¿Quién diría que mi historia aún seguiría...?, ya no como estudiante... (o por el momento), ahora es momento de enfrentarme a la vida como verdaderamente es... tengo miedo... pero debo ser confiado y no demostrar debilidad... con el tiempo me iré acostumbrando.
Pasito a pasito #camerinfot #llamado #actor #telenovela #beard #44yo #mirror #locación #cap50 #escena5 ... (#gracias @maruduenas por estos regalitos... te quiero y extraño)
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Lysandre correu comigo até o corredor.
Ele não parava de me puxar pelo braço, até que finalmente paramos no canto próximo ao ginásio.
Era um pequeno beco que quase ninguém ia lá.
Vim poucas vezes aqui e normalmente era quando queria me esconder ou falar algo MUITO sério com alguém.
Ambos estávamos ofegantes.
Depois de alguns segundos tomando ar de volta . . . Finalmente ele falou.
"Desculpe se eu tiver agido de forma precipitada, eu vi seu desespero e só pensei em correr de lá. Você está bem ?"
Balancei a cabeça positivamente e em seguida ouvi Lysandre pedir detalhes do que havia acontecido lá em cima.
Tentei explicar tudo pra ele, além do mais, o Castiel vai falar tudo mesmo, então não faz diferença se ele vai saber agora ou depois.
"Então . . . Hoje eu tenho agido de forma estranha. Tenho feito coisas que não faço com pessoas que mal tenho contato. Ao tentar descobrir o que estava acontecendo eu pedi ajuda pro Castiel e ele concluiu que era culpa do Bimbo, pedi pro Nathaniel se meter e ele no fim também colocou a culpa no Bimbo ! Os dois querem que eu deixe que eles matem o Bimbo !! Mas eles não me explicam o que tá acontecendo . . . E sei lá, Castiel é muito desapegado a vidas, ele mata sem pudor nenhum . . . "
Lysandre colocou a mão no queixo pensativo.
"Olha, você tem razão quanto ao Castiel . . . Mas o Nathaniel ? Ele também tirou a conclusão que seria melhor o sacrifício do coelho não é ? Nathaniel intervindo e concordando com o Castiel é muito estranho . . . Eu sou contra a morte de animais, principalmente coelhos, mas admito ter ficado assustado quanto à reação que descreveu do Nathaniel . . . Se o Nathaniel interviu, tem algo realmente muito estranho . . . " Até o Lysandre "confia" no Nathaniel . . .
Foi quando eu comentei que assim que conheci o Nathaniel ele me chamou pra um beco pois ele "amava gatos" da forma comestível. Por essa razão eu não confiava no Nathaniel na base "matar animais".
"Sua acusação é bem séria . . . Nathaniel comendo gatos ? Por qual razão ? Ele não tem comida em casa ? Que eu saiba ele é de uma família rica . . . Da forma como colocou seria somente um capricho, e bem, Nathaniel não segue caprichos pelo simples bem estar."
Eu quem comecei a dar pra trás com tudo . . . Cada vez que descubro mais, mais confusa eu fico . . .
"Se me permite perguntar, que tipo de coisas estranhas você tem feito ?" o Lysandre perguntou.
Eu não sabia como responder a pergunta dele, dava muita vergonha . . .
Eu preferi me manter em silêncio.
Lysandre não insistiu.
Ficamos calados por uns minutos. O beco era bem estreito, eu podia ouvir o batimento cardíaco do Lysandre claramente de tão grudados que estávamos (e de tão baixa que sou).
"Desculpe ter sido tão grossa mais cedo quanto seus coelhos . . ." eu falei, e sim, fui sincera . . .
"Tudo bem . . . Eu mereci. Aliás, acho que nem mereço seu perdão" Ele respondeu.
As palavras do Lysandre e seu jeito ainda me abalam . . . É, acho que nem ele nem o Castiel são pessoas fáceis de serem esquecidas pra mim, e muito menos pessoas que eu consigo guardar ódio por muito tempo . . .
