Brigaremos sim, brigaremos muito. Mas isso não quer dizer que precisemos dormir brigados.
Não concordaremos com tudo, haverá dias em que descontaremos coisas que aconteceram lá fora na nossa relação. Seremos grossos, fecharemos a cara, responderemos de forma seca. Mas apesar de tudo isso ainda assim seremos o alívio do outro.
E quando os dois tiverem em um dia ruim respiraremos fundo, lembraremos da nossa dedicação, lembraremos que estamos aí para nos apoiar e superar tudo. Lembraremos das promessas, das noites lindas e tiraremos forças desses momentos bons.
Repita comigo: 'Não dormiremos brigados'. E se estivermos muito brabos, ainda assim antes de desligar o telefone, antes de simplesmente virar para o outro lado de dormir, antes de deixar o sofrimento no ar nós diremos: 'Ei, estou puto da cara, mas lembra sempre de uma coisa... eu te amo'. Porque não somos mais crianças, não somos mais aqueles que preferiam a mágoa, que optavam por sofrer no orgulho.
E quando no momento de raiva conseguirmos fazer isso, lembrar do quanto somos importantes um ao outro, aí teremos certeza de nosso amadurecimento, teremos certeza que apesar dos pesares a gente dá certo e seguiremos sim lado a lado ajudando o outro e superando o que no passado poderia nos consumir.
São nos gestos que provamos ter crescido. São nos gestos que mostramos nos importar. Mais do que palavras... gestos.
Porque podemos discutir, brigar, discordar, mas nunca, jamais, podemos esquecer que o bem de quem está ao nosso lado significa também o nosso maior bem.
( Felipe Sandrin )












