Capitulo Bônus - I temporada (I want you, now)
Capítulo Bônus – POV Edward
Minha vida estava uma bagunça. Meus pais brigavam o tempo todo, me atormentando constantemente. Fiquei até feliz quando fui informado de que eles iriam finalmente se separar. Estando um em cada casa, eu não teria que ficar no meio de suas brigas. Não podia, no entanto, dizer que aquilo não me afetava.
Mas o pior eram os fofoqueiros do colégio. Todos pareciam felizes por minha vida estar desmoronando. Parecia que a minha desgraça tornava as suas vidas menos mesquinhas.
Naquele primeiro dia em que a notícia se espalhou, ao entrar no meu email, percebi uma mensagem ridiculamente gentil.
Querido Edward,
Bom, chamo-o de querido por que há dois anos habita o meu coração, todos os meus sonhos e a minha mente, vinte e quatro horas por dia, desde que o vi pela primeira vez no estacionamento da escola. Vivo de te observar, apesar de ter certeza de que você nem se quer sabe que eu existo.
Mas isso não importa.
O que importa é que estou preocupada com você. Você sabe que todos estão falando pelas suas costas, fofocando sobre a sua vida, querendo saber por que seus pais vão se separar.
Mas a única coisa que eu preciso saber é como você está se sentindo. Eu nunca havia visto tamanha tristeza em seus olhos quanto eu vi hoje e aquilo me cortou o coração. Você não tem obrigação de me responder, apenas saiba que se quiser conversar com alguém, estarei sempre aqui, esperando-o, pois é o único para mim.
Da sua e somente sua,
Marie.
Tinha certeza de que era uma piada, alguém querendo me fazer de idiota ou então buscando mais alguma fofoca. Visitei a página de alunos do colégio e procurei por Marie. Não achei nenhuma. Tive então a certeza de que era algum engraçadinho tirando uma com a minha cara. Dei-lhe uma resposta bem malcriada, que era o que merecia.
No dia seguinte, não estava com saco para ir à escola. Passei a manhã inteira dormindo, desestressando.
A tal Marie não respondeu ao email. Fiquei satisfeito. Achava que quem quer que fosse, havia entendido o recado. Mais bem humorado, resolvi que não daria àquele povo idiota o que falar, por isso, no dia seguinte, agi como se nada estivesse acontecendo, apesar de a minha verdadeira vontade ser de gritar.
Mais tarde naquela noite, no entanto, recebi mais um email de Marie. Aquela “pessoa” realmente me irritou. Agia como se me conhecesse, como se soubesse mais de mim do que qualquer um. Coisa que, pelas afirmações que ela fez, parecia ser verdade.
Eu não queria admitir que um desconhecido estivesse certo sobre mim, por isso elaborei mais uma resposta desaforada.
Olá Marie,
Você realmente me irrita, sabia?
Por que continua tão calma depois de tudo que escrevi no email anterior? Não deveria estar me xingando agora e dizendo que me odiava?
Ou você realmente me ama tanto assim?
Um tanto patético, não?
Mas você está certa, eu não te conheço.
Quer mesmo me ouvir?
Pois aqui vai: sou apenas um playboy que gosta de garotas e dinheiro. Não tenho sentimentos, Marie. Era isso que queria ouvir?
Não se sinta decepcionada se o alguém que você criou em sua cabecinha realmente não existe, a única culpada por isso é você.
Nada seu,
Edward Cullen.
Eu a agredia, na esperança de que me deixasse em paz. Não podia me dar ao luxo de me decepcionar com mais alguém.
Mas o email que Marie me enviou a seguir mexeu comigo, de alguma maneira.
Querido Edward,
Talvez eu seja realmente patética, por insistir em continuar conversando com você, quando você claramente me rejeita.
No entanto, não consigo acreditar que tudo o que eu vi, tudo o que me fez amá-lo tanto, era apenas uma mentira.
Um verdadeiro playboy sem sentimentos jamais admitiria isso tão abertamente como você fez, por isso desconfio que queira apenas me afastar. Se for realmente isso o que quer, não posso fazer nada a respeito. O que tinha para dizer, já disse.
