EUA – Las Vegas, Nevada – 2017, 23h45 PM
Point of View Brooke Patterson
Eu pisquei quando os bipes da ligação soaram. Mas não me movi por quase um minuto inteiro. Olhei para Justin depois de um tempo; quis contar, mas não consegui demonstrar nada além de uma expressão aflita.
Ele ficou confuso. Depois preocupado.
Meu coração estava pulsando rápido demais quando começamos a juntar nossas coisas. Eu não tinha tempo parar pedir por uma explicação a Justin sobre o porquê de estarmos na mesma merda de hotel que o inimigo. Apenas ouvia seus resmungos em palavrões enquanto eu colocava minha roupa. Só pude levar a bolsa menor com algumas peças, minha mala ficou por lá quando ele agarrou meu braço, levando-me para fora do quarto com sua mochila e outra bolsa na mão.
Olhando para o teto no corredor, todos os cantos em busca de câmeras que não conseguiríamos achar. Eu pensei em Jackson. Eu imaginei pessoas chegando. Homens com ordens para nos pegar; subindo o elevador até nosso andar.
O bipe soou quando estávamos na metade do caminho. Justin apertou meu braço. Não soube o que iríamos fazer, estávamos desesperados sem nem mesmo saber quem sairia dali.
E então, um cara abriu a porta bem perto.
Ele estava arrumado, deveria estar indo para uma festa. Chegou a nos cumprimentar. Justin o empurrou quarto adentro, ouvindo sua reclamação. Eu o segui, fechando a porta atrás de nós. Quando encarei os dois, Justin tinha uma arma apontada bem na direção do cara que ergueu os braços na mesma hora. O mandou ficar em silêncio e eu também fiquei como se aquilo fosse para mim.
Ouvimos vozes do corredor. Mais de duas, todas masculinas. Bateram em nosso quarto e chamaram por Bieber. Eu engoli em seco quando um som alto soou, denunciando um arrombamento. Cliques de gatilhos prontos para serem soltos vieram em seguida. E nós três estávamos aqui escondidos, sem dar nenhum pio.
Justin olhou para mim por um breve momento.
Ele jogou a outra bolsa no chão e apontou com o queixo para mim, sussurrando para que eu abrisse e pegasse o que fosse preciso. Eu a abri e encontrei suas armas compradas, não me lembrava de ele ter trago quando chegamos. Talvez eu estivesse revoltada demais para notar.
— O que vai fazer? — pedi, após pegar um calibre, recarregando-o.
Ele tirou o olhar de mim e encarou o cara. Eu arregalei os olhos e dei um passo atrás quando ele usou sua arma para bater na cabeça do homem, uma coronhada que o apagou.
— Você vai me ajudar. — disse, normalmente. — Não foi por isso que veio?
Passou por mim, para ficar perto da porta e ouvir tudo lá fora. Nós nos arriscamos, pois, quando Justin achou estar seguro, eu tive de acompanhá-lo para o corredor, e assim pegamos o elevador. Tensos e quietos, olhando fixamente para as portas.
Eu respirei fundo quando elas voltaram a se abrir, revelando o outro andar. Devia ter reclamado e pedido para sairmos daqui de uma vez, mas Justin olhou para mim e assentiu como se me incentivasse.
Paramos de frente a aquela única porta para a suíte principal. Eu engoli em seco e respirei fundo antes de bater, tentando não tremer e recuar. Justin estava ao meu lado, ele estava pronto e seus olhos me acalmavam. Eles eram profundos e nem um pouco difíceis de decifrar para mim.
Houve uma pergunta de uma voz feminina lá de dentro. Eu abri meus lábios, demorando meio segundo para conseguir falar.
Comecei a me desesperar mentalmente. Era tarde demais para alguém vir ao seu quarto entregar algo que não tenha pedido. Minha voz estava relutante, ela nunca acreditaria. Pessoas sairiam do elevador atrás de nós e atirariam. Estávamos completamente...
— Mas eu não pedi nenhum... — ela parou, sem piscar ao nos reconhecer.
Justin destravou o gatilho.
— Saudades? — ele piscou.
