Ya no es considerado un planeta como tal, ahora se lo ve como un planeta enano, aun así, tiene algunas características como si perteneciera al sistema solar. Y es que a veces me siento así, estoy demasiado lejos de lo que se considera normal, soy más una desadaptada social. Pero no siempre, porque aunque lo niegue sigo siendo una persona con sentimientos, ilusiones y sueños.
A veces hay tantos datos, que nos convierten en eternos, en aliados del universo, en simples ilusiones. No hay persona que hay pensado que la vida en la tierra es un juego, nada más, y que se pasa por niveles. A veces somos cósmicos, tenemos características de varios estados, planetas y galaxias. Aunque intentemos huir, siempre sabremos que en algún momento fuimos parte de algo más grande.
Pero incluso así, debemos escapar de lo que nos hace daño, de esas generalizaciones que no son más que palabras. A veces debemos girar en nuestra propia orbitar. Así como pluton dejo de ser un satélite de Neptuno y aunque ya no es un planeta, sigue sus propias reglas y características.
- Se eles te chamarem de minha vadia, você diz que é minha vadia. - um sussurro quente contra seu ouvido enquanto um corpo musculoso se pressionou contra ele por trás. - Você é meu, Olhos Azuis. Lembre-se disso. Meu.
Louis acordou com um sobressalto e olhou para o teto em confusão por um momento, antes de recordar onde estava. Seu quarto. Certo. Ele não estava mais na prisão. Acabou. Ele estava livre.
Ele estava livre dele.
Um ronco tranquilo bem do seu lado fez Louis virar a cabeça.
Eleanor estava dormindo ao seu lado, o rosto bonito sereno e a pele de porcelana brilhando no luar vindo da janela.
Tinha acabado.
Tinha acabado.
Louis repetiu isso pelos próximos poucos minutos, mas era inútil: ele ainda estava tenso e em alerta, em mais de uma maneira.
Ele fechou os olhos e respirou fundo, tentando combinar a respiração com a da namorada.
Não funcionou.
Talvez Eleanor estivesse certa e ele realmente precisava ver um terapeuta, afinal.
- Foi uma experiência traumática para você - ela tinha dito num dia. - Um psicólogo vai ajudar você, amor.
Uma experiência traumática.
Os lábios de Louis se entortaram. Ela não sabe nem da metade, embora às vezes ele se pergunta se ela suspeita de algo. Eleanor nunca perguntou, mas ela não era estúpida. Dados os seus... problemas, ela provavelmente suspeitava que algo tinha sido feito a ele na prisão. Ela provavelmente acha que ele havia sido estuprado.
Uma risada áspera deixou a garganta de Louis. Se ela soubesse. Só de pensar na expressão da Eleanor se ela descobrisse... Fez seu rosto queimar de vergonha e constrangimento. Ele nunca tinha se considerado homofóbico e era da opinião de que não havia nada de errado em ser gay; que isso não tinha nada a ver com ele. Ele sempre soube que era hétero.
O que sua mãe pensaria, se ela ainda estivesse viva?
Louis engoliu em seco. Faz quase um ano desde que ela morreu—ele ainda estava na prisão na época—e a dor tinha entorpecido, mas em momentos como estes de solidão, ele sentia falta dela.
Suspirando, Louis se deitou no estômago e afundou o rosto no travesseiro. Ele fechou os olhos e tentou contar a respiração, tentou se concentrar em quantas respirações estava inspirando e expirando. Não funcionou. O travesseiro era muito macio. O colchão era muito macio. O quarto era muito aquecido.
Droga.
Um ano. Ele tinha ficado na prisão por apenas um ano, mas tudo—sua liberdade, Eleanor, o relacionamento deles—ainda parecia surreal. Às vezes, parecia que o seu entorno desapareceria a qualquer momento e seria substituído por uma pequena cela fria com um braço pesado e possessivo por cima do seu estômago.
Louis xingou sob a respiração. Não. Ele não vai pensar nisso. Não vai pensar nele. Tinha acabado. Ele era normal de novo.
Ele era.
***
Eleanor era muito bonita, cheia de curvas nos lugares certos e magra em todo outro lugar. Ela daria água na boca de qualquer homem de sangue vermelho.
No entanto, mais uma vez, Louis se viu se afastando e olhando o pau flácido em desânimo. Ele se sentou e passou a mão pelo rosto.
- Sinto muito.
Atrás dele, Eleanor deu um suspiro.
- Você quer falar sobre isso?
- Não. - ele respondeu, rolando para fora da cama.
Com o rosto vermelho de vergonha e de costas para ela, ele vestiu a bermuda. Ele não conseguia olhar para ela.
- Eu realmente acho que você precisa ver um terapeuta. - ela disse, cuidadosamente.
Ele odiava esse tom. Ela o trata como se ele fosse uma pessoa muito doente. Talvez ele fosse.
- Eu não preciso de um terapeuta. - Louis repreende.
- Seja razoável - ela disse. - Já se passaram cinco meses, mas você claramente ainda tem problemas. Eu não estou sequer falando sobre... isso. Você continua me afastando. Eu tenho que te pedir para passar a noite! Você mal dorme, e quando dorme, eu te vi gemendo em seu sono, como se você estivesse com dor. Você não fala comigo. Metade do tempo você está tão distante que parece que você não está nem aqui!
Louis explodiu:
- Se eu sou tão ruim, por que você ainda está aqui?
Silêncio seguiu suas palavras.
- Você quer que eu te deixe sozinho? É isso o que você quer?
Suspirando, Louis se virou e caminhou até ela.
- Me desculpa. - ele disse, a envolvendo nos braços. - Eu não quis dizer isso. Sinto muito. Você sabe que te amo.
Ele pressionou o rosto contra o cabelo cheiroso dela e fechou os olhos. Ela era tão macia em seus braços. Tão pequena. Tão frágil.
Tão errado, uma voz sussurrou no fundo de sua mente.
Louis mordeu o lábio com força e abriu os olhos.
- Eu vou ver um terapeuta.
* * *
- Me conte sobre ele.- a voz do Dr. Payne era agradável e amigável.
Louis perguntou se era parte de seu treinamento. Provavelmente.
- Quem? - perguntou, olhando para as mãos.
- Harry. O homem com quem você dividiu uma cela. Como que era o relacionamento de vocês?
Louis sacudiu um dos ombros, ainda olhando as mãos.
- Normal o bastante, eu acho.
Dr. Payne suspirou.
- Louis, você tem que ser honesto comigo. Não tem sentido nenhum vir me ver, se você não for sincero. Estou aqui para ajudá-lo. Qualquer coisa que você me diga, permanece nesta sala.
Louis olhou para ele. Os olhos castanhos do outro homem encontrou os seus. Ele parecia bem sincero.
- Você realmente não vai contar nada a minha namorada?
- Eu não vou. Na minha linha de trabalho, a confiança é extremamente importante. Eu nunca iria trair a confidencialidade de médico-paciente. Agora, por favor, me fale sobre Harry.
Louis olhou de volta para as mãos.
- O que você quer saber?
- Você teve relações sexuais com ele?
Louis lubrificou os lábios.