Comigo ou sem mim, espero que fique bem.
Da sua e somente sua,
Marie.
Era como se fosse uma despedida. Sentia-me cansado, perdido, desanimado. E a única pessoa que parecia me entender era ela. Tentei ser pelo menos educado no email que mandei a seguir, pedindo para saber por que aquela pessoa desconhecida dizia me amar.
A resposta de Marie me acertou em cheio.
Querido Edward,
Fez perguntas muito difíceis.
Não sei se acredita em amor à primeira vista, mas foi isso o que me aconteceu. O seu rosto, seus cabelos, o seu corpo, o seu cheiro... Tudo conspirou para me deixar perdidamente apaixonada.
Mas o que me fez realmente amá-lo foram os seus olhos.
Mesmo quando está cercado pelos seus amigos, vejo neles solidão, a mesma que me abate quando olho para você a não posso estar perto.
Pergunta por que insisto que você é mais do que aparenta ser?
Por que eu simplesmente sei. Nem sempre há explicação lógica para isso. Sei que é educado, inteligente e calado. Sim, calado. Por que por mais que viva tagarelando com os seus amigos, vejo que nunca diz o que realmente importa.
Eles não entenderiam.
Sei por que acontece o mesmo comigo. Meus amigos nunca entenderiam meus sentimentos por você.
Espero que você, ao menos, acredite quando eu digo que meu coração é e sempre será seu.
Da sua e somente sua,
Marie.
Eu queria acreditar que o que ela dizia era verdade. Por isso entrei no jogo. Precisava falar com alguém. E essa pessoa era o único companheiro que eu tinha no momento. Pelo menos ela parecia me entender mais do que qualquer um que eu conhecesse.
Cansei de brigar. Cansei de me prender. Resolvi ser eu mesmo com ela. Mas havia apenas uma barreira me impedindo completamente. Ela era uma estranha. Na verdade, eu nem sabia se era realmente “ela” (mas esperava sinceramente que fosse). Por isso precisava perguntar.
Querido Edward,
Preciso deixar claras aqui as minhas intenções quanto a esses emails.
Naquela sua primeira resposta, você me acusou de estar tentando conquistá-lo. Aquilo não era verdade.
Você não sabe quem eu sou, e prefiro que continue assim. Tenho meus motivos para me manter no anonimato.
Eu sou invisível, Edward. E já estou acostumada com isso.
Tudo o que eu quero é saber que você está bem, e quero que você saiba que tem alguém com quem conversar sinceramente. Não mais, não menos.
Se puder aceitar isso e continuar a ser meu amigo, eu ficaria muito feliz.
Da sua e somente sua,
Marie.
PS: Sim, eu sei.
Marie parecia sincera no que falava.
Tinha medo de estar me enganando com ela, mas resolvi arriscar. Alguém que havia me entendido, que havia lido meus sentimentos, mesmo de longe, não podia ser uma má pessoa, podia?
Resolvi aceitar a sua condição. Queria conversar mais com ela. E meus esforços para segurar a minha curiosidade foram recompensados. Marie me deu seu número de telefone, para que pudéssemos trocar torpedos.
Aquele final de semana, aquelas conversas com Marie, foram as melhores coisas que haviam me acontecido em um bom tempo. Meu coração parecia mais leve, apenas por saber que ela estava lá, em algum lugar, esperando por mim. Saber que havia alguém que se importava de verdade.
Em tão pouco tempo, eu já havia me tornado dependente dela. A única coisa que realmente me incomodava era não saber quem era.
Estava tão preso a Marie, tão fixado em descobrir quem ela era. Só pensava nisso, nela, em nós dois. Acho até que fui meio rude com a tal Bella Swan, fingindo que nunca a havia visto antes.
A garota havia se mudado para a escola algum tempo atrás. Ela era quieta e vivia no seu próprio mundo. No fundo, acho até que gostava um pouco dela. Parecia ser uma das poucas pessoas na escola que não se importava com as fofocas sobre mim. Ela até me tratou relativamente mal durante a excursão do colégio, o que foi de certa forma um alívio. Estava cansado daquelas garotas fúteis que ficavam apaixonadas pela minha aparência e faziam de tudo para me agradar.
