SOU FILHO DE XANGÔ
Sentado no alto de uma pedreira
Sinto o sol a nos alimentar
O calor na minha pele
Não apenas arde e me aquece
Ele me revive e me protege
Sou filho de pai XANGÔ
O sol que a muitos desagrada
Para mim sua não há maior representação do seu amor
Meu corpo é quente e eu não sinto frio
Sou labaredas descontroladas
Sou fera jamais enjaulada
Sou seu filho e tenho a fúria de um leão
Faça dos meus braços teus machados
Faça-me teu poderoso campeão
Estando contigo não temerei mal algum
Sou filho do senhor da justiça
Meu pai é SANGÒ AGANJÙ
KAÔ KABECILÊ
Vivo a te saldar
Baterei sempre minha cabeça
Enquanto nessa terra eu andar
Não tenho uma coroa na cabeça
Muito menos um rei na barriga
Meu rei reina na minha cabeça
E em toda minha vida
Meu pai é muito maior doque qualquer um possa imaginar
Nos meus pés existe uma rocha
Que de pé sempre me manterá
Na minha garganta me colocou um trovão
Para que eu sempre possa cantar, te alegrar e te satisfazer
Tenho XANGÔ na minha vida
De mal nenhum nunca irei correr
Está comigo desde antes de eu nascer
Como o senhor sempre estarei
Até mesmo depois de morrer
Meu pai, nada devo pedir, apenas agradecer
Pois quantas vezes o senhor me livrou
E a morte não me levou
Quantas vezes eu errei
E o senhor me ensinou
Quantas vezes cai
E o senhor me levantou
Quantas vezes fracassei
E o senhor me fortificou
Quantas vezes me atacaram
E o senhor me fez justiça
Por isto e por muito mais
Nunca terei doque reclamar
Meu pai é XANGÔ
E com ele sei que sempre poderei contar!
KAÔ KABECILÊ Meu pai!