- Como você adivinhou? - ele murmurou.
- Não tem necessidade de ficar envergonhado. - a voz do Dr. Payne era simpática. - Eu teria ficado mais surpreso se algo como isso não tivesse acontecido com você, considerando sua aparência física.
Louis soltou uma risada curta.
- Obrigado?
- Não há realmente nada do que se envergonhar. Estudos mostram que pelo menos vinte por cento dos detentos são pressionados a ter relações sexuais. O número é provavelmente muito maior—a maioria dos detentos simplesmente não admitem, temendo que isso irá prejudicar eles, se alguém descobrir.
Louis continuou olhando para as mãos.
Dr. Payne suspirou novamente.
- Muito bem. Por favor, descreva Harry usando três palavras.
- Babaca. - Louis respondeu. - Confiante. Grande. - ele franze o cenho. - Embora ele não seja realmente grande. Eu não sei por que eu disse isso. Claro, ele é alto e está em forma, mas não é como um tanque.
Payne anotou algo em seu caderno.
- Você diria que o odeia?
Louis riu.
- O que você acha? É claro que eu o odiava. Ele—ele me transformou em—em sua coisa. E todo mundo sabia. - ele apertou os dedos em punhos.
Silêncio. Louis não conseguia olhar para o terapeuta.
- Louis - ele chamou, finalmente. - Eu vou te perguntar uma coisa, e eu quero que você saiba que eu não estou tentando te ofender. Independentemente da sua resposta, não irá mudar nada.
Ele já não gostou.
- Tá. Me pergunte.
- Você achou o sexo com seu companheiro de cela fisicamente agradável?
Louis respirou fundo.
- Eu sou hétero.
- Não foi isso que eu perguntei. - ele disse suavemente. - Se um parceiro é experiente, a relação sexual pode ser agradável, independentemente da sua sexualidade.
- Não... Não foi terrível, eu acho.
- Alguma vez você alcançou um orgasmo com ele?
Louis olhou para o lado e, em seguida, para a janela, e depois para a estante de livros.
- Sim. - respondeu, sem jeito.
- Então ele era um parceiro sexual considerativo?
- Na verdade, não.
Houve um silêncio enquanto o Dr. Payne processava suas palavras.
- Você quer dizer que ele foi rude com você, mas você ainda experienciou um orgasmo?
- Isso importa? - Louis perguntou, o rosto em chamas.
Dr. Payne o estudou por um momento.
- Muito bem, não vamos falar sobre isso dessa vez, se você não quiser. Vamos falar sobre sua namorada.
- Eleanor? O que tem ela?
- Você a ama?
- É claro. - Louis responde rapidamente. - Estamos juntos há anos.
O olhar do Dr. Payne o enervou um pouco.
- Você já fez sexo com sua namorada desde que foi libertado da prisão?
Louis se inquietou.
- Sim, claro.
- É tão satisfatório quanto antes?
Ele cruzou os braços sobre o peito.
- Que tipo de pergunta é essa?
- Só uma pergunta simples. Por favor, responda com sinceridade. Eu não vou julgá-lo.
Louis hesitou.
- É bom o bastante. - respondeu, sem jeito. - Mas...
O médico esperou pacientemente.
- Mas parece estranho. - Louis finalizou, sem olhar para ele.
- Estranho?
- Eu sinto como... Como se algo estivesse faltando.
- Você poderia elaborar, por favor?
O tom calmo e profissional de Payne o ajudou.
- Parece errado ser o—o... Quero dizer—é só que— ela espera que eu inicie o sexo, faça todo o trabalho e dê prazer a ela, mas…- ele parou de falar, muito envergonhado para terminar.
- Mas você se acostumou a estar do lado que recebe. - Dr. Payne terminou por ele.
Louis se encolheu. Pelo menos o doutor não tinha dito que ele tinha se acostumado a ter um pau dentro dele quando goza.
- Sim. - disse relutantemente, olhando para baixo.
O tom do Dr. Payne era cuidadoso ao dizer:
- Eu acho que você deve falar sobre o problema com a sua namorada. Talvez ela esteja disposta a assumir um papel mais agressivo.
Louis tinha certeza que até suas orelhas estavam vermelhas agora.
- Você não deveria me curar em vez de me dar conselhos como esse?
- Preferências sexuais não podem ser “curadas”. Querer um papel mais submisso no sexo não é errado. Suas preferências sexuais simplesmente parecem ter mudado.
Louis apertou a coxa com os dedos.
- Tudo bem. Eu vou falar com Eleanor. - ele se levantou.
O terapeuta sorriu.
- Vejo você em uma semana, Louis.
***
Uma semana mais tarde, Louis se viu de volta na mesma cadeira, com o Dr. Payne sentado à sua frente.
- Você falou com sua namorada? - ele perguntou.
- Sim.
- Ela estava aberta a sua sugestão?
- Sim.
Silêncio.
- Louis, eu preciso que você me diga mais do que isso. Eu sou um médico, lembra. Você não tem nada do que se envergonhar.
Louis respirou fundo. Ele estava certo: ele era um médico. Ele provavelmente escutava coisas mais estranhas todo dia.
- Nós tentamos. Eleanor estava até animada—nós nunca tínhamos tentado nada assim antes.
- Foi satisfatório?
Louis hesitou.
- Um pouco melhor que antes.
Mas só porque ele conseguiu manter a ereção. Na maior parte, tinha sido apenas desconfortável e estranho como o inferno. Ele tinha fechado os olhos e deitado passivamente, a deixando fazer o que quisesse com ele, a deixando usar seu corpo, mas ainda parecia estranho. Ela era muito leve. Muito pequena. Muito macia.
- Entendo. - disse Payne. - Vocês fizeram isso de novo?
- Não.
- Por que não?
- Pareceu estranho. Foi...insatisfatório.
E foi. Apesar de gozar, tinha sido o orgasmo menos satisfatório em sua vida. Vazio. Depois disso, Louis se sentiu desconfortável e sujo, e ele não conseguia encontrar os olhos de Eleanor. Ela não tinha dito nada, mas tinha desconfiança e desconforto em seu rosto desde então.
- Você já pensou em visitá-lo na prisão?
Louis agarrou o braço da cadeira.
- Pra quê?
- Para ter alguma conclusão, talvez. Como vocês se separaram?
Louis mordeu o lábio.
- Nada bem. Ele... Ele me ignorou nos últimos dias antes de minha libertação.
E isso o desequilibrou. Negativamente. Mais do que Louis demonstra. Ele dissera a si mesmo que estava contente, mas era estranho não ter as mãos de Harry o tocando por todo lugar. Harry não tinha o tocado por dois dias, mas quando Louis estava prestes a sair, Harry o agarrou e colidiu a boca deles juntas, o beijo punitivo, raivoso e cruel. Louis apenas entreabriu os lábios, segurando nele e agarrando. Harry foi quem o empurrou com um rude, “Cai fora, Olhos Azuis”.
A memória o deixou mais do que um pouco desconfortável. Ela fez seu estômago doer.
- Você se sentiu feliz quando vocês se separaram? - Dr. Payne perguntou.
Louis olhou para baixo.
- Claro.