Era um quarto luxuoso, eu imaginei quanto dinheiro ela estaria gastando por essa hospedagem se caso seu ex-marido-falecido, não tivesse lhe dado seus bens por testamento. Eu parei de olhar em volta para ver Justin empurrar Jean para o chão, xingando-a e sempre apontando a arma. Andei até lá, parando ao lado dos dois, subindo o olhar para ele.
— Quando vamos matá-la? — perguntei calmamente, ouvindo os ofegos de medo daquela vaca traidora, como Jackson diria.
Jean usava um vestido claro, tubo, saltos, e seu cabelo estava preso em um coque impecável. Imaginei que ela fosse descer e encontrar seu amante no cassino.
— Não podem me matar. — disse ela, incrédula após minha pergunta. — Vocês iram pagar por isso!
Encarei Justin outra vez.
— Amarre-a. — disse ele, simples.
Eu entortei minha cabeça para o lado, analisando a expressão aflita no rosto de Jean, amordaçada e com mãos atadas sobre aquela cadeira no meio do quarto. Sorri de leve quando o som do meu celular ecoou sobre o colchão onde eu estava sentada. Os olhos dela se arregalaram e gritos abafados saíram por sua boca.
— Hey, B. — ele estava relaxado, isso me confortou. — Tudo certo por aí?
— Yeah. — eu me levantei, levando a arma na outra mão. Parando atrás da cadeira, deslizando o cano pelos ombros de Jean. — E por aí?
— Certo. — olhei em volta. — Tem certeza de que...
— Tenho, Brooke, apenas desça. Te espero no carro. — disse. — Seja rápida.
Rolei os olhos, desligando primeiro.
— Você sabe, às vezes eu ainda me culpo por gostar tanto dele. — travei o gatilho; meus passos pararam a frente da garota, e eu apoiei as mãos em seus ombros, inclinando e abrindo um sorriso diante do seu rosto. — Mas eu o amo. — mordi o lábio. — E o sexo é tão bom.
Dei uma risadinha quando seus olhos receosos apenas me encararam sem piscar.
Me ergui e desmanchei o sorriso, a analisando por um instante. E então a apagando com uma porrada na cabeça.
Justin era um filho da puta. Ele tinha mesmo que me deixar com a parte mais difícil? Isso, com toda certeza, ainda era vingança. Tive um momento de questionação, perguntando-me se ele realmente me amava, pois, eu não conseguiria fugir de nenhum comparsa de Morty arrastando aquela coisa enorme.
Não que o baú fosse realmente pesado, porém, o fato de Jean estar dentro dele o tornava. Quis trazer todos os sapatos que antes estavam dentro dele, eram tão bonitos que choraminguei ao ter que tirar e deixar para trás. Travei o maxilar, usando minha força para puxar aquilo pelo corredor, até o maldito elevador, ouvindo o ruído pelo piso. Cliquei no botão e esperei que as portas se abrissem, suspirando por não haver ninguém quando elas realmente o fizeram. Arrastei o baú mais um pouco, e comtemplei a música clássica até o térreo.
As vozes das pessoas no saguão encheram meus ouvidos assim que cheguei. Elas, provavelmente, questionariam sobre a garota louca arrastando aquela mala enorme como uma escrava condenada. Mas eu o fiz, suspirando e grunhindo a cada força colocada. Ao menos Jean não era gorda.
— Senhorita, quer que eu leve isso? — perguntou um carregador simpático, surgindo ao meu lado.
E eu quase arfei ao ouvir sua voz, assustada. Porém relaxei e forcei um sorriso, esperando que não estivesse suada.
— É, sim, eu adoraria. — assenti, afastando um fio de cabelo. — Meu... hã, noivo, está me esperando no carro lá fora.
— Certo. — ele sorriu e cuidou da bagagem, trazendo o carrinho para coloca-la em cima. — Está realmente muito pesada. — ele comentou, dando uma risada breve.
— Ah... eu tenho muitos sapatos. — ri, balançando minha cabeça, desviando o olhar quando estávamos perto da porta.
Eu gelei antes de olhar para trás. A recepcionista, ela acenava para mim, chamando-me. E eu engoli em seco antes de decidir ir até lá, nem sequer dando satisfações ao cara com minha bagagem. Deus, eu estava perdida. E se Jean acordasse, eu estaria fodida no mal sentido.
