Marie quiere hablar (‘Poe no ha muerto’, 27) by Félix Molina
Marie quiere hablar (‘Poe no ha muerto’, 27) by Félix Molina
F. Molina reconstruye cada semana esa atmósfera tan particular -j re crivello -editor
Marie, o la mujer que se parecía a Marie Rogêt, llevaba en sus ojos oscuros todo el misterio que quería contarle a Poe. Y su determinación, la misma que le hizo atravesar las calles húmedas y vacías de Baltimore, escurrirse por pórticos y callejuelas, plantarse delante del edificio de dos plantas del…
Peguei o celular e disquei o número do Cenora. Chamou, chamou, chamou, mas ninguém atendeu.
- Ele não ta atendendo.
Eu disse e meu irmão praticamente gritou:
- Tenta de novo!
Disquei o número novamente repetidas vezes e nada do Diego atender.
- Victor, como você sabe que ela fugiu?
- Ela deixou um bilhete na minha janela. A Laura é cheia dessas. Quando ninguém sabia que nós estávamos juntos, ela deixava papéis com mensagens onde somente eu poderia achar. E agora ela sumiu... Ela me disse uma vez que iria sumir... Não sabia que era verdade.
Meu irmão estava visivelmente abalado. Eu odiava vê-lo assim.
- Pega seu carro, vamos procurá-la na cidade inteira se for necessário. Vou continuar tentando ligar pro Diego.
Peguei uma blusa de frio, e desci as escadas devagar e sem fazer barulho para não acordar nossos pais. Abri a porta da sala, corri até o carro e entrei.
- Ela deixou alguma pista?
Perguntei e o Victor balançou a cabeça negativamente.
- Eu ainda vou ficar louco por causa da Laura. Ela é mais complicada que você, sabia disso?
- Já estamos há mais de horas nisso e nada... Vou ligar pro Leo e pra Dani. Eles podem ajudar a procurar.
- Eu acho que o Leonardo só vai me estressar mais ainda.
- E eu acho que toda ajuda é bem vinda.
- E eu, não pedi a sua opinião!
- Eu também não pedi a sua, mas olha ai você falando sem se importar com isso!
O Victor me encarou feio e abriu a boca pra dizer algo, mas desistiu.
- Eu ligo pro Bittencourt.
Ele pegou o celular e saiu do carro batendo a porta com tudo. Provavelmente, meu irmão tinha ido gritar com o Leo pra não gritar comigo. Normalmente, quem aguentava as crises dele, era a Laura...
Acabei não ligando pra Dani. Ao invés disso, eu peguei meu celular e disquei o número do PH. Chamou duas vezes antes de ele atender:
- Lua, meu amor... Já ta com saudade? Ou você ligou porque percebeu que eu peguei uma de suas ciroulas?
- O QUÊ?! – Eu disse e escutei a risada dele do outro lado da linha. – Você roubou uma das minhas calcinhas?!
- Se você chama aquilo de calcinha...
E mais uma risada. Não sei por que eu ainda não me acostumei com esse tipo de coisa. Respirei fundo e foquei no real problema: Laura.
- Ok. Cala a boca e me escuta. – Esperei ele parar de rir e continuei. – Preciso de um favor...
- Já sei! – PH me interrompeu. – Quer mais dos meus beijos irresistíveis. Acertei, né?
- Não. – Respondi rapidamente... Depois pensei melhor e... – Quer dizer, pode ser também, mas não é só isso.
- Só isso?
- Para, é sério, é algo mais importante!
- O que pode ser mais importante do que a gente se beijando?!
- Aaawwnnn. Que fofo... – Ele deu uma risadinha e eu sorri. – Mas é sério, preciso que você fale com a Laura.
- Laurita? Por quê?
- Porque ela sumiu... E deixou um bilhete pro meu irmão, e agora nós dois estamos parados na rua porque ele foi dar piti com o Leonardo no telefone. Enfim, aproveitei que ele saiu do carro pra te ligar, e estamos procurando sua amiga Laurita faz tempo, e até agora, nada...
- Ok. Duas perguntas... – Pedro Henrique fez uma pausa e limpou a garganta. – Primeira: Por que demorou tanto pra me ligar? E segunda: Você ta na rua, de madrugada, sozinha, dentro de um carro?