- Louis. - Dr. Payne o repreendeu.
- O que você quer que eu diga? - ele retrucou, olhando para cima. - Que eu queria ficar e passar toda a minha vida tendo a minha bunda fodida por meu companheiro de cela?
- Se é essa a verdade, sim. - o terapeuta respondeu calmamente, nem um pouco surpreso.
Louis riu, o som nítido e sem humor.
Ele riu e não conseguia parar.
- Eu não sei. - ele disse quando a risada morreu na garganta. - A prisão fodeu com a minha cabeça em mais de um jeito. Você não tem ideia de como que era. Ele—ele era a única coisa que me manteve com os pés no chão. A única coisa real. Mas eu odiava isso. Odiava como ele me fez a sua coisa. Eu não queria isso. Eu era um cara normal. Eu era normal. Eu não era o tipo de cara que não conseguia dormir sem ser usado por outro cara. - Louis sentiu as bochechas esquentarem assim que disse isso.
Mas o Dr. Payne nem sequer piscou.
- Eu entendo. - ele disse, escrevendo algo em seu caderno. - Ele... Usava outros detentos?
Louis comprimiu os lábios.
- Não.
- Como você pode ter tanta certeza?
Louis deu um sorriso torto. Porque ele passou a maior parte do tempo dentro de mim.
- Você não sabe como é a vida na prisão. Todo mundo sabe de tudo. Eu fui o único que ele tocou.
Dr. Payne inclinou a cabeça e estudou-o.
- Se você o encontrasse novamente, o que você faria?
Louis olhou para ele.
- Eu...eu não sei. Acho que eu vou só ignorá-lo. Sou normal agora. Estou de volta à minha vida normal. Vou apenas ignorar o babaca. Não que isso importe... Eu duvido que irei vê-lo novamente.
Ele não poderia estar mais errado.
***
Louis foi para casa mais tarde do que o habitual naquela noite. Já estava ficando escuro, e ele acelerou os passos. O bairro não era a parte mais segura da cidade, mesmo em plena luz do dia, e depois de um ano de prisão, ele ainda se sentia um pouco desconfortável no escuro.
Louis escolheu ir pelo parque—era o caminho mais curto para casa—mas logo se arrependeu. O parque estava escuro e silencioso, com vários postes de luz vagamente iluminando o caminho. Não havia ninguém por perto.
Exceto por ele se sentir vigiado.
Isso fez a pele dele arrepiar.
Louis começou a andar mais rápido.
O coração acelerou quando ouviu passos atrás de si. Ele não podia andar mais rápido sem começar a correr, então ele manteve vigília, dizendo a si mesmo para não ser ridículo. Um ano na prisão não tinha o transformado em um covarde, caramba. Ele poderia cuidar de si mesmo.
- Correndo para casa de volta pra sua namoradinha?
Louis deu uma parada abrupta. Sua pressão arterial subiu, o pulso disparou e o coração começou a bater forte. Ele ficou de pé, imóvel, enquanto os passos se aproximaram dele.
E então, ele se virou lentamente.
Ele era tão alto e largo nos ombros como Louis lembrava. O cabelo castanho estava um pouco mais longo. Ele estava com a barba por fazer. Foi surreal vê-lo novamente.
Harry parou alguns passos de distância. Louis não conseguia interpretar bem a expressão dele enquanto os olhos verdes de Harry percorreram por todo seu corpo.
Louis cruzou os braços sobre o peito.
- Como…como você escapou da prisão? Como você me achou?
- Eu não escapei. - Harry disse, a expressão impossível de ler. - E o que faz você pensar que eu estava procurando por você?
Louis bufou.
- Sim, e nosso encontro é apenas uma coincidência. Certo.
Harry levantou a mão e pegou o queixo de Louis, o agarrando com força. Um arrepio subiu pela espinha de Louis. Harry levantou as sobrancelhas com um sorriso zombeteiro.
- Você era apenas um dos vários brinquedos que tive ao longo dos seis anos em que estive na prisão. Você não é nada especial, Olhos Azuis.
Louis abriu a boca e fechou antes de franzir o cenho.
- Ótimo. Por que você acha que eu me importo? Não estamos mais na prisão. Acabou. Eu sou hétero.
- Eu sou hétero, também. - Harry disse.
- Ótimo.
- Ótimo.
Harry entrou em seu espaço pessoal.
Louis molhou os lábios, o coração começando a bater forte.
- Harry?
O verde dos olhos de Harry pareciam infinitamente escuros enquanto o encarava.
Louis sentiu o calor se espalhar pelo corpo e uma cocegas estranha preencher o estômago.
Segundos passavam em silêncio enquanto o ar entre eles se tornou espesso e pesado com a tensão.
Harry tinha que ficar tão perto?
Se afaste, droga, ele disse a si mesmo com raiva. Ele não era mais a coisa do Harry. Ele era normal.
Mas parecia que a última metade do ano nunca tinha acontecido. Seu corpo se recusou a se mover. Ele estava tremendo.
O olhar de Harry estava fixo no pulso acelerado na base da garganta de Louis.
De repente, ele moveu o rosto para baixo e pressionou o nariz contra o pescoço de Louis. Deus. Louis respirou fundo, o que não adiantou de nada para acalmar o tremendo desejo torturando seu corpo.
Eles não podem. Ele não vai fazer isso. Tinha acabado. Ele não deveria deixar isso acontecer.
Mas Harry estava se esfregando em seu pescoço, o hálito quente fazendo sua pele formigar, e Louis não podia se afastar, ele não tinha forças. Os braços subiram ao redor de Harry e frouxamente envolveram sua cintura.
Por um momento, Harry ficou completamente imóvel antes de puxá-lo contra si, o apertando com tanta força que Louis mal podia respirar. Louis fechou os olhos e quase choramingou com a sensação do corpo quente de Harry, firme contra o seu e o cheiro familiar em suas narinas. Harry tinha o nariz atrás da orelha de Louis, a respiração curta, e Deus. Deus. Parecia que ele estava drogado do Harry, o corpo formigava, a cabeça um pouco tonta, e Louis apertou os braços, incapaz de ter o suficiente. As costelas doíam e mal podia respirar, mas ele não se importava.
- Baby. - Harry começou a distribuir beijos quentes por seu pescoço, ao longo da mandíbula, na direção da boca.
Os lábios estavam formigando em necessidade, Louis virou a cabeça e uniu a boca deles. Harry respirou fundo e, envolvendo o rosto de Louis com as duas mãos, lambeu o lábio inferior de Louis antes de empurrar a língua para dentro e o beijar profundamente. Louis fez um pequeno som—um ofego necessitado suficiente para ser vergonhoso se vergonha não parecesse tão distante, em algum lugar do outro lado da vibração de seu sangue e a firmeza do corpo de Harry contra o dele. Ele precisava dele. Precisava senti-lo. Ansiava por isso. Agora.
Como num sonho, ele se sentiu cair de joelhos ali mesmo, no meio do parque público vazio, e se esfregou na ereção de Harry através do jeans com avidez.
Ele olhou para cima. A mão de Harry enterrada em seu cabelo empurrou o rosto de Louis contra o volume sob o jeans.
