✦ Nome do personagem: Min 'Ella' Chaeyeon
✦ Faceclaim e função: Yiren - Everglow
✦ Data de nascimento: 05/09/1998
✦ Idade: 25 anos
✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela
✦ Nacionalidade e etnia: China, chinesa.
✦ Qualidades: Sincera, compreensível, humilde
✦ Defeitos: Insegura, exigente, desastrada
✦ Moradia: Asphodel Meadows
✦ Ocupação: Cabeleireira no Psique Beauty
✦ Twitter: @AM98MC
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, ROMANCE, SMUT
✦ Char como condômino: Chaeyeon é prestativa e está sempre disposta a ajudar e emprestar uma xícara de açúcar! Seu passatempo favorito é ficar fofocando com as velhinhas do Mount Olympus e pode ser sempre vista com elas tomando um chá da tarde. É tagarela e não consegue segurar a língua, então vai em todas as assembleias e nunca fica sem reclamar ou elogiar alguma coisa. Por fim, vive ouvindo Taylor Swift no volume máximo e derrubando copo de alumínio no chão, por isso todo dia é uma confusão diferente com algum vizinho.
TW’s na bio: Menção a bullying, tentativa de suicídio, câncer e autodepreciação.
Biografia:
Desde a juventude de Chaeyeon era possível perceber o quanto se sentia deslocada no local em que vivia. Nasceu em Busan em 1998 e morava na favela de Gamcheon, ou como o resto do mundo decidiu romantizar: Gamcheon Culture Village. Teve uma infância complicada, pois viveu até os 10 anos em extrema pobreza, o que fez com que fosse vítima de bullying no colégio por conta de sua falta de dinheiro, sua aparência e outras coisas relacionadas. Para contextualizar, a família de Chaeyeon perdeu tudo o que tinha na crise financeira asiática de 1997, fazendo com que fossem de Hong Kong para Busan tentar mudar de vida e recuperar o que tinham de uma forma mais fácil, infelizmente não ocorreu da maneira que eles esperavam e a família da jovem acabou indo ainda mais para o fundo do poço.
Em 2009 com a iniciativa do governo de urbanizar a favela de Gamcheon, a família de Chaeyeon finalmente teve uma chance de se reerguer, seus pais enfim conseguiram um emprego digno e logo mais puderam ir para a capital, Seul. Porém se Chae já se sentia deslocada em Busan, ela certamente não aguentaria o peso de uma cidade ainda maior como Seul. Lá o bullying que esperava que parasse se agravou; seu sotaque de Busan, seu "jeito pobre", ser uma "nova rica", seu peso, seu corpo, seu cabelo, seu… Tudo. Tudo que fazia parte de Chaeyeon era motivo de gracinhas e xingamentos de seus colegas, que consequentemente a fizeram desenvolver grandes problemas como inseguranças com sua aparência, depressão e ansiedade generalizada; não importava para qual escola fosse, era sempre o alvo principal de piadas de mau gosto repetitivas. Não era culpa dela, ela não tinha escolhido aquela cidade.
Em poucos meses, Chaeyeon já havia tentado se suicidar 3 vezes por conta das situações recorrentes, apenas queria que a dor parasse e encarava a morte como o único jeito de resolver tudo aquilo. Seus pais, preocupados com a situação da única filha, resolveram a mandar para outro país em seu aniversário de 14 anos, passaria a morar com sua tia na Inglaterra por algum tempo até que as coisas melhorassem. Sua tia era uma mulher de confiança visto que havia ajudado os pais de Chaeyeon na crise financeira por ser a "tia rica" da família, sempre foi muito bondosa e não pensou duas vezes antes de abrigar a sobrinha em sua casa.
Na Inglaterra, Chaeyeon mudou completamente. Para os ingleses, seu nome foi adaptado para Min 'Ella' Chaeyeon, tudo surgiu de uma brincadeira entre seus novos colegas; Chaeyeon muitas vezes se sentia reprimida por não entender se eram realmente ofensas ou apenas uma interação comum de seus amigos, aquele ainda era um termo estranho para si e não sabia de início como reagir, tudo mudou apenas quando entendeu que eles nunca iriam rir dela e sim com ela, diferente das pessoas que havia conhecido no passado. A forma de ensino e a maneira de lidar com as situações que Ella passava anteriormente eram abordadas de forma diferente da Coreia, a fazendo se sentir mais segura e confiante consigo mesma. Enfim passou a fazer terapia e em menos de um ano já se sentia totalmente adaptada ao Reino Unido, sentia que seu lugar era ali; tinha amigos, sua tia, estudava em um bom colégio, estava bem com sua aparência. Tudo corria bem. Bem demais.
Todo ano tinha o costume de realizar uma viagem para Seul em julho para poder encontrar sua família, entretanto foi em 2020 que Chaeyeon teve de adiantar seus planos. Foi avisada por seu pai que sua mãe estava muito doente, a mulher já tinha uma idade avançada e sofria com complicações do câncer já fazia alguns anos, antes o tratamento parecia funcionar, porém já naquela altura nada fazia mais efeito e sua mãe não tinha grande expectativa de vida. Chae carregava consigo uma imensa gratidão e amor por seus pais, principalmente pela mãe que mesmo sem condições havia feito tudo que estava ao seu alcance na época de sofrimento da filha, que nunca hesitaria em fazer o mesmo pela progenitora. Em todos esses anos foi Ella quem pagou o tratamento, podia não ser a pessoa mais rica da Inglaterra ou da Coreia, todavia, tinha uma boa condição de vida por trabalhar com estética, tendo sua própria marca de cosméticos com diversas lojas espalhadas por Londres, não se importava nem um pouco em gastar todo o dinheiro com sua mãe se necessário.
Assim que recebeu a notícia do pai, pegou o primeiro voo que conseguiu para Seul, passando a morar em um apartamento em Gangnam e voltando para a Inglaterra ao menos uma vez no mês para cuidar de seus negócios. Mesmo já estabelecida na cidade há 3 anos, estava cogitando se mudar para um tão falado condomínio de luxo próximo que abriria as portas em breve, tudo a pedido de sua mãe que não parava de reclamar das péssimas condições que o apartamento de sua filha se encontrava. Chaeyeon não recusou e já estava com as malas prontas para se mudar para aquele ambiente que aparentava ser tranquilo e agradável.
Sua única dificuldade estava sendo a de assistir a mãe enfraquecer cada vez mais com passar do tempo, mas se mantinha ao lado dela todos os dias, tentando fazer com que tudo permanecesse – ou parecesse – bem na medida do possível, mesmo que a realidade fosse dura e cruel, Chaeyeon queria acreditar que todos seriam felizes para sempre no final, incluindo ela.
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