Se eu já não tivesse Marie na minha vida, poderia mesmo me interessar por Bella. Mas isso já não era uma possibilidade. Só havia Marie para mim.
Por isso acabei brigando com Marie naquele dia. Queria tanto saber quem ela era. Ou pelo menos, saber por que ela insistia em não querer que eu soubesse.
Por fim Marie acabou confessando que tinha medo que eu não gostasse de sua aparência. Fiquei de certa forma com raiva dela. Será que ela ainda achava que eu era tão fútil?
No fim, ela prometeu pensar em contar quem era e aquilo teve o poder de me deixar mais feliz do que nunca.
No dia seguinte, no entanto, tive uma grande surpresa.
Logo que cheguei à escola, Emmet veio falar comigo.
– Ei Edward, você sabe o que é isso? – Ele perguntou, me estendendo um livrinho preto simples.
– Por que eu saberia? – Perguntei intrigado, folheando o objeto.
– Por que tem o seu nome escrito em praticamente todas as páginas. A coisa toda é sobre você. – Emmet falou.
Olhando rapidamente, percebi que era verdade. Aquilo era um diário. E falava apenas sobre mim. Imediatamente pensei em Marie.
– Onde você conseguiu isso? – Eu quis saber.
– Não sei. Estava nas minhas coisas, no meu armário, quando fui pegar o livro de geografia. Não sei como foi parar lá. – Emmet falou coçando a cabeça.
– Pense um pouco. – Eu pedi, realmente interessado.
– Bom... Acho que eu esbarrei com uma menina na semana passada. Pode ser que isso fosse dela, nossas coisas se misturaram pelo chão. – Emmet falou pensativo.
– Quem era ela? – Eu quis saber.
– Não sei. Apenas uma garota. Não olhei para ela direito, estava preocupado com você. Mas por que você quer saber? – Ele perguntou.
– Por nada. Eu vou ficar com isso, tudo bem? – Então saí de perto dele. Eu estava, de certa forma, irritado por ele não se lembrar de quem era a garota, mas sabia que não era culpa do Emmet.
Mandei uma mensagem para Marie, falando do diário. Então analisei melhor o objeto. Percebi que realmente era dela. Numa das ultimas páginas, ela dizia que faria um email novo para falar comigo. Mas no diário ela não fazia menção alguma a quem era ela, quem eram seus amigos. Nada disso. Falava apenas de mim. Fiquei frustrado. Mandei outra mensagem para Marie.
Comecei então a realmente ler o diário. Qual não foi a minha surpresa ao ler alguns dos sonhos que Marie teve comigo. Ela realmente pensava naquelas coisas?
Fiquei relativamente feliz, mas frustrado por não poder estar com ela.
No início, conversar com Marie foi excitante, libertador. Agora eu achava que havia me apaixonado por aquela desconhecida, mas sentia que ela apenas fugia de mim. Realmente me sentia frustrado e deprimido.
Tudo o que eu mais queria era Marie comigo agora.
Na aula de educação física, sentei-me sozinho nas arquibancadas. Não estava no clima para fazer nada, apenas olhar aquele diário compulsivamente.
Vi quando Bella Swan veio na minha direção.
Talvez quisesse falar sobre o trabalho de biologia. Ela era meio tirânica quanto a isso. Achei até engraçado, mas eu havia prometido que não a deixaria fazer o trabalho sozinha.
Mas ela me surpreendeu.
– Pode me devolver o meu diário, por favor? – Ela falou, com a voz rouca e baixa. Levei alguns segundos para processar. Poderia ser que...
– Isabella... – Resmunguei.
– Isabella Marie Swan, mas todo mundo me chama de Bella. – Quase tive um enfarte quando ela disse isso.
Eu devia ter percebido.
Bella era uma garota quieta, observadora e sempre gentil com todos. Claro que ela era Marie. Só não podia acreditar que ela havia se apaixonado por mim. Eu realmente não achava que eu fosse seu tipo.