- Vá em frente. - ele disse, a voz rouca e olhos escuros fixos nele.
Louis engoliu em seco, agarrou a barra do jeans de Harry e desabotoou. Os dedos tremiam.
Depois que Louis se atrapalhou por alguns segundos com o zíper, Harry grunhiu e fez isso ele mesmo, abaixando a cueca e calça até a metade das coxas.
Louis encarou as coxas fortes de Harry e o grosso e longo pau dele, a cabeça grande e vermelha começando a espreitar do prepúcio, e sentiu a boca encher de água. Ele se inclinou, roçando no vinco da virilha de Harry e inspirando. O cheiro de Harry era tão espesso aqui, tão bom, e Louis gemeu um pouco, apertando e acariciando as coxas de Harry com os dedos.
Ele afastou mais as coxas de Harry, necessitado e faminto enquanto ele perseguiu esses aromas ao longo das bolas de Harry, as lambendo. Cristo, ele sentiu falta disso.
- Louis—porra.
A mente de Louis estava tão nublada com desejo que a voz de Harry parecia muito distante, não parecia real. Harry teve que colocar os dedos em seu cabelo, afastando a cabeça dele para trás, para Louis voltar a si. Louis piscou e choramingou, precisando—necessitando...
Harry olhou para ele. Louis olhou de volta avidamente antes de Harry xingar sob a respiração, pegar no pau e o empurrar na boca de Louis.
Deus. Louis amava o jeito que o pau enchia sua boca, adorava a maneira como os dedos de Harry envolviam seu crânio, firme e forte. Ele fechou os olhos e lambeu a cabeça melada, outra explosão de sabores e sensações familiares. Fazia tanto tempo. Ele lambeu e chupou, saboreando o gosto do pré-gozo de Harry enquanto seu mundo se reduzia ao pau em sua boca. Harry grunhiu, flexionando os dedos no cabelo de Louis. Louis chupou o pau com mais força, o engolindo mais fundo, fodendo a boca mais e mais fundo, o próprio membro duro, dolorido e pulsante. Não foi o suficiente. Ele queria mais. Ele queria algo diferente.
Louis deslizou as mãos para trás, sob a curva firme da bunda de Harry, sentindo a tensão no corpo dele. Ele o puxou e Harry quase se desequilibrou, o pau estocando fundo; Louis não conseguia respirar por um momento, mas o som que Harry fez, dolorido e completamente desesperado e só alto o bastante fez valer a pena cada pontada em sua mandíbula, valeu o atordoamento de respirar apenas através do nariz, rápido e irregular.
Mas um momento depois—breve demais—Harry se recuperou, empurrando o peso para trás, tirando o pau.
Não.
Louis abriu mais a boca e olhou para cima para encontrar os olhos embaçados de Harry.
Me fode. Me fode.
Harry deu uma respiração cortante.
- Eu não consigo me controlar - Harry disse entredentes. - Agora não. Eu vou te machucar, caramba.
Então me machuque.
Olhando-o nos olhos, Louis puxou os quadris de Harry novamente, fazendo Harry se empurrar entre os lábios dele, o forçando a fazer isso novamente, mais forte, mais intenso, até que Harry finalmente cedeu e se deixou ir—até que segurasse a cabeça de Louis no lugar e fodesse sua boca, forte e cruel. Louis gemeu ao redor do pau, gostando da forma como era alargado por ele, a forma como o deixava, perto de se engasgar e incapaz de respirar, um tremor atravessando seu corpo e fazendo o pau pulsar dolorosamente em suas calças. Ele estava precisando disso, ser usado como uma coisa, como um buraco. Como a coisa dele.
Agora as estocadas de Harry eram muito mais erráticas, mas isso só fez ser muito melhor—o conhecimento de que ele estava vulnerável, completamente indefeso, e completamente à mercê de Harry, enquanto o pau de Harry se empurrou contra o fundo de sua garganta. Harry poderia sufocá-lo—poderia fazer qualquer coisa com ele. Ele não faria, mas ele podia, e isso fez Louis estremecer.
Louis podia sentir que Harry estava perto, podia sentir isso no ritmo frenético e irregular dele. Ele estava pronto para isso quando Harry começou a foder sua boca com mais força, as estocadas se tornando descontroladas, a garganta de Louis se alargando para acomodar o pau sendo empurrado para dentro e fora dela. Harry agarrou o cabelo de Louis mais forte e socou o pau em sua garganta, se empurrando dentro do canal apertado; ele gemeu, soando quase em dor, e investiu os quadris, gozando na parte de trás da boca de Louis. Louis engoliu a porra avidamente, faminto, esfomeado por ele. Deus.
Com um suspiro suave, Louis deixou o pau amolecido escorregar para fora lentamente.
Uma mão afagou sua bochecha, e Louis se esfregou contra ela como um gato, a pele firme e sensível demais.
- Bom garoto. - Harry sussurrou com a voz grave.
Os olhos de Louis se abriram quando a realidade desabou sobre ele. Ele tinha acabado de chupar seu ex-companheiro de cela no meio de um parque público, como alguma—alguma cadelinha esfomeada por pau. Se alguém tivesse visto, se alguém soubesse—se Eleanor soubesse—
Uma culpa nauseante revirou seu estômago, e Louis levantou cambaleante, corado e ainda dolorosamente duro.
- Isso—isso nunca aconteceu. - ele disse roucamente. - Isso foi um erro. Me deixa em paz. Eu sou hétero.
Harry fechou o zíper e puxou Louis para ele.
- Você pode falar para si mesmo o que quiser - ele disse em uma voz baixa, segurando o queixo de Louis firmemente. - Mas você é meu. Você sempre será meu. É por isso que você chupou meu pau. Porque ele pertence à sua boca. - a outra mão apertava a bunda de Louis, confiante e possessiva.
A voz cai um oitavo.
- Ele pertence dentro de você.
Louis não conseguiu deter um gemido quando Harry deslizou um dedo sob o cós de sua calça jeans pra acariciar entre suas nádegas.
- Vai tomar no cu. - ele disse fracamente, mas o corpo estava se empurrando de volta contra o dedo e os joelhos estavam fracos.
Ele queria. Queria ele—
Não. Eleanor.
Respirando com dificuldade, Louis cambaleou para trás.
- Me deixe em paz. Eu tenho uma namorada. Eu—eu amo ela.
Os lábios de Harry entortaram.
- Continue falando isso para si mesmo quando se masturbar pensando em mim te fodendo.
Ele se virou e foi embora.
Louis se encostou contra a árvore mais próxima e fechou os olhos, ainda tremendo de necessidade, ódio e culpa.
Ele não sabia quem odiava mais no momento: Harry ou a si mesmo.
***
Louis disse a si mesmo que não iria fazer isso. Ele não iria se masturbar e pensar em Harry fodendo ele. Ele não faria isso. Ele não era a coisa de Harry, não mais. Ele era normal. Um cara normal.