Suspirei e soltei uma risada fraca.
- Você podia ser um namorado normal, e fazer o que eu te pedi, né?
- Namorado? Você disse namorado?
- Disse...? Por quê?
- Nada. Só... gostei disso. A palavra namorado, se referindo a mim, com a sua voz...
Ele deixou a frase no ar. Dei um sorriso do tamanho do mundo e disse:
- Você tá muito fofo nesta madrugada. O que aconteceu?
Eu ri e ele também.
- Nada ué... Eu sempre sou fofo.
- Ahan, ok. Agora liga pra Laura! Por favor.
- Só vou ligar se você responder as minhas perguntas.
- Como você é complicado.
- Você gosta.
Gosto mesmo. Até das piadas idiotas, e a falsa modéstia. Caraca, eu gosto MUITO dele... Gosto tanto que chego a ficar assustada.
- Eu não liguei antes porque meu irmão não ia gostar de me ver no telefone com você. E sim, estou no carro.
- Ok, onde você tá? Eu to indo ai.
- Não! O Victor já ta estressado, e daqui a pouco o Leonardo vai chegar, ou seja, ele vai ficar mais estressado. Se você vier, ele vai se estressar mais ainda.
- Você ligou pro Leonardo antes de ligar pra mim?
- Não. Eu liguei pra você enquanto meu irmão ligava pro Leo. Agora liga pra Laura, por favor. Eu vou continuar tentando ligar pro Diego, mas ele não atende.
- Você ligou pro Diego antes de ligar pra mim?
Droga.
- Mas ele não atendeu, então, não tem problema.
Eu disse tentando acreditar nisso, mas eu tinha certeza que ele tinha ficado bravo.
- Onde você tá? Eu to indo ai. E eu vou ligar pra Laura. Mas eu também vou até ai.
- PH, é sério, meu irmão já tá uma pilha de nervos, isso não vai ajudar em nada a situação.
- Ah, ta, mas o Diego atender ao telefone vai, né? Me fala logo onde você tá.
Caralho. Ô gênio do capeta. O problema é que eu não gosto que tentem me limitar, e nem me controlar, e mesmo eu estando muito apaixonada pelo Pedro Henrique, não vai ser do jeito dele.
- Só liga pra Laura. Quem sabe você ela atenda. Mas se você não quiser, tudo bem, é só sua melhor amiga desaparecida.
Apelei pro psicológico. Foda-se, eu tava fazendo drama mesmo.
- Você, realmente, não vai me dizer onde está, não é? Eu já devia saber disso... Tudo bem, eu te procuro.
Dito isso, ele desligou o telefone.
- Pedro Henrique? Alô?! Filho da puta.
Não acredito que ele desligou na minha cara. Se ele pensa que eu vou ficar ligando igual uma namorada maníaca... Ele nunca esteve tão enganado.
Enquanto eu acumulava ódio, meu irmão entrou no carro e disse:
- Seu amigo é um preguiçoso, mas ele disse que vai roubar o carro dos pais e vir pra cá nos encontrar. E por que você ta com essa cara?
Falei a primeira coisa que me veio na cabeça.
- A Daniela me irrita!
- Ah, sim. Você ligou pra ela? – Balancei a cabeça positivamente. – Hmmmm, sério? E o que ela disse?
- Não quero falar sobre isso.
Eu encarava a rua e meu irmão soltou uma risada.
- Então, quer dizer que ela não vem?
- É.
- Mesmo? Estranho isso, porque quando eu liguei pro Leo, a Dani estava com ele, e ela não parecia estar no telefone com outra pessoa, pelo o que eu estava escutando.
Merda. Cu. Inferno. Dá tudo errado nessa merda.
- Com quem você realmente estava falando? E eu sei que não era o Diego, então nem tente mentir.
- Não era ninguém importante.
- Se não fosse importante não tinha te deixado tão brava. A única pessoa que tem esse dom nato é o...
- NÃO!
- Mentira! Você ligou pro Pedro Henrique? Por que ligou pro Pedro Henrique?! Você tá traindo o Diego, Luana? Se você estiver fazendo isso, saiba que eu vou contar pra ele!