Mas não me segurei.
Levantei-me a abracei com força, sem querer soltá-la por nada no mundo. Mas um silêncio constrangido caiu sobre todos na quadra e todo mundo olhou na nossa direção, espantados.
– Finja estar passando mal. – Falei. Queria ter algum tempo a sós com ela, e tinha que ser agora.
– O quê?
– Apenas faça isso. – Pedi. E ela fez. De certa forma, ela parecia mesmo estar passando mal. Dei a desculpa de que a levaria para a enfermaria e a levei embora. Todos os professores gostavam muito de mim, por isso ele logo acreditou. No lado de fora, não fiz questão de colocar Bella no chão.
Primeiro por que ela pesava menos do que uma pena. Segundo por que agora que a tinha nos meus braços, não queria soltá-la.
– Pode me largar agora. – Bella disse, constrangida.
– Nunca. – Sussurrei para ela, que suspirou. Fiquei feliz por saber o que causava nela. Dentro do meu carro, conseguia apenas olhar para ela, deslumbrado.
– O que foi aquele silêncio todo lá na quadra? – Ela perguntou para quebrar o silêncio.
– Não sei. Acho que foi por nossa causa. Todos estavam olhando na nossa direção. – Eu disse, indiferente.
– Claro que estavam. – Ela disse, cobrindo o rosto com suas mãos. Não entendi aquela sua atitude. Estava com vergonha por ter sido vista comigo?
– Está constrangida por ser vista me abraçando? – Eu perguntei educadamente, mas me sentindo magoado.
– Não deveria ser ao contrário? – Ela disse com sua voz suave.
– Não vejo por quê. – Dei de ombros.
– Não? Há uma semana você nem sabia que eu existia. Nem Marie nem Bella. – Ela disse. Não desmenti, não queria dizer que apenas fingira não saber quem ela era.
– Mas agora não vejo a minha vida sem você. – Eu disse apenas, observando cada detalhe de seu rosto. E era verdade. minha vida sem Marie não tinha mais sentido. Bella corou lindamente, suas faces adquirindo um belíssimo tom de rosa. Ergui seu rosto, querendo olhar dentro aqueles seus olhos cor de chocolate, tão intensos. – Por que você teima em se diminuir? Pelo que você dizia nos torpedos, achei que fosse careca, ou caolha, ou banguela, ou tudo ao mesmo tempo.
Ela riu, tão fofa que tudo o que eu queria era beijá-la.
– E se fosse? – Ela quis saber.
– Ainda seria a minha Marie. – Não pude mais resistir. Levei meu rosto até o de Bella e a beijei. Seus lábios eram muito macios, se encaixando nos meus com perfeição. Seu beijo era o mais doce que eu havia provado. Bella amoleceu em meus braços e a segurei no lugar, feliz que ela estivesse tão envolvida nesse beijo quanto eu.
O calor do seu corpo, sua língua na minha, seu hálito doce... Tudo conspirava para me deixar perdido nela. Quando nos separamos, seu rosto estava mais vermelho do que nunca.
– Tudo isso por medo de que eu continuasse a ler o seu diário? – Eu perguntei para descontrair. Bella parecia que iria morrer de vergonha a qualquer momento.
– Não. Não aguentei te ver tão chateado por minha causa. Parecia triste ao ler o diário.
– Sim. Estava irritado por não poder estar com você, não te tocar. – Eu disse, meu olhar vidrado em seus lábios rosados.
Mais uma vez a beijei, sem conseguir resistir aos seus encantos.
– Isabella Marie Swan. – Eu falei, ainda sem realmente acreditar. Podia ser um sonho?
– Já disse, prefiro Bella.
– Bella. – Eu ri. – Bella, você não tem ideia de como estou feliz em finalmente te conhecer.
Ela pareceu procurar algo em meu olhar. Então baixou o rosto.
– Achei que ficaria decepcionado.
– Por quê? Você é linda. – Eu falei, perdido nela.