Mas, mais tarde naquela noite, enquanto ele deitava em sua cama, Louis viu os dedos deslizarem para baixo, acariciando a entrada. Ele massageou e empurrou um dedo para dentro, a sensação indo direto para o pau. Em pouco tempo, ele estava se fodendo com o dedo, pequenos gemidos quebrados deixavam os lábios enquanto imaginava o pesado corpo de Harry em cima dele, enquanto Harry o fodia forte, mais forte, tão bom.
Ele gozou vergonhosamente rápido sem sequer tocar no pau, se contraindo ao redor dos dedos, e ainda desejando tanto, apesar de já ter vindo. Ainda esfomeado.
- Eu te odeio. - ele sussurrou na escuridão.
Eu preciso de você.
***
Uma vez alguém disse que a maioria das pessoas prefere negar uma verdade dura do que enfrentá-la.
Louis não estava em negação. Pelo menos ele não achava que estava. Ele era honesto o bastante consigo mesmo para admitir que não poderia ser completamente hétero depois de um ano sendo fodido na bunda e... Não odiando isso. Ele certamente não poderia ser completamente hétero depois do que aconteceu no parque ontem.
O problema é que Louis não se identificava como gay, também. Os homens não causavam nada nele. Louis chegou a dar uma olhada nos caras no trabalho, mas ele não sentia nem mesmo uma faísca de atração por qualquer um deles, por mais bonitos que fossem.
Inferno, ele tinha até comprado alguns pornôs gays.
E pornô gay era nojento. E chato. Pelo menos essa foi a conclusão que Louis chegou depois de uma hora os assistindo.
Entediado, ele se inclinou contra o travesseiro e assistiu o filme desinteressadamente. Na tela, dois homens estavam fodendo. Isso não o excita nem um pouco. Não havia nada de excitante em observar um pau entrando e saindo da bunda peluda de alguém.
Definitivamente ele não era gay, então. Ainda hétero.
Mas, em vez de fazê-lo se sentir aliviado, o pensamento apenas o deixava inquieto e confuso. Ele não entendia.
Suspirando, Louis desligou a TV.
Fechando os olhos, ele pensou em Eleanor. Seus lábios macios. Sua pele sedosa. Seus seios fartos. A maneira como ela ficava embaixo dele. Sua molhada e apertada buceta.
O pau continuou flácido.
Um corpo sólido e pesado o prensando, mãos fortes abrindo suas coxas, lábios firmes o beijando, o ferindo—
Louis abriu os olhos, olhou para o volume na bermuda e xingou por entre os dentes. Puta que pariu.
***
- Tudo bem, o que está acontecendo?
A voz da namorada estava muito equilibrada. Controlada. Seu lindo rosto estava inescrutável enquanto ela o encarava da porta.
Relutantemente, Louis se afastou, deixando Eleanor entrar no apartamento.
- Eu não sei o que você quer dizer. - ele disse, sem jeito, incapaz de encontrar seus olhos.
O estômago revirou. Ele nunca pensou que seria esse tipo de cara.
Eleanor riu. Era um som vazio e ofendido.
- Eu não sou estúpida. Você tem me evitado desde a semana passada. Desde—Desde aquele sexo.
Ele fez uma careta. Já tinha esquecido completamente a tentativa mal sucedida de corrigir a vida sexual.
- Não é isso.
- Então o que é? - ela retrucou.
Suspirando, Louis se virou, caminhou até o sofá e se jogou nele. Se esticando de costas, ele fechou os olhos e passou a mão no rosto.
- Não se atreva a me ignorar!
- Eu não estou te ignorando. - Louis murmurou. - Só estou tentando criar coragem e te dizer a verdade.
Uma pausa.
- A verdade?
- Sim. Eu não te disse uma coisa. - Louis mordeu o interior da bochecha tão forte que o gosto de sangue veio em sua boca. - Você provavelmente já ouviu os rumores—sobre coisas que acontecem na prisão. - ela respirou bruscamente, mas ele continuou antes que pudesse perder a coragem. - Quando eu estava na prisão, eu fiz sexo com um homem. Eu era a—a vadia dele. Ele me fodia quando queria. Ele me mandava fazer coisas. Ele me usou. Ele basicamente me possuía. E todo mundo sabia.
Os minutos se prolongaram, o silêncio pesava entre eles de uma maneira que nunca aconteceu antes.
Finalmente, Eleanor falou, mas a reação dela era diferente do que ele esperava.
- Você deveria ter me dito. - ela disse roucamente. - Eu suspeitei que algo assim tinha acontecido. Você deveria ter me dito. Não foi culpa sua. Você não tem nada do que se envergonhar—
- Eu gostava.
O rosto estava quente. Ele não olhou pra ela. Não podia.
- O quê? - ela sussurrou.
Se preparando, Louis finalmente olhou para ela.
- Eu gostava. - ele repetiu, segurando seu olhar.
Estranho, mas agora que ele tinha admitido isso, era mais fácil.
- Isso me constrangia, me deixava com raiva, foi humilhante como o inferno, mas no fundo, eu gostava. Eu gostava de ser a coisa dele.
Eleanor abriu a boca e fechou.
- Eu gostava de ser fodido. - ele se ouviu dizer.
Ele sentia como se alguém tivesse tomado o controle de sua boca. Ou talvez tenha sido ele. Talvez ele queria chocá-la, enoja-la, para que ela o atacasse. Ele merecia.
Ela olhou para ele.
- Por que você—por que você está me contando isso? Você está dizendo que é gay agora?
Louis riu severamente, se sentou e passou a mão nos olhos.
- Não. Não acho que seja. Os outros homens não me afetam. Eu até assisti pornô gay. Talvez fosse apenas pornografia ruim, mas não me deixou nem um pouco excitado. Então, ainda sou hétero. Mas...
- Mas?
Ele desviou o olhar. Ainda havia algumas coisas que eram difíceis de admitir a uma namorada. Mas depois do que aconteceu no parque, o problema era impossível de ignorar. Os lábios de Louis entortaram.
- Mas eu sei que eu vou acabar debaixo dele, se ele chegar perto de mim novamente.
Silêncio.
O tique-taque constante do relógio na parede era o único som no cômodo.
- Você está—Você estava apaixonado?
Louis piscou. A questão honestamente o assustou. Apaixonado? Harry?
- Claro que não. - ele bufou.
Então, por alguma razão, ele se lembrou de algo que Harry tinha dito no parque. Baby. O estômago de Louis deu uma cambalhota.
- Claro que não. - ele repetiu, com menos certeza.
- Ele ainda está na prisão? - Eleanor indagou.
- Não. - Louis hesitou, escolhendo as palavras com cuidado.
O estômago revirou em um nó apertado que subiu até a garganta e se estabeleceu lá.
- Eu encontrei com ele uns dias atrás.
- E?
Louis encontrou seus olhos e corou.
A respiração da garota engatou.
- Ai meu Deus.
- Sinto muito. - ele disse, com a voz entrecortada. - Eu nunca quis que isso acontecesse. É só que—quando eu o vi—quando eu o vi, eu não pude evitar. Eu—eu—
- Cala a boca. Só cala a boca. - Eleanor o fuzilou. - Eu esperei um ano por você—
- Eu não pedi que esperasse!
- Eu esperei um ano por você - ela disse novamente, a voz tremendo um pouco. - Mas você—você—se você espera que eu te perdoe, é melhor pensar duas vezes, porra!