Antes que eu pudesse responder alguma coisa, alguém bateu na minha janela e eu dei um pulo e gritei. Quando olhei pro lado, encontrei um PH de braços cruzados e sério. Olhei pro meu irmão e ele também estava de braços cruzados e sério.
- Ah, foda-se.
Eu abri a porta do carro e comecei a andar pra longe deles.
- Aonde você pensa que vai?
- Não interessa! E vocês dois – Apontei de um para o outro. – Se quiserem, se matem. EU NÃO VOU LIGAR! - Ouvi o Pedro Henrique dando risada e olhei pra trás só pra encará-lo com raiva. – QUAL A GRAÇA?!
- Você devia parar de gritar, Ciroula. Já é tarde e tem gente tentando dormir.
Semicerrei os olhos e fechei os punhos, fazendo as minhas unhas se cravarem fortemente nas palmas das minhas mãos.
- Cara, é impossível não encontrar vocês. – Um carro qualquer parou do lado do nosso.
- É, a Luana ta dando um escândalo que dá pra ouvir lá do começo da rua.
Leonardo e Daniela. Claro.
- Ela tá louca. – Meu irmão disse olhando para os meus amigos. - E a sua gritaria não ta ajudando em nada! – Ele voltou os olhos pra mim. – Agora, faça o favor de entrar no carro para podermos encontrar a porcaria da sua outra amiga louca!
Baixei a cabeça e fui andando de volta pro carro, e dizendo:
- Quem é que está gritando agora, hein?
~*~
- Você faz alguma ideia de onde estamos indo?
Eu perguntei pro Victor. Agora eu estava sentada no banco de trás. Pois é, quem acabou sentando na frente foi o PH. Não entendi como eles se entenderam...
- Lógico que sei. – Meu irmão respondeu.
- Não custa você parar pra pedir informação. – Eu disse.
- De madrugada? Acho difícil.
O PH falou e deu um sorriso. Argh! Que raiva. Como ele me irrita!
- To começando a gostar de você, sabia? Só porque você tem esse dom incrível de irritar minha irmã com uma frase qualquer.
- Há-há. Engraçado, mas to achando bonitinha a amizade de vocês!
- Eu também. Não sei por que seu irmão não ia com a minha cara...
PH respondeu e o Victor deu risada.
- Eu quero mudar de carro. – Eu disse enquanto cruzava os braços.
- Querer não é poder. – Pedro Henrique disse com um sorriso no canto dos lábios.
Quando eu ia responder algo bem mal educado, meu celular começou a tocar. Era o Cenora, finalmente.
- Diego? – Eu disse propositalmente e o PH me encarou sério pelo retrovisor. – Por que você não atendeu essa porcaria antes?
- Eu to com um problema. A Laura...
- Eu sei, sumiu.
- Não! Eu to com ela.
- O que? Vocês estão bem? Por que ela fugiu? – Eu quase gritei no telefone e o Victor me lançou um olhar desesperado. – Ele tá com a Laura.
- Que ótimo.
O PH disse com desdém. Ciúmes detectado.
- Onde eles estão?! Ela ta bem?!
O Victor perguntou gritando.
- Fala pro seu irmão parar de crisar desse jeito. – O Diego disse do outro lado da linha e eu ri. – Estamos longe, bem longe...
- Onde?
- Estamos a exatamente 220 quilômetros de distância. Num motel a beira da estrada.
- 220 QUILÔMETROS?!
- E essa não é a pior parte. O nome do motel é ridículo, e é tudo muito brega aqui!
- Dá pra você parar de reparar na decoração do quarto e me dizer o nome do motel?
- A LAURA TA NUM MOTEL?
Meu irmão gritou, me assustando.
- Credo, calma. Sim, mas com o irmão dela! Que por acaso, é meu namorado. Jesus, se controla.
Eu disse e o PH só continuava a me encarar mais feio a cada minuto que eu passava no telefone com o Diego.
- Motel Momentos. Clichê, não é? Mas enfim, venha pela estrada principal que vocês vão nos achar. É impossível NÃO enxergar o motel. Ele é todo cor de rosa, um nojo.
- Pensei que essa fosse sua cor preferida.
