Corre Cabacinha, 2025
Mix media: traditional watercolours, expresso coffee, wax crayons and homemade coffee based watercolour, on 200g paper - study on values
a simple monday*

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Corre Cabacinha, 2025
Mix media: traditional watercolours, expresso coffee, wax crayons and homemade coffee based watercolour, on 200g paper - study on values
a simple monday*
Juarez Paraíso
fruto fóssil que
guarda mistérios
nas suas concavidades
uma cabaça é
uma cabeça é
um caminho
que se revela
suspenso em
suspense
paira na densidade
do ar
o som
A cabaça é guardiã dos segredos, reservatório de mistérios. Um receptáculo para histórias, uma bacia ritual. Altar para os deuses, laço entre o céu e a terra. Suas metades simétricas convidam a explorar o interior, um portal. Um tesouro escondido dentro, um enigma a ser desvendado, uma promessa de revelação. Símbolo de poder, elo entre o passado e o presente. Ferramenta pra colheita, instrumento pra cerimônias, extensão da mão do sábio. Um cofre, um reservatório de sabedoria ancestral, testemunho da história viva.
A cabaça é instrumento ancestral, fruto que contém multitudes. Passado, presente, futuro: tudo reverbera nas suas curvas. Acompanha a história da humanidade, guardando segredos nas suas concavidades, barca de sementes que atravessaram oceanos e aqui brotaram. Instrumento do axé, cada corte a transforma, revelando uma nova propriedade, uma nova aplicação. Planta que se precipita no ar, desafia a gravidade, atravessa a densidade. Se transforma em cuia, recipiente pras águas, reverberando na sua superficie as ondas do som. Dentro da cabaça se acomodam diferentes tipos de objetos de poder, cada um servindo a um propósito distinto. Ela revela tanto quanto esconde, na sua redonda opacidade. Misteriosa oferenda.
MULHER CABAÇA
Pensar a cabaça como ser feminino. Quando me propuseram ser a Mulher Cabaça, as palavras fertilidade e maternidade foram muito bem explicitadas. Só me vinha na cabeça, minha mãe Oxum, orixá da fertilidade, maternidade e sabedoria. Ora inocente como uma criança, ora sábia como os mais velhos.
Compreender a força das Yabás e o matriarcado que elas carregam. O peso do quadril, o peso que é carregar alguém por aproximadamente 9 meses e sentir as mudanças em seu corpo... É pelas água e quadris que se inicia a vida.
Me conectar com um bebê desconhecido (Anaya), é um presente sagrado. Como é lindo ver as movimentações que um ser tão pequeno, mas tão potente troca com um corpo que já está presente no mundo a um pouco mais de tempo. Me emociona porque a vontade de ter um bebê não é tão recente e essas trocas e possibilidades me alimentam ainda mais.
Orixá não erra em mostrar caminhos.
26 de Outubro de 2024.
Laboratório de Confecção e Movimentos com Xekere . Casa Coletiva e Folia Boi da Manta Ouro Preto . Ateliê Nomad Djalo . 2024
A Escola Ateliê Djalo Nomad, a convite e realização cultural da Casa Coletiva e Folia Boi da Manta de Ouro Preto, realizará nos dias 27 e 28 de abril de 2024, uma imersão na arte ancestral de confecção de Xekere, no charmoso distrito de São Bartolomeu, Ouro Preto, Minas Gerais. A vivência *Laboratório de confecção, toques e movimentos com agbe* te convida a adentrar no universo mágico da…
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estórias do agbe ou xekere
Abê (ou Agbê ou Xequerê) é um instrumento que se relaciona com o corpo inteiro. Enquanto a Alfaia traz o peso da marcação ao maracatu, o xequerê dá leveza e molejo ao ritmo. Um instrumento de percussão à maneira de um chocalho, o xequerê é formado por uma cabaça revestida por uma malha de contas. xekere djalo, 2013, morro da sereia Toca-se o agbê segurando na cabaça e balançando-a de um lado a…
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Mo Maie estreia 'Leket, canto cabaça ', no Festival de Cabaçaria de Tradicional, Sereiau
leket, canto cabaça a cabaça, chamada “leket” na Língua Wolof, do senegal, é útero do som, onde nascem as vibrações do coração mundo. desta inspiração nasce ‘leket, canto cabaça’, uma performance musical que propõe narrativas visuais/sensoriais a partir de um mergulho em melodias, ritmos e sonoridades de instrumentos musicais feitos a partir da cabaça. concebida pela compositora mo maie, com a…
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