- Eu não espero que me perdoe. - Louis disse firmemente. - Eu não tenho esse direito.
- Isso mesmo, você não tem. - os ombros de Eleanor caíram.
Ela balançou a cabeça.
- Isso é—é isso. Cansei. Terminamos. - ela se dirigiu para a porta.
- Sinto muito. - Louis disse quietamente quando ela colocou a mão na maçaneta da porta.
- Você deveria sentir. - ela disse e saiu.
***
- Eleanor me deixou.
O olhar de seu terapeuta era afiado e penetrante.
Dr. Payne disse:
- Ela deixou? Por quê?
- Eu disse a ela sobre Harry. - Louis olhou para as mãos. - Sobre o que aconteceu na prisão.
- Entendo. Suponho que ela não reagiu bem.
Louis balançou a cabeça, os lábios entortando.
- Ela reagiu muito bem, na verdade. Até eu dizer pra ela que esbarrei com ele uns dias atrás e—e não consegui me conter.
Silêncio.
- Você se sente culpado? - Dr. Payne disse, por fim.
Franzindo o cenho, Louis olhou para cima.
- O que você acha? É claro que me sinto culpado.
Ele sustentou seu olhar.
- Você se sente culpado por magoá-la? Ou você se sente culpado por ainda querer ele, apesar de sentir que não deveria?
Louis umedeceu os lábios com a língua.
- Eu...eu não sei. Provavelmente as duas coisas.
Payne inclinou a cabeça, o olhando contemplativamente.
- Por que você sente que não deveria o querer?
- Porque—porque ele é um homem. - Louis balançou a cabeça. - Não, não é isso. Ele me bagunçou. Bagunçou com tudo. Quer dizer, eu era normal antes. Eu sabia o que queria da vida. Eu tinha uma namorada que eu amava, planejava me casar com ela em algum momento, ter filhos—coisas normais, sabe. Mas ele fodeu comigo e agora eu quero todas as coisas erradas. Coisas que eu não deveria querer.
O olhar que o Dr. Payne deu a ele só poderia ser descrito como paciente.
- Louis - ele disse suavemente. - Não existe algo normal. Não existe uma definição de normal. Normal é subjetivo. Você não pode—e não deveria—se forçar a querer algo “normal” e parar de querer o que você realmente quer. É uma maneira eficaz de tornar sua vida miserável.
Louis balançou a cabeça.
- Você não entende. Não é como se eu fosse homofóbico ou algo assim. Não é o que mais me incomoda.
- Então o quê?
Louis olhou pela janela, estava ficando escuro. Ele olhou para a lua e disse:
- Quando eu o vi, foi como se—como se eu não conseguisse pensar direito. Foi assustador. Não foi saudável. Eu só queria—precisava disso. Queria que ele me usasse e que—e que... Eu não conseguia pensar.
Só queria rastejar debaixo da pele dele e deixá-lo o consumir.
- Eu não quero isso - ele sussurrou, cerrando os punhos. - Eu não quero.
***
Não havia nenhuma razão lógica para ele passar pelo parque novamente. Sim, era o caminho mais curto para casa, mas ele raramente o usava. Havia outros atalhos. Mais seguros.
No entanto, na noite seguinte depois da visita ao terapeuta, Louis se viu indo para casa pelo parque. Ele não estava esperando esbarrar no Harry novamente. Não estava. É só que... Não havia nenhuma razão para ele não usar esse atalho. Se ele encontrou com Harry aqui uma vez, não significa que iria encontrá-lo novamente. Talvez tivesse sido realmente um encontro casual e Harry não tivesse perseguido ele. Talvez ele nunca mais veria Harry de novo.
O parque estava vazio e estranhamente quieto. O som de seus passos parecia anormalmente alto. Louis enfiou as mãos nos bolsos e apressou o passo, olhando ao redor.
- Procurando por alguém? - uma mão pesada pousou em seu ombro e empurrou-o contra a árvore mais próxima.
Louis fuzilou Harry. A luz do poste era fraca e ele mal conseguia ver a expressão de Harry.
- Por você, não.
O canto da boca de Harry se levantou.
- Poderia ter me enganado.
O aperto em seu ombro era doloroso. Louis puxou uma respiração por entre os dentes cerrados.
- Você está me perseguindo?
Rindo, Harry colocou o outro braço por cima da cabeça de Louis e se inclinou.
- Boas novas - murmurou, o hálito quente quase tocando os lábios de Louis. - O mundo não gira em torno de você, Olhos Azuis.
- Ah, é? - Louis indaga, agarrando um punhado do cabelo de Harry. - É uma coincidência, então? Só aconteceu de você querer dar um passeio aqui?
- Sarcasmo não combina com você. - Harry disse, a mão mudando do ombro de Louis para a garganta, a apertando levemente.
Louis estremeceu. Harry sorriu.
- Se você quer saber, eu na verdade trabalho não muito longe daqui.
Louis piscou. A ideia de Harry fazendo algo tão normal como trabalhar era estranho. Inferno, o fato de que Harry não é mais um preso é estranho. Louis ainda não conseguia envolver a mente em torno disso. E definitivamente não ajudava o fato de que Harry estava tão perto—é distrativo. Mais distrativo do que deveria ser.
Louis virou a cabeça, de modo que a respiração de Harry tocava apenas a sua bochecha e disse firmemente:
- Isso não explica por que você está em cima de mim. O que aconteceu alguns dias atrás foi um erro. Eu não sou—não sou assim.
Harry roçou os dentes ao longo da mandíbula de Louis. Louis apertou os olhos fechados.
- Tenho certeza que você não é. - Harry murmurou, arrastando os lábios entreabertos pela bochecha e para a orelha.
Louis segurou o cabelo de Harry mais apertado em seu punho.
- Não sou.
- Você não é. - Harry disse em seu ouvido antes de morder o lóbulo e o sugar na boca.
Um pequeno barulho deixou os lábios de Louis. Ele estava estremecendo.
- Não. - ele conseguiu dizer, tentando abrir os olhos, tentando empurrar Harry.
O corpo não obedeceu.
A mão de Harry deslizou no braço exposto de Louis, enviando arrepios por toda a sua pele. O nariz pressionado contra a lateral do rosto de Louis. Aninhado ali.
- Você tem um cheiro bom, Olhos Azuis.
Você também. Ele quase disse isso porque o sutil aroma masculino de Harry o estava deixando louco. Ele queria—ele precisava—
Louis virou a cabeça, buscando cegamente os lábios de Harry. Ele queria ser beijado. Queria a língua de Harry em sua boca. Dentro dele.
Mas Harry se afastou e se endireitou.
Ofegante, Louis abriu os olhos e piscou, tentando destacar o rosto sombreado com a luz fraca do poste.
Harry não estava olhando para ele. Ele estava olhando para o lado, a mandíbula rígida. A tensão estava vindo dele em ondas quase visíveis. Tensão e raiva.
Percebendo que a mão ainda estava emaranhada no cabelo cacheado de Harry, Louis a retirou.
Harry vacilou e olhou de volta para ele, olhos verdes o penetrando e o fazendo se sentir quente por toda parte.