- Eu teria dado risada se eu não estivesse escutando minha irmã vomitar no banheiro, mas ok. Venham logo, e é difícil celular ter sinal aqui, então, quando vocês chegarem eu conto tudo. Tchau amorzinho.
E desligou. Pela segunda vez, na mesma noite, alguém desligou na minha cara.
- O que ele disse? Onde eles estão?! 220 quilômetros eu ouvi você dizer. Qual o nome do motel? É em beira de estrada? A Laura ta bem?
- CALMA!
Eu gritei em resposta a todas as perguntas do meu irmão.
- Ai! – PH colocou a mão na orelha. – Não grita tão perto do meu ouvido. Grato.
- Me responde alguma coisa! Sem gritar!
O Victor disse desesperado enquanto o PH segurava uma risada. Eu com certeza prefiro ir de vela com o Leo e a Dani do que continuar aqui com esses dois. Aff, credo.
- O Diego falou pra gente seguir pela estrada principal, e que é impossível não enxergamos o Motel Momentos, que é todo cor de rosa.
- O Cenora ta num motel rosa? Que conveniente. - PH disse e dando uma risada e eu belisquei sua orelha. – Ai! Qual é, to só brincando.
Eu encarei o Pedro Henrique com raiva e disse:
- Não vejo a hora da gente achar logo os irmãos Fontes! To morrendo de vontade de beijar meu namorado... Ando meio carente esses dias...
- Estamos empatados.
PH sussurrou só pra eu escutar e meu irmão falou:
- Não preciso saber se você quer ou não beijar o Cenora. Poupe-me dos detalhes, ok?
~*~
Eu mudei de carro. É, não dava pra ficar no mesmo ambiente que o Victor histérico, e o Pedro Henrique perturbado por mais duas horas. Por isso, preferi ficar ouvindo o Leo e a Dani “brigar”.
- Você ta dizendo que aquela vagabunda beija melhor do que eu, Leonardo?
A Montez estava se referindo a Gabriela.
- Não, eu só disse que ela tem mais experiência... Mas isso não quer dizer que ela beije melhor que você.
O Leo terminou a frase sorrindo, mas a Dani continuava com o bico.
- Você realmente acha que essa discussão acabou? Como você fala pra garota que você está ficando que o beijo de outra menina tem a combinação perfeita de gosto de morango e cerveja?! HEIN, LEONARDO?
Ela começou a estapeá-lo e o Bittencourt dava risada.
- Você fala essas coisas de propósito, né?
Eu disse tentando segurar o riso.
- Pior que não. – O Leo respondeu e se virou pra Dani. – Para de me bater! A Gabriela é uma puta! Portanto, ela já beijou MUITOS caras...
- Muitos! – Eu o interrompi. Isso precisava ser enfatizado.
- Enfim, é por isso que ela tem mais experiência. É uma questão de lógica, doce. E eu nunca disse que o beijo dela tinha esse gosto. Eu falei que o SEU beijo tem esse gosto.
- Eu nem bebo cerveja, Leonardo.
- Mas é o gosto que eu sinto quando eu te beijo. Morango e cerveja! Duas coisas que eu amo... Vai ver é por isso que eu sinto em você.
- Que nojo.
Sussurrei pra mim mesma, enquanto o Leo colocava uma mão na nuca da Dani, a puxando para um beijo. Não acredito que ela caiu nessa.
- Essa foi a pior desculpa de todas! – Ela disse ainda meio nervosa.
- Foi mesmo, e mesmo assim me fez ganhar um beijo seu. – O Bittencourt sorriu vitorioso e a Dani lhe deu um tapa no braço. – E adivinha que gosto teve...
- Vocês nem reparam que tem outra pessoa aqui, né? Leonardo, para de namorar e presta atenção na estrada.
- Luana, seu ciúmes é compreensível. Eu sempre soube que você tinha uma queda por mim, mas tenho que lhe dizer, meu coração já tem dona.
Dani sorriu e deu um selinho nele.
- Você é patético, sabia?
Eu disse enquanto ria.
- Eu sei, é uma das coisas que você adora em mim.
- Dá licença? Por acaso você tá flertando com outra garota na minha frente?
