Eu acho que as coisas se explicam por alguma conspiração do universo, por ligações várias que não sei nominar. Dia desses postei as saudades da estreia. Hoje recebi a notícia de que o Câmera 12 deixará de ser exibido.
É triste ver um trabalho onde tanto amor foi empenhado acabar.
Mas não me foi de todo surpreendente. Achei que o programa fosse acabar com a saída da Juliana Castanha. Achei que não conseguiríamos levar adiante. Mas levamos. União da equipe e esforço foram fundamentais para manter de pé.
Deixei a equipe em julho/agosto de 2013, mas meu coração ainda ficou por lá. Eterna C12. Acho que todos da primeira seleção e outros da segunda guardam esse sentimento gostoso de saudade de algo bom que passou.
Agora tenho um pensamento vivo, pulsando, me dizendo que esse fim do programa foi comemorado com champanhe como uma conquista tardia, uma vingança (que não é plena, mata a alma e a envenena) servida fria.
Explico: logo que começamos a trabalhar no C12, correram boatos de nosso programa ser a "menina dos olhos" do diretor executivo da TV. Na mesma época também se trabalhava num programa novo, de entrevistas, liderado por uma outra diretora... de jornalismo. Pelo elogio ao C12, feito em grande parte por estudantes (meros mortais), correram boatos de que isso não agradou a diretora.
Mas logicamente não foi só isso que abalou a M... Há outras histórias... O nível é mais embaixo.
Acho que foi um ingrediente a mais no que estava por vir.
Então vieram as porções aos poucos: a saída da Juliana, a confusão do Gandhi (ganhamos! chupa, m...), e agora o fim sob pretexto de reformulação da grade para copa e eleições.
Há quem diga que seja temporário. Tomara mesmo que seja. E, caso volte, que as equipes que virão tenham o mesmo amor (ou parte dele) que tivemos até então.
O Câmera 12 vai estar sempre no meu coração e na minha memória. Um pedaço de mim começou a ser construído lá.
Um carinho enorme é o que fica.