Eles se encararam, as respirações entrecortadas e desiguais.
Harry pegou o queixo de Louis entre os dedos. Louis odiava como o simples toque o fazia tremer novamente.
A mandíbula de Harry enrijeceu. Sim, ele parecia zangado. Com o Louis? Com si mesmo?
- Eu vou te foder. - Harry disse em um tom de conversação contrário a expressão tensa no rosto. - Eu vou te foder e tirar isso do meu sistema.
Louis engoliu em seco. Essa era uma ideia terrível. Mas, por outro lado, tirar isso do sistema soou como uma ideia muito boa.
Louis deu um passo para trás, olhou para Harry, e então foi para o apartamento. Ele ouviu passos vindo atrás, sentiu o olhar pesado de Harry em sua pele—a pele que de repente parecia tensa e sensível demais.
O caminho até sua casa parecia interminável e ao mesmo tempo terminou cedo demais. Louis estava dolorosamente consciente do homem que andava atrás dele, de todo som que ele faz, cada respiração que toma. A pele de Louis estava quente, a boca seca, e o pau latejava. Ele nunca quis ninguém a ponto de ser incapaz de ligar dois pensamentos juntos—além de só chegar em casa e ficar embaixo do Harry.
Finalmente, eles estavam lá.
Os dedos de Louis tremeram quando puxou a chave para destrancar a porta. Ele podia sentir agudamente o corpo de Harry atrás dele. Louis não se virou; ele não confiava em si mesmo. Ele abriu a porta, entrou e foi direto para o quarto. Ligando a lâmpada de cabeceira, Louis finalmente se virou.
- Tire a roupa e deite na cama. - Harry ordenou roucamente, desabotoando a camisa.
A boca de Louis salivou enquanto o observava. Ele queria pressionar o rosto em toda essas tatuagens escuras e traçar um caminho de beijos até embaixo.
- Tire sua roupa. - Harry repetiu, os olhos brilhando sombriamente.
Certo.
Louis descartou a camiseta, depois desabotoou o zíper, se sentando na cama para retirar os sapatos um por um antes de tirar a calça e boxer e se mover para trás para deitar no centro do colchão.
A cama rangia quando Louis virava o corpo, abrindo as pernas levemente. Ele não podia negar que gostava de como isso fez Harry o encarar, a respiração irregular.
Isso o deixava eufórico. Vulnerável e poderoso tudo de uma vez.
Harry pegou um tubo de lubrificante do bolso e o jogou sobre a cama.
Louis lambeu os lábios secos.
- Você quer que eu—?
- Não. Eu farei isso. - a voz de Harry é entrecortada enquanto os olhos percorrem Louis por inteiro.
Harry se despiu rapidamente e logo ficou magnificamente nu diante dele, o corpo tonificado e poderoso sendo a definição de masculinidade com o seu pau grosso e duro se destacando. Louis lambeu os lábios novamente, encarando o membro de Harry, o seu próprio começando a pulsar.
Harry se aproximou e pegou o lubrificante.
- Se vire. Coloque um travesseiro sob os quadris. - a voz de Harry estava tensa, mas controlada.
Louis estava ofegante ao obedecer. Ele sabia que Harry estava olhando para ele, olhando para sua bunda. Isso o fez corar—e se excitar ainda mais. Harry amava a sua bunda; Louis sabia disso.
Louis respirou tremido enquanto o dedo melado de Harry o tocou entre as nádegas, espalhando o lubrificante em torno da entrada antes que de repente empurrasse para dentro.
Ele gritou.
- Você está louco?
- Você pode aguentar, nós dois sabemos disso. Eu esperei tempo suficiente. - Harry se inclinou e beijou as covinhas acima da bunda, a boca quente a centímetros do dedo o bombeando. Louis sentiu a entrada ficando escorregadia, relaxando e contraindo em torno do dedo de Harry. Ele gemeu um pouco quando Harry empurrou outro dedo nele e arqueou os quadris para trás contra a mão, ofegante.
- Vamos... Já chega. Preciso disso.
- O que você precisa?
- Hã?
- Me diga o que você precisa.
Louis engoliu em seco, quase incapaz de pensar direito, e disse, a voz rouca e ofegante:
- Seu pau.
- O que tem meu pau?
- Não seja um babaca.
- Diga. - os dedos de Harry empurraram contra sua próstata, enviando prazer das pontas dos dedos dos pés de Louis, direto para o pau vazando.
Louis engasgou e ofegou no cobertor, desesperado por mais.
- Quero ele em mim. - Louis abriu os olhos, virando a cabeça para olhar os escurecidos, quase selvagens olhos verdes de Harry. - Me fode. - sussurrou. - Quero que você me foda.
Eu senti falta dele. Senti falta disso.
Harry o encarou como um homem faminto em um banquete.
- Olhe para você, Olhos Azuis. Eu já vi cadelas no cio com mais dignidade.
Isso deveria tê-lo humilhado. Ser chamado dessa palavra de novo. Cadela. Mas agora, ele se sentia exatamente como uma cadela. Ele queria ser fodido. Ele precisava ser fodido. Queria ter Harry dentro dele. Precisava dele.
Harry retirou os dedos e se moveu para abrir as pernas de Louis, esfregando o lubrificante restante dos dedos em seu pau.
Louis mordeu o lábio quando Harry agarrou seu quadril com uma mão e pressionou a cabeça do pau contra a entrada dele com a outra. Ele se empurrou para dentro, o pau grosso o forçando a aceitá-lo, a recebê-lo, até que estivesse no talo, as bolas contra as nádegas de Louis.
Harry não era gentil. Não era gentil mesmo, mas ele não precisava ser. Doía, mas Louis não se importava. As mãos de Harry se moveram ao longo das costas de Louis para pressioná-lo com força no colchão, e Louis choramingou. Foi precisamente o que ele tinha sonhado em todas essas noites—ficar impotente, preso ao colchão sob o peso de Harry enquanto Harry o usava para seu prazer.
Harry se retirou e, em seguida, enfiou nele com um grunhido animalesco.
- Porra—
Uma das mãos de Harry se moveu para agarrar a nuca de Louis quando começou a fode-lo com penhor. Deus. Seu pau é uma perfeição nele. Tão bom.
Louis soltou um longo gemido quando Harry mudou a posição dos quadris e estocou mais forte dentro dele, roçando aquele lugar dentro dele, que fez Louis estremecer e choramingar.
- Você sentiu falta disso. - Harry disse, se empurrando fundo dentro dele; Louis deu um choro balbuciante enquanto os dedos do cacheado apertaram em torno de seu pescoço. - Você sentiu falta disso, Garoto Hétero.