Ai senhor, ta de brincadeira, né?
- Essa outra garota se chama Luana, e é sua melhor amiga. Sem contar pelo fato dela também ter um namorado!
Eu falei e a Dani deu risada.
- Por que você falou de você mesma em terceira pessoa? Isso é ridículo. – O Leo falou e fez a Dani rir mais ainda.
- É verdade, é ridículo mesmo. E eu só tava brincando, Lua.
- Vocês dois se merecem.
Eu disse e coloquei meus fones de ouvido. Dormi escutando minhas músicas e só acordei quando o Leonardo deu um freiada brusca e começou a gritar.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!
E a Dani também gritava, então eu também comecei a gritar, mesmo sem saber o que tinha acontecido. E então, de repente, no meio do desespero, eles começaram a rir.
- Não acredito que você caiu nessa.
O Leonardo dizia entre as gargalhadas.
- Como você é babaca! Já chegamos?
- Eu sou o babaca? Você que caiu nessa de falso desespero e eu sou o babaca.
- Já chegamos ou não?
Os dois ainda continuavam rindo da minha cara. Que saco! To com sono, e provavelmente de TPM, e eles, definitivamente, não estão ajudando em NADA!
- Mais meia hora.
Deitei no banco novamente e quando fechei os olhos o meu celular vibrou.
Mensagem de: PH Pirata <3
“Vc não tá realmente com vontade de beijar o príncipe né?”
Sorri ao ler o que estava escrito e respondi:
“Não sei, vc realmente roubou uma das minhas calcinhas?”
Enviei, e em menos de um minuto chegou outra mensagem:
“Kkk Se vc chama aquilo de calcinha...”
Idiota. Meu idiota. Dei risada, e antes que eu pudesse responder, mais uma mensagem chegou:
“Se vc beijar o príncipe, eu não vou devolver sua calcinha! u.u”.
Eu não conseguia parar de sorrir. Por que fui me apaixonar por um cara tão... tão... sei lá...
“É sério que vc ta com uma calcinha minha?”
Enviei...
“Não sei, vc terá que tirar a verdade de mim a força... Pessoalmente... De preferência, com beijos... Ou algo mais...kkk”
Soltei uma gargalhada, fazendo o Leo e a Dani olharem pra mim.
- Eu tava sonhando.
Eu disse e eles viraram pra frente.
“ISUADHUIASHD vc é muito besta! Até parece...”
Respondi, e logo em seguida ele disse:
“Eu sei, SEU besta! (; Mas sei la, valeu a pena a tentativa. Kkk E vc nunca saberá se eu tenho a sua calcinha ou não... MUAHAHAHA”
Controlei a risada e digitei:
“Eu pensei que eu podia arrancar a verdade a força...”
PH Pirata <3: “Ou algo mais... Não se esqueça dessa parte! (;”
Eu: “Vc não presta! asdsiudhasih”
PH Pirata <3: “Mas vc gosta! (; s2”
Eu: “Eu sei... Chega a ser preocupante, sabia? kkk”
PHPirata <3: “O que, exatamente, te preocupa, minha maruja? ps: não reparou no coraçãozinho que eu mandei na mssg anterior? Me manda um de volta! u.u”
Eu: “ASIUDHASUIHD seu ridículo. Ta ai seu coração :: <3”
PHPirata <3: “Vc é ótima em fugir do assunto. Mas ok. Vc me deixa ridículo! ISSO é ridículo. kkk”
Eu: “Acho que eu to ferrada...kkk”
PH Pirata <3: “Pq? ):”
Eu: “Pq eu to realmente me apaixonando por vc... ISSO é ridículo.”
PH Pirata <3: “SIAUDHSAUIHDASI Sempre gostei de coisas ridículas (;”
- Chegamos!
A Dani disse, e eu guardei o celular. Paramos o carro e descemos em frente ao Motel Momentos. Realmente, que lugar mais esquisito.
- Ta mais calminha?
O Pedro Henrique disse sorrindo.
- Um pouco.
- Que bom, agora vamos! – O Victor disse e começou a ir até a porta do motel. – Que espelunca!
- Dani, minha querida, se você se sentir inspirada em fazer algo por conta do lugar... Estou sempre disponível.