— Hm, sim? — perguntei, parando próxima ao balcão.
— Eu percebi que a senhorita estava saindo com uma mala, já está nos deixando? — ela sorria o tempo todo.
Eu não pisquei, eu nem sabia se estava respirando. E se fosse um jogo?
Eu li seu nome no crachá. Brianna.
Ela não parecia ser do tipo maligna que me obrigaria a passar por uma sequencia de obstáculos até revelar que a policia estava me esperando do lado de fora. Seu sorriso era simpático, ela tinha olhos castanhos sinceros, e um cabelo escuro bonito. Eu abri a boca para falar.
— Eu... hã, eu amei sua maquiagem. — disse, por fim, abrindo um sorriso tardio.
— Oh... — ela ergueu as sobrancelhas. — Obrigada. — riu, breve e confusa.
— Que batom está usando? — continuei. — Eu nunca encontro dessa cor, fosco, acredite garota. Eu poderia roubar o seu.
Cale a porra da sua boca, Brooke.
— Ah... obrigada... outra vez. — ela mal riu; pigarreou e virou os olhos para a tela de seu computador, digitando algumas coisas. — Hm, preciso saber se está fechando sua hospedagem.
— Hm, sim. É, claro, eu... já estou de saída, e por isso estava com aquela mala enorme. — apontei sobre o ombro, rindo para amenizar.
Eu iria suar. Justin deveria estar puto.
— Certo... — disse ela, voltando a digitar, pedindo meus dados. Eu os liberei com receio, mas, a garota não parecia ter recebido nenhuma ordem para nos manter presos aqui, a princípio.
Isso até ela apertar os olhos para a tela, e logo em seguida, erguê-los para mim.
— Hm, só um minuto, preciso checar uma coisa. — seu sorriso não era mais tão legal quando ela me deu as costas.
Eu abri minha boca, e eu pensei rápido demais quando decidi agarrar seu uniforme, puxando-a de volta. Quase me debruçando sobre o balcão. Eu encarei seus olhos como suplica.
— Por favor, — comecei, demorando um pouco. — Eu... eu não posso deixar que me entregue, tá legal? Eu sei o que está acontecendo e sei que recebeu ordens, mas, por favor, não faça isso. Não é nada que te envolva e existe uma criança no meio, eu só estou tentando proteger o meu filho. — ela estava estática. — E se soubesse a verdade sobre as pessoas para quem trabalha você realmente iria querer me ajudar.
Brianna engoliu em seco, demorou a piscar e a me dar uma resposta. Eu a soltei, chegando para trás, olhando para os lados brevemente, com medo de que estivessem nos observando. E enquanto isso, ela tentava abrir a boca para dizer algo. Eu cheguei a perder as esperanças quando sua cabeça negou.
— Eu espero que tenha gostado dos nossos serviços. — disse, abrindo um sorriso mais fraco. — Voltem sempre. — assentiu, dando-me liberdade.
Mesmo que isso fosse custar seu emprego. Ainda existiam bons cidadãos por aí.
Eu soltei o ar, sorrindo e afirmando com a cabeça, sussurrando um “obrigada” antes de me virar devagar. Dando passos rápidos para a porta onde o carregador me esperava. E então, saindo daquele hotel, finalmente, olhando em volta e tirando o celular do bolso.
— B? — ele foi imediato. — Onde você tá? Aconteceu alguma coisa?
— Não, eu estou bem. — continuei procurando seu carro. — Onde você está?
Eu ouvi o motor do carro parando em frente à saída dois segundos depois, o que me fez abaixar o aparelho.
Justin estava impaciente, o braço apoiado na janela, os olhos se estreitando quando me viram chegar com mais alguém. Porém, fingiu não ligar, desviando para frente, nem sequer saindo para dizer um olá. E assim que o cara colocou o baú na mala do carro, com o maior cuidado possível, eu dei meu sorriso como gorjeta e rodeei o automóvel para abrir a porta e me sentar no carona.
Justin ligou o motor imediatamente.
— Mas que porra você estava fazendo? — exigiu, mudando a marcha para nos tirar dali.