Isso me frustra.
"Sim, você tem razão, você e o Castiel não merecem o meu perdão. . . Mas eu sou idiota e vou perdoar vocês . . . Mais uma vez." eu admito que me senti bem mais leve perdoando eles assumidamente do que guardando rancor.
Eu estou no meu direito de ter raiva deles depois de tudo que passei, porém, eu me sinto péssima carregando esses sentimentos ruins . . .
Eu gostaria de ser mais como a Debrah.
Saudades da Debrah . . .
"Você tem certeza que vai perdoar a gente ? Fomos monstruosos com você . . . " Lysandre falou bem deprimido, ele realmente parecia arrependido . . . Posso estar enganada, claro, mas mesmo que eu queira por o plano da Debrah em prática eu vou ter que voltar a falar normalmente e sem rancores com eles.
Com o Castiel eu consigo fazer isso normalmente sem uma desculpa formal, mas com o Lysandre não.
"Uma vez eu falei pro Castiel pra apagarmos tudo que tínhamos feito no passado e começarmos do zero. Ele também já usou essa mesma frase comigo. Acho que ainda está de pé pra ele, afinal, eu descobri tudo isso durante o nosso processo de reescrever tudo. Acho que se vocês falaram a verdade, os planos que tinham comigo era de antes de eu ter feito esse acordo com o Castiel, então ele ainda está em tempo de receber meu perdão . . . Já você . . .Bem, vamos fazer esse trato de agora, que tal ?"
Lysandre esboçou um sorriso e balançou a cabeça positivamente concordando com meu trato.
Nesse momento escutamos os meninos se aproximando . . .
Eles chamavam por mim.
Castiel xingava e dizia que ia acabar com o Lysandre quando encontrasse com ele . . .
Eu e Lysandre nos encolhemos mais, pois não queríamos ser encontrados.
Lysandre chegou próximo ao meu ouvido e falou "Se o coelho for o problema, o que acha de soltarmos ele em algum lugar longe daqui ? Assim vamos descobrir se ele de fato é o problema e vamos salvar ele."
Que grande ideia Lysandre !
Ele de fato sempre tem ideias astutas, não posso negar.
"Temos que esperar eles saírem, então saímos daqui e vamos pro parque ou pra algum lugar fora do colégio pensar em algum lugar pra levar o coelho, que tal ?" eu dei a sugestão bem baixinho.
Lysandre concordou e afirmou que era uma boa ideia.
Aguardamos um pouco até percebermos que não haviam passos ou vozes por perto.
Porém mesmo quando as vozes do Nathaniel e do Castiel se afastavam, vinham mais vozes e passos de outros alunos.
Não poderíamos sair dali sem sermos vistos.
Poderiam pensar algo de nós dois ou dedurarem que fugimos.
Estávamos próximos a saída do colégio.
Já era bem incômodo manter o silêncio e ficar parada lá.
Mas admito que eu estava me sentindo ótima em estar próxima do Lysandre daquele jeito.
Como sou idiota . . . Como posso ainda me sentir bem perto dele ?
Mesmo sabendo que ele gosta de outra menina ? Mesmo sabendo que ele foi cúmplice do Castiel na tentativa de me usar pra sacrifício ?
Sou muito estúpida . . .
Foi quando chegou o momento da próxima vítima . . . Eu comecei a sentir aquilo no corpo de novo.
Ver o Lysandre tão próximo de mim . . . Acho que atiçou a coisa que estava mexendo comigo . . . OK, me atiçou também, não posso negar.
Porém, eu não faria nada se não tivesse uma "força maior" me controlando.
Principalmente sabendo que ele gosta de outra . . .
Lysandre olhou pra fora e falou que finalmente tínhamos a brecha pra correr, porém, meu corpo que ainda estava sob controle de seja lá o que for, puxou ele pelo babado da roupa e beijou ele.
Eu . . . Não acredito no que acabei de fazer.
Por quê ?