O Leonardo disse sorrindo e se achando.
- Ah, que lindo, amor! – A Dani disse ironicamente. – Eu to inspirada em te bater, serve? Meu querido.
Segurei uma risada e do nada nós escutamos uma voz baixa meio de longe...
- Victor? – Olhamos pra trás e era a Laura. – Mas que merda vocês estão fazendo aqui?
Chegamos em casa eram 20:00 minha mãe entrou e o Gustavo tinha me pedido pra levar ele em casa.
-Lembra daquela vez que tu ficou com a Maria Antônia, a gordinha da escola?-fomos andando abraçados pela rua.
-Eu tava bêbado e não me lembro disso, isso foi tudo mentira que você e os meninos me contaram.-ele olhou pra cima.
-Gustavo,tu falou que ela era sexy mas que teu pinto não ia dar conta do vaginão dela.-ele deu uma gargalhada e comecei a rir também.
-Porra para de lembrar disso Ana,eu tava fora de mim.-ele riu mais ainda.
-Ta bom,lembra então daquela vez que a gente fugiu de madrugada e fomos até a esquina e voltamos?-olhei pra ele.
-Acho que a gente fez isso mas pela emoção de tipo, óóh fugi de casa ,mano sou foda óóh.-eu ri.-Sinto falta do tempo que a gente era mais unido.-ele ficou sério e senti a mão dele apertar minha cintura me puxando pra mais perto dele.
-Bom…chegamos.-Parei e percebi que já estávamos na porta dele.
-Vem aqui em casa amanhã?
-Já ta sentindo minha falta?-ele sorriu e eu também.
-Pode ser meio clichê,mas tava com saudade do teu cheiro e da tua voz e… do teu sorriso.-sorri.-esse ai mesmo.
-Tu me deixa sem graça sabia?-ele riu e abaixou a cabeça.
-Vem cá ,me abraça porque vou ter que passar a noite solitário.-ele me puxou pela cintura e confesso que a pegada que ele tinha era foda demais, e… única também.
Abracei ele e ele botou as duas mão na minha mandíbula segurando minha cabeça pra olhar pra ele.
-Minha branca.-ele pausou e me olhou e puta merda chegou perto.Não consegui me mexer é como se ele me prendesse sem me prender realmente e, era confuso.
-Gus…-ele me interrompeu com um beijo.Um beijo gostoso, era tão errado,mas… tão gostoso, tão sabor dele,tão consumidor, que deixei e fingi ser um propositalmente acidente.
-Você não é dele.-ele cochichou no meu ouvido e senti ele me segurar mais forte ainda.-Você é só minha,e sabe disso.-passou a mão pela minha nuca segurando-a.Ele me beijou rápido e me abraçou forte.
-Boa noite, e não me deixa ,não me troca por ele,por favor.-ele falou com uma voz meio chorosa.
-Não vou,prometo.
Nos despedimos e fui pra casa e sabe quando nasce um tico de felicidade dentro de você?cara ele é tão errado mais tão gostoso,me confunde tanto e merda eu beijei.Mas ôh se foi bom.-sorri comigo mesma.
Fomos pro shopping e minha mãe foi resolver umas coisas dela e deixou a gente andando por lá.
-Tu me largou mesmo em.-Gustavo olhou pra mim sério.
-Eu....tava meio ocupada esses dias.-Desviei o olhar do dele.
-E teu peguete? já te fez gozar ou ainda de cu doce?.-Ele falou com uma sobrancelha pra cima.
-Mas e você? vai continuar implicando com meus namorados ou vai tomar vergonha na cara e vai desencalhar?.-ele riu.
-Quero ninguém agora, to dando um tempo nisso tudo e to tentando me adaptar ao mundo dos livros,filmes,etc...
-Você ?lendo? porra, tu ta encalhadão no poço e ninguém te quer ou o pinto caiu?-ele sorriu e olhou pro lado.
-To tentando mudar e tal.-ele me encarou de um jeito estranho e seus olhos diziam alguma coisa ,mas eu não sabia oque era.
-Mudar?pra que?
-Não sei, talvez no futuro eu ganhe mais coisas mudando meu jeito.-ele suspirou.