritado com a atitude dele. Não era como se o garoto já tivesse passado pelo hospital inúmeras vezes depois de se machucar, mas sempre teve certeza de que quando alguém dizia a ele que não ia doer, era porque ia doer sim! Só que agora, por mais que quisesse dizer alguma coisa para se impor, Jack não podia ficar reclamando. Era melhor fechar o corte antes que as coisas ficassem feias.
Esperando o procedimento começar, uma pergunta surgiu em sua mente e ele não pode deixar de fazê-la. “Quanto tempo vou ter que ficar parado? Digo, pra que os pontos não se abram e eu não tenha que voltar aqui outra vez tão cedo. Tenho algumas coisas importantes pra fazer em casa e não queria ter que adiar.”
“Falando assim nem dá coragem de tentar chutar.” Comentou com aquele cinismo de sempre; Não que ele não tenha uma boa noção do quão letal seja, mas... “Foi só por curiosidade... Vai que eu acerto a nuca e a pessoa ainda tem um tempinho de vida o suficiente pra tentar atirar em mim?”
( @braineatnr )
@braineatnr ( continuação daqui )
Keith não sabia exatamente o porquê de não ter reparado no corte em sua sobrancelha direita, mesmo depois de toda a luta que havia acabado de acontecer. Então quando o rapaz que lhe encarava apontou este fato óbvio, ele levou uma das mãos até o local apontato e pôde sentir um pouco do líquido quente contra sua pele. — Era só o que me faltava. — Ele murmurou para ele mesmo, soltando um grande suspiro. O mago olhou ao redor, percebendo que a cafeteria estava vazia exceto por eles dois e talvez fosse melhor mesmo daquela forma. — Me desculpe, eu não quis ser rude. Eu só não havia percebido que estava sangrando. — Keith disse, colocando uma das mechas de seu cabelo para trás da orelha. Agora que havia percebido que o local onde estava o corte ardia um pouco, além de todo o seu corpo estar dolorido pela perseguição em Nova York de antes. — Eu caí da escada hoje de manhã, sabe como é. Acho que não prestei muito atenção no que aconteceu em seguida. — Detestava mentir, mas se falasse sobre o fato de ser um super herói as perguntas não iam parar de chegar e ele estava exausto. — Então, de novo... me desculpa.
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<< @braineatnr
Será? Sim, claro que ele não notou. Acomodado. O cheiro pútrido não deveria ser o suficiente para narinas danificadas pela morte ainda que mascarado sob tantas camadas de cheiro de criança que chegava à enjoar qualquer pessoa. Bom, do resto Sophie estava bem conservadinha até, talvez daqui alguns anos demonstrasse um estado pior de degradação à seco, mas este senhorzinho? Se não fosse alguns detalhes no cheiro, Sophie teria confundido-o com um dos seus.
Não que houvesse grandes diferenças, o principal é meramente a dieta.
— Então você entende de gengivite e sua chatice toda, né? — Uma perguntinha básica para desviar um pouquinho do assunto. De fato, existia sangue em sua boca e aquilo facilmente se passaria por uma gengivitezinha por já estar misturado à sua saliva repleta de bactérias e anticoagulantes, mas por que prolongar essa mentirinha? Porque mortos vivos não são amigos uns dos outros. Fora que fazia anos que tinha confiança o suficiente para brincar com um possível auxiliar. Afinal, o que é menos de meio litrinho de sangue para um colega necessitado? Meio litro não faz falta para um corpo adulto quando se tem de quatro à cinco. — Ah, assim, veja, você pode não ter nada contra chicória, mas se tiver de comer sempre, todo dia, sem exceção, eventualmente passa à se detestar o sabor. E isso pode acontecer até com sua comida favorita se ela não for variadinha! — Oh senhor, por que a permite falar com tantos diminutivos? De fato, sangue para sangue tinha variações, mas... Era uma obrigação sua, não um desejo próprio. O que fazia de desenho próprio era sua brincadeirinha.
— Mas pode ficar tranquilo, esse sangue não é meu.
@braineatnr ( continuação daqui )
Evan não esperava topar com Starry logo ali, naquele multidão de pessoas que juntas fugiam da tempestade de raios. Tudo tinha acontecido bem depressa e ele, apesar de ser um super herói, temeu transformar-se por ali e causar algum acidente. Evan decidiu usar de seus artifícios ao alcance e logo passou a guiar as pessoas mais desesperadas para ruas longe do núcleo, com certeza era algum vilão que estava causando aquilo. O moreno permaneceu ajudando as pessoas por ali, guiando-as ao hospital mais próximo, mas surpreendeu-se quando viu Starry vindo em sua direção. Ele definitivamente não esperava. Um sorriso foi dado, mas ele não teve tempo de falar nada, pois logo estava sendo puxado pelo loiro para dentro da sala do necrotério. Evan não se importava com o fato de estar naquela sala, ele estava preocupado com Starry e com todas as pessoas lá fora. — E-Eu estou bem, Starry. Não me machuquei. — Ele respondeu, aproximando-se do médico e tocando seu rosto. — E você? Está tudo bem? Essa tempestade veio do nada, eu não sei nem o que causou isso tudo. Talvez seja um vilão ou alguma parte da cidade que teve o sistema elétrico detonado, eu não sei. — Evan começou a falar, passando a mão livre pelos cabelos. — Você está bem?