Queria saber lidar com isso, essa vontade de desistir toda vez que penso que tenho que perder essência pra continuar fazendo o outro feliz. Eu prometi um dia: “nunca vou crescer!” “nunca vou embora de mim!” “nunca vou perder minha essência!” E tantas outras do gênero dessas. Ta. Eu não soube usar a palavra “nunca”, eu sei, mas, eu odeio não cumprir promessas e de tanto não vou cumprir essas que já fiz uma e que é a primeira da lista que citei que envolve tudo. “Eu prometo nunca crescer!” e ser moleca pra sempre mesmo e em tudo, não me importar com nada e nem ninguém magoar, pedir perdão e se perdoar, ótimo! Caso contrário? Paciência, segue em frente e continuar sem peso algum na cabeça. Eu quis por anos ser assim e nossa, como sinto falta disso. Abdico tanta coisa por amor e não que não valha a pena, nossa vale muito a pena. E sei que pode valer bem mais daqui a um tempo, mas, e agora? E agora que tudo tem limite e tudo é cheio de regras inúteis? E eu digo isso agora sem pensar nos meus filhos mas, acho inúteis sim. Pensando bem agora, por tantas coisas que sinto, acho inúteis mas, me encho de preocupação e cuidado com qualquer mínimo atraso ou sei lá, coisas que não são pra ser e acabam sendo. Vai entender ser humano chato. Vai entender ser humano amante. Procuro sempre me tornar o mínimo dependente das pessoas e tudo que fiz foi me jogar de quatro nos braços mais aconchegantes que já senti. Olha a porra que to dizendo no meio de um desabafo. Nunca vou entender isso e até o dia do altar e o dia das bodas, se estiver viva, pode ter certeza que vou querer fazer alguma coisa pra ter desistência, é meu charme. Luto pela desistência de algo que vou demorar muito mais do que os “naturais” 6 meses que uma pessoa tem pós fim de relacionamento e isso dizem que vale tanto pra amizade quanto pro amor. E é verdade, sou prova viva disso. Apesar de não ter superado muita coisa por ainda gostar e sim, ainda gostar mesmo, ter junto, dar uns cheiros, nada além mas, ainda gosto. E digo mais, naquelas “curiosidades do mundo” ou “fatos da vida” sobre a pessoa perder no mínimo dois amigos quando se apaixona, comigo vai ser todo mundo e olha que nem tem “todo mundo” dum tanto assim, sabe? Mas, vale os poucos e sabe por que isso? Eu já morro de preguiça de sair, ver as pessoas, ir pra festas e tudo mais, desde que começou, imagina morando junto, deus te livre. Se eu sair de casa pra ir pra algum canto vai ser, sei lá, épico e eu nem vou saber explicar e muito menos chegar em algum amigo e chamar pra sair. Certeza que só vão saber me xingar e não duvido nada, me dispensarem. Vai ser o fim mesmo. E aquele “casou!” que sempre solto pra todos os casais que somem do mundo quando começam a namorar, vou ta com ele grudado na testa e em dias como o de hoje, vou ta querendo desgrudar ele até com acido sulfúrico. Querer meus lugares, só meus e só pra mim, sozinha e o que tiver de acontecer, que aconteça e não vai ter nada que me impeça e nem me preocupe depois. Vão ser os dias mais torturantes, dolorosos, enjoados, chatos, rudes e etc, vou precisar muito de algo que me distraia tanto ao ponto de eu nem lembrar disso e/ou se pensar, que seja por pouquíssimo tempo porque não vai ser nada bom pra eu e pra quem estiver comigo no mesmo quadrado. Não sou uma pessoa boa quando tenho crise de liberdade e ninguém sabe o quanto, suspeitar, suspeita, mas nem tem ideia do que eu sou capaz de fazer pra ser livre. E eu já cheguei nisso uma vez ou duas, já nem lembro da luta porque simplesmente valeu muito a pena e na próxima, não vou saber medir o quanto vou querer ser livre. E de tudo. Tudo, sabe? Sem peso na consciência, nem nada do tipo. Porque só dependeu de mim e de tudo que eu sempre quis pra mim. Sei que vai valer a pena. Por tudo que eu já esperei, valeu. Sempre vale. Então, vai valer sim, com toda certeza, vai valer muito a pena.