— Ei! — ergui minha mão, franzindo o cenho. — Porque está gritando comigo? Fui eu quem carregou aquela merda por todo o prédio, você ficou com a bunda branca sentada aqui, esperando.
Nós parecíamos tão bem ao se falar no primeiro segundo pelo celular.
— Dando cobertura. — resmungou.
— Dando cobertura. — o imitei, bufando. — Com toda certeza você estava de olho para que eles não me pegassem lá dentro.
— Você queria entrar no cassino e trocar palavras com Morty?
— Não teria nenhum problema. — disse óbvia, cruzando os braços.
— Não confio em você com esses filhos da puta, em um cassino.
— Você realmente quer que eu te lembre? — ele me olhou de canto, repreensor, passando a língua entre os lábios e respirando fundo ao voltar a prestar atenção na direção.
Eu não disse nada. Lembrei-me do corpo na mala.
— O que ele disse? — perguntei depois de um tempo, quando paramos em um sinal daquela cidade cheia de luzes coloridas.
— Não sabe que pegamos a vadia. — murmurou. — Vamos pedir o dinheiro do resgate.
— Yeah, Brooke, não achou que eu fosse sair de mãos vazias, achou?
— Mas... — minha boca ficou aberta, pois, eu não tinha certeza do que deveria dizer. Suspirei, tentando relaxar no banco. — E quanto vai pedir?
— Mais do que poderia contar. — ele parecia tão satisfeito com aquilo.
Eu olhei para fora, franzindo a testa. Espantando maus pressentimentos. Justin parou o carro uma hora depois, em um lugar qualquer no meio de uma estrada mal iluminada. Bares estavam por perto, nada sofisticados como os do centro da cidade. Um prostibulo ou dois. Eu saí do carro para vê-lo pegar o celular e ligar para alguém. Parei ao seu lado, mantendo meu olhar em volta como um vigia.
Justin teve uma conversa tensa, onde ele era o único com um sorriso triunfante nos lábios. Eu podia ouvir os gritos furiosos do cara no outro lado da linha. Ele, obviamente, não ligava para aquela mulher como Raymond um dia ligou. Eu acho. Pelo que entendi, Jean não havia se casado outra vez. E se caso ela aparecesse morta, ninguém além dos filhos de Chalard ficaria com a herança. Por isso todo o cruzamento.
Quando Justin abaixou o celular, ele ainda tinha seu sorriso despreocupado aceso. Abraçou meus ombros e beijou minha cabeça quando menos esperei.
— Vamos lá, temos que arrumar um lugar para dormir. — disse ele, já abrindo a porta do carro e tirando as bolsas para entregá-las a mim. — Deixa que eu cuido do peso dessa vez. — piscou.
Nós alugamos um quarto naquele motel barato. Descobrimos que tinham quartos na parte de trás, onde Justin deixou o carro. E foi muito melhor, pois, nós pudemos tirar Jean com suas próprias pernas. Sempre verificando em volta para ver se não havia ninguém. Justin a empurrou porta adentro, e eu o perguntei onde a deixaríamos.
Não desatamos sua corda, nem tiramos o pano envolto a sua boca, nós apenas a empurramos para dentro do armário. Fechando a porta e ignorando sua expressão assustada.
— Vamos precisar alimentá-la, certo? — perguntei, jogando as bolsas sobre a cama e me sentando a beira dela, tirando meus sapatos.
— Se você quiser. — deu de ombros, indo ao banheiro. — Nós precisamos sair para comemorar.
— Comemorar? — ergui uma sobrancelha.
— Yeah. Comemorar. Há vários lugares por aqui. — ele parou no batente da porta e sorriu para mim. — Não acha que deveríamos tirar um dia para curtir em Vegas?
— Mas nós estamos nos escondendo. — disse óbvia. — E sequestramos uma pessoa, não podemos sair e deixar ela aqui. E se alguém entrasse?
Justin passou a língua entre os lábios, olhou em direção ao armário. Ele não estava nem aí para a vida de Jean, ele queria apenas o dinheiro. Fez o menor possível de caso.
— A roupa dela ficaria bonita em você. — ergueu as sobrancelhas, sugestivo. — Vamos lá, baby, eu sei que você quer ir. — piscou. — Vou te esperar no carro.