– Não sou nenhuma Tania Denali. – Ela replicou. Não sei por que estava colocando a mala da Tania no assunto.
– Não, não é. É muito melhor. – Afirmei. Será que ela nunca entenderia? – Você foi a única que me viu por quem eu realmente sou e me aceitou completamente. O que mais eu poderia querer?
Ela então sorriu.
– E você fez o mesmo por mim..
– Nada mais justo. – Eu ri.
Então o sinal tocou e tivemos que voltar para pegar as nossas coisas. Mas eu não estava pronto para me afastar de Bella. Nunca estaria pronto para me afastar dela.
~~
Minha noite com Bella foi perfeita. Não apenas a noite, mas a manhã, cada segundo. Ela era simplesmente perfeita. E parecia estar tão louca por mim quanto eu por ela.
Na escola, no dia seguinte, fiz questão de mostrar para todos que ela agora era minha. E tudo estava correndo bem. Tivemos apenas um contratempo com Tania, mas aquela eu fiz questão de colocar no devido lugar.
Então fiquei sabendo que algumas supostas “amigas” de Bella estavam falando mal dela. Não podia deixar aquilo passar. Fui falar com as garotas.
– Olá. Qual de vocês é Jessica? – Eu perguntei, chegando à mesa onde Bella costumava sentar.
– Sou eu. – A garota morena falou rapidamente.
– Ouvi dizer que você não gosta de Bella. – Falei displicentemente, muito simpático. Ela se sentiu à vontade, por que em seguida, falou:
– Bom, não é que eu não goste dela, apenas...
– Apenas ela está se achando "a" popular, por que está andando com você. Cuidado com essas garotas interesseiras. – Uma loira se meteu.
– E você é o quê? Por favor, não fale do que não sabe. E não fique espalhando fofocas sobre a minha garota. Ela não tem culpa de vocês serem duas invejosas mal-amadas. Por que não arrumam algum idiota que queira vocês e vão viver, ao invés de falar da vida dos outros? – Falei sorrindo calorosamente. O queixo de ambas, bem como de metade das pessoas na mesa, caiu. Com isso dei as costas, voltando para onde Bella me esperava.
~~
Naquele final de semana fui fazer o trabalho de biologia com Bella. Estávamos sozinhos em casa, mas ela insistia em apenas fazer o trabalho. Ela realmente era uma tirana quando se tratava da escola, mas eu adorava.
– Você deve ser um gênio, ou algo do gênero. – Ela reclamou quando eu disse que lembrava de tudo do passeio, ainda. – Que faculdade você vai escolher?
– Qualquer uma. – Sem querer me gabar, minhas notas permitiam que eu entrasse na faculdade que eu quisesse, mas tudo o que eu queria era Bella. – Eu vou aonde você for.
– Você está falando sério? – Ela perguntou, sem acreditar.
Não havia por que mentir, por que fingir.
– Por mim tanto faz a faculdade, desde que você esteja lá. Podemos alugar um apartamento e morar juntos. Seria perfeito. – Falei. Queria começar o resto de nossas vidas o mais rápido possível. Longe de casa, longe daquela cidade, apenas a minha Marie e eu. Ela se engasgou.
– Morar juntos? Edward... Você não está brincando comigo, está? – Não entendia por que era tão difícil para ela acreditar.
– Por que faria uma brincadeira sem graça como essa? – Revirei os olhos, apertando seus dedos nos meus. Então confessei. – Minha família está uma zona. Meus amigos são ótimos, mas não me entendem. Você é a única coisa que tem me mantido inteiro. Eu vou te seguir até na lua, se você me quiser.
Esperava que ela realmente me quisesse.
– Se você insiste... – Ela brincou, sorrindo. Beijei-a, querendo apenas ficar com ela pra sempre.
Marie havia entrado na minha vida de forma turbulenta e, apesar de eu ter desprezado-a, ela não desistiu de mim. Ela fez de tudo para estar ao meu lado e, agora, eu não podia imaginar meu futuro sem vê-la comigo.
Acho que é isso que as pessoas chamam de amor.













