closed starter // w. @callmekinglucifer
Talvez aquela havia sido a única coisa boa de ter sido mandada para o inferno: Hades. Ele era comprometido, mas e dai? Isso não impediu que Sarah logo tornasse sua admiração pelo senhor do inferno em uma paixão platônica, algo que só existia dentro de sua mente peculiar ainda que estranhamente divertida, algo que talvez não pudesse ser compreendido por fora e Sarah nunca ousou tentar entender, talvez porque ela fosse mais intuitiva e emotiva, se deixando levar pelas excitações, desejos e muitas vezes curiosidades. Talvez por isso Sarah tivesse ficado um pouco abatida quando Hades desapareceu do inferno... Como se não houvesse mais algo para se distrair, ainda que jamais houvesse trocado palavras com ele.
Mas agora ela estava de volta no mundo dos vivos e na mesma cidade que o lorde do submundo. O acompanhava nas redes, sua imperícia com a tecnologia resultou em curtir postagens antigas do homem quando olhava sobre sua luxuosa vida. As vezes ao longe quando o via pela cidade o seguia para saber o que ele faria, a bruxa não sabia explicar o que era aquilo, a questão é que Hades, ou agora, Lucifer, como era conhecido, havia se tornado um personagem importante no enorme parque de diversões macabro de Sarah, vulgo sua mente. Ela podia descrever quase que com precisão a rotina do homem, seu bar secreto escondido atrás de uma loja de doces também tinham muitas referências na boate dele.
Sarah saltitava aquele final de tarde pelas ruas de Storybrooke não esperando que ao virar a esquina de modo despreocupado e distraído seu corpo confrontaria ao de outro homem. “Me descul...” travou no instante momento que viu Lúcifer, afinal, por mais que o acompanhasse, era sempre de longe, todas suas interações com ele apenas existiram em sua cabeça. Sarah não era do tipo tímida ou que costumava demonstrar vergonha, mas atipicamente suas maças do rosto alvejaram, sua boca abria e fechava mas não saía som, por um momento até esqueceu o esbarrão, afinal ela estava de frente para Lucifer, para Hades, ela havia até mesmo tocado nele, na verdade, ela havia o agredido ainda que de forma indireta, talvez ele nunca mais quisesse vê-la, ou percebesse o quão burra e descuidada ela era, Winnie sempre a alertava disso, ainda que Mary dissesse que ela não devesse sempre levar ao pé da letra tudo que a mais velha dizia. Contudo era inevitável ver um carrossel de pensamentos em alta velocidade passando por sua mente e a consequência disso era Aretha estonteada e congelada frente ao homem.