Quando a porta bateu, eu estava realmente reconsiderando sobre sua ideia. Mordi o lábio, pensativa, e então suspirei, me levantando e indo até o armário para abri-lo e receber o olhar de Jean junto do seu grunhindo. Não foi nada fácil despi-la, mas no fim, eu fiquei muito gostosa naquele vestido.
E quando me sentei ao seu lado no carro, Justin me deu um beijo longo e quente, me fazendo sorrir no fim. Conseguia me deixar tão despreocupada para segui-lo por mais tempo.
Nós ficamos no meio de caça-níqueis, dados e fichas de quantias diversas. Pessoas ambiciosas e interesseiras. Ninguém poderia nos tirar dali, pois, nós tínhamos idade o suficiente para ficar dessa vez. Eu, e muito menos Justin, nos preocupamos com a polícia. Com Morty ou qualquer outro. Nós arriscamos o resto do dinheiro que tínhamos, acreditando na sorte, apertando as mãos entrelaçadas, esperando aqueles dados pararem. E nos fazerem gritar por ter ganhado mais outra vez.
Nós sorrimos. Nos beijamos. Nós dançamos debaixo das luzes vermelhas daquela festa e dissemos coisas bonitas um ao outro, pois, a felicidade fazia isso com as pessoas. Por mais que não fosse tão pura. Naqueles últimos minutinhos da noite, eu acreditei que iriamos voltar para casa e reatar nossa vida o mais rápido possível.
Oh, e eu tive dó daquela garota presa no armário. Ouvindo nossa última etapa da diversão. Eu não fui tão má e dei um lanchinho a ela, ameaçando se gritasse. Agiu como uma boa garota no fim. Mas eu não interromperia meu momento com Justin por nada. A deixei em seu quartinho, e voltei para o meio do cômodo parando a frente do loiro sentado a beira da cama. Eu gostava... da forma como a qual ele me amava em dias como esse, quando me observava e me tocava como a única coisa que merecia sua atenção nesse tempo e espaço. Não deveria ser surpresa que ele fosse resolver me matar no final.
De maneira docemente cruel e inesperada.
— Eu andei pensando... — Justin encarava o teto, um tempo depois que estávamos descansando sobre o colchão, enrolados nos lençóis; meus dedos acariciavam seu peito, e meus olhos encaravam um ponto fixo ao longe. — E eu só consigo pensar... — ele sussurrou, liberando a respiração ao se virar para mim, a mão afastando meu cabelo, e seus olhos atentos em mim. — Que deveríamos nos casar.
Meu coração parou, foi como se ele não tivesse feito o pedido antes. Porém, nós não tínhamos sentado e conversado sobre uma cerimônia ainda. Eu demorei a piscar, procurando mentiras em seu olhar e não encontrando nenhuma.
— Isso é sério? — um sorriso se formou lentamente em meus lábios.
— Yeah. — ele fechou os olhos e se aproximou para beijar minha testa. — O mais rápido possível. Vamos parar de enrolar com isso e fazer.
— Aqui? — eu quis confirmar, rindo baixo e desacreditada. Ele assentiu para mim e eu mordi o lábio, esticando o rosto para beijar sua boca. Demoradamente, mais de uma vez. — Eu adoraria, J.
— Uh, parece que alguém ficou feliz com a proposta. — disse ele, me fazendo rir.
— É, eu fiquei. — admiti, estalando nossos lábios novamente. — Muito para falar a verdade.
— O mais rápido possível. — repeti como ele, abaixando o rosto para morder seu pescoço entre um sorriso que nunca quis ir embora, ouvindo sua risada baixa.
E sentindo seu braço me manter por perto para pegarmos no sono minutos depois. Como se eu fosse conseguir.
“Sempre tem aquela pessoa
Que sempre terá seu coração
Porque está cego desde o começo
Saiba que você é a única pra mim
Está claro pra todos verem
Oh baby você sempre será meu amor
Começou quando éramos jovens, garota
Você era minha (meu amor)
Agora outro cara te levou
Mas ainda vejo isso nos seus olhos (meu amor)
Apesar de a gente brigar, está tudo bem (meu amor)
Eu sei que faz tempo que a gente não se vê
Mas você sempre será meu amor...” – My Boo