Eu . . . Beijei o Lysandre ???
É mentira não é ?
Era o que eu queria mas . . . Não era o que eu queria !
Eu . . . Eu admito que em minha consciência eu estava muito feliz com o que meu corpo tinha acabado de fazer, e sinceramente ? Pensando por esse lado, eu não me arrependo. . .
Mas de fato eu não queria ter feito isso . . . Nunca teria feito isso.
Será que devo agradecer pra essa "coisa" o que acabei de fazer ?
Lysandre estava estático.
Ele nem me empurrava nem retribuía.
Eu, dentro de mim pensava que poderia simplesmente desviar tudo isso explicando que a culpa não era minha.
Eu pensei algumas vezes no quanto seria bom se alguém surgisse na hora e interrompesse isso. Mas meu coração falava mais alto e ele não queria que ninguém interrompesse nada.
Mesmo que eu não ganhasse nada no fim . . .
"O que . . . " O Lysandre falou espantado olhando pra mim ao me afastar . . .
Eu com as forças que me restaram de controle sobre meu corpo, corri de lá.
Eu não quis saber se tinha alguém por perto que veria minha saída do colégio.
A vergonha era maior.
Eu só parei de correr quando já estava no parque.
Lá eu me sentei pra respirar, e depois de alguns minutos eu decidi soltar o coelho no parque.
Chega desse inferno.
Eu desabei de chorar novamente.
Acho que esse é o ano que mais chorei de todos os meus anos vividos na Terra.
Fiquei lá um tempo, esperando o Bimbo se afastar, mas ele não se afastava.
Por fim, decidi ir pra casa . . . Mas algo estranho ocorreu.
Ele me seguia !
Oh não . . . E agora ?
Eu tentava de todas as formas mandar ele embora, mas ele permanecia me seguindo . . .
Foi quando eu vi ele se afastando . . . Ele foi indo em direção a uma mão . . . Essa mão segurava pedaços pequenos de cenoura.
O dono da mão era o Castiel !
Antes que eu pudesse pegar o Bimbo o Castiel já o havia pego.
Lysandre me segurou por trás, não acredito . . . Ele se uniu ao Castiel e o Nathaniel no final.
"E TODO O SEU AMOR POR ANIMAIS ??" eu gritei.
Ele só desviou o olhar.
"Acabou." Nathaniel falou enquanto o Castiel soltava o Bimbo morto no chão.
Eles colocaram alta dosagem de veneno na cenoura.
"Você está muito abalada, vá para casa . . . Descansar. Quando estiver mais calma precisamos conversar seriamente." Nathaniel falou isso enquanto se afastava e ia embora.
Ele não olhou pra mim ou demonstrou qualquer preocupação sequer. Pelo contrário, senti frieza vindo do Nathaniel.
Eu . . . Não sei o que se passou no dia de hoje.
Eu não sei o que eu fiz ou deixei de fazer.
Eu não tive explicação nenhuma.
Eu vi um animal morrer e não fiz nada . . .
Eu me atirei em cima de meninos.
Eu beijei o Lysandre !!
Eu . . . Não sei o que pensar mais.
Cada dia que passa eu sei menos o que se passa e fico mais confusa.
Cada dia que passa acontecem coisas piores !
Castiel e Lysandre se aproximaram de mim apática.
Eu não falei nada com eles.
Eu nem tinha o que falar.
Eles me levaram até em casa. Lá em casa falaram que eu estava abalada pois o coelho do colégio morreu nos meus braços.
Meus pais sabiam o quanto eu era sensível à morte principalmente de inocentes.
Eu não desmenti ou falei nada.
Eu só subi pro meu quarto e por lá fiquei pensando a noite toda.
Não quis fazer mais nada.
Comer, me banhar, nada . . . E mais uma vez, não tive Ken pra me visitar.
Sempre nos momentos que mais tenho precisado do conforto dele ele some.
No fim acho melhor eu não confiar em ninguém mesmo . . .