Louis não negou isso. Ele não podia. Ele já estava perto. Suas bolas apertaram e ele podia sentir o calor do orgasmo crescendo dentro dele enquanto Harry esmurrava nele mais e mais, mantendo-o no limite. O corpo de Louis ressoava com a alegria de estar sendo esmagado e vulnerável desse jeito, um orgasmo terrivelmente forte começou a subir e subir
- Sim, é isso. - Harry grunhiu em seu ouvido. - Você vai gozar, só por estar sendo fodido, Olhos Azuis. - Harry estocou o pau contra sua próstata, de novo e de novo.- Minha vadia—minha, porra... - e então, mais suave. - Meu—
O corpo de Louis explodiu; ele soluçou e gritou, o corpo se curvando sob Harry enquanto gozava no travesseiro, apertando com tanta força no pau de Harry que Harry grunhiu de dor. Harry começou a correr as mãos pela figura trêmula de Louis, prolongando seu prazer enquanto os quadris contra os seus faziam círculos lentos.
- Você realmente é uma puta por isso. - ele murmurou, uma pitada de diversão na voz.
Louis apenas murmurou alguma coisa ininteligível, ofegante por ar, o corpo ainda tremendo com os espasmos.
Harry saiu dele apenas tempo suficiente para guiar seu corpo mole de costas, antes de se empurrar para dentro dele mais uma vez.
- Vai se foder - Louis disse tardiamente, ainda tendo problemas para pensar com clareza. - Não sou.
- Se você diz. - os olhos de Harry eram feroz. - Agora cale a boca e abra as pernas. Ainda não terminei.
Louis fez o que ele disse, observando o rosto de Harry quando o mesmo se moveu em cima dele, se empurrando para dentro dele. As bochechas de Harry estavam vermelhas, trazendo um calor ao seu rosto esculpido, o cabelo cacheado caindo sobre a testa enquanto ele enrijece a mandíbula. Os olhos de Harry se fecharam enquanto as estocadas pegaram velocidade e força, passando de movimentos controlados para investidas selvagens. O rosto estava tenso com o prazer, e gemidos ásperos escapavam de sua garganta.
Louis o observava, petrificado, e não conseguia desviar o olhar. Em seguida, ele levantou os dedos instáveis para tocar o rosto de Harry.
Os olhos de Harry se abriram ao seu toque e ele olhou para Louis com uma intensidade assustadora antes que ele jogasse a cabeça para trás e gozasse com um gemido gutural, se afundando na bunda de Louis.
Louis suspirou de prazer quando Harry caiu em cima dele. Ele era pesado, mas Louis não se importava. Ele não se importava nem um pouco. Ele tinha sentido falta disso. O peso do corpo dele, o cheiro, a pressão, o sentimento de segurança. O resto do mundo parecia muito distante.
Harry não parecia ter pressa de se afastar, respirando com dificuldade contra sua garganta. Louis sentiu os lábios de Harry mover contra sua clavícula, moldando palavras sem som. O cacheado beijou a pele sensível ali antes de chupar fortemente.
- Vai ficar um chupão. - Louis murmurou.
- Ótimo. - Harry deu outro chupão.
E depois outro.
Ele deveria impedi-lo. Louis sabe que deveria impedi-lo. Os rapazes no trabalho lhe dariam olhares estranhos amanhã—todos sabiam que ele e Eleanor tinham terminado.
No entanto, ele não parou Harry.
Em vez disso, Louis se encontrou enroscando os braços e pernas em torno do homem em cima dele e fechando os olhos, se sentindo ridiculamente quente por dentro. Seguro.
Louis riu com o pensamento. Deus, ele realmente estava louco da cabeça.
- Algo engraçado? - Harry questionou, ainda mordiscando sua garganta.
- Você fodeu comigo. - Louis respondeu, deslizando uma mão pelas costas largas de Harry.
Harry parou de beijar seu pescoço. Ele se apoiou em um cotovelo e olhou para ele. Havia uma expressão estranha em seus olhos.
- Então estamos quites.
Louis engoliu seco, sentindo um aperto no estômago.
- Então... Você me fodeu. E agora? Você tirou isso do seu sistema?
Os lábios de Harry se comprimem.
- Pode levar mais algumas tentativas. - ele disse depois de um momento.
Louis bufou, mas contra a sua vontade, ele se viu sorrindo.
Harry olhou para o seu rosto por tanto tempo que ele começou a se sentir desconfortável.
- O quê?
- Termine com sua namorada. - Harry disse. - Eu não vou compartilhar você. Nem mesmo com uma mulher.
Louis abriu a boca para mandar ele se foder, mas as palavras morreram em seus lábios sob a intensidade do olhar de Harry.
- Ela já terminou comigo. - disse em vez disso, se sentindo nervoso por nenhum motivo.
- Ótimo. - Harry se inclinou para beijá-lo.
Algum tempo depois, quando Harry finalmente tirou a língua da boca dele, Louis suspirou e admitiu:
- Talvez eu não seja completamente hétero afinal.
Harry riu.
- Talvez? Você acabou de ter meu pau em você. Não fica mais gay do que isso, Garoto Hétero.
Louis o bateu na cabeça, mas se viu sorrindo enquanto os virou e aninhou o rosto no peito de Harry.
Talvez ele realmente não era hétero. Mas talvez, estivesse tudo bem.
Harry passou um braço pesado em torno dele e o segurou mais apertado.
No puedo encontrar mi cariño incondicional He perdido el impulso de seguirte, siempre buscándote.
Me decepciona tu falta de respuesta, tu sombría distancia.
Lo lamento muchísimo, duele de verdad.
Ya no está en mí convencerte de que te quedes. No he sido suficiente. Me ha quedado muy claro.
Si lo que quieres es irte, adelante... Vete!
Pero no estés haciendo de tu partida un tiempo de agonía.
Para ti y para mí. No te quiero conmigo por compromiso.
Yo estoy contigo porque lo he decidido.
Pero también tengo muy en claro que no aceptaré un cuerpo vacío el poco tiempo que lo tengo.
Tu compañía con silencios que me envuelven de gris melancolía y que me devuelves con malos gestos cuando intento acercarme a ti. Por mostrar interés y hasta cuando no lo hago. De algún modo nunca hago lo que es correcto para ti. Estás hastiado de mí. Así están las cosas entonces.
No aceptaré de vuelta nada menos que TODO de ti. No solo lo malo. Quiero el resto, todo o nada.
Migajas amargas a mí, que te he adorado tanto? NO!!!
Alucino y luego salto a la realidad una y otra vez...
Y en ninguno de mis estados mentales, hago contacto ya contigo. Con quien eras tú antes. Hace mucho que te extraño.
Ahora eres alguien lejano, taciturno y cortés.
Has hecho que me pregunte si soy yo la que cambié! Supongo que sí, joder!.. Pero no me amargaré!
Tu frialdad y tus silencios me han abierto dolorosamente los ojos. Tu desamor ha logrado cruzar la neblina rosada y los densos vapores de mi candor y mi dulzura.
Te justifiqué una y cien veces... anulando mi cordura.
Te amo. Siempre lo haré. Nunca pensé que culminaríamos tan pronto. Sabía que no sería para siempre el estar juntos. El para siempre existe solo en mi mente. En mi corazón. En mi alma. No en el mundo real. Allí todo y todos se mueren. Pero no esperaba que sucediera tan pronto...
Aunque, cuánto, es pronto?
Sabía, amor mío, que tú te irías. Nada dura. Ni lo más hermoso ni lo más horrendo. En todo hay un punto final.
Dolerá tu partida. Pero tengo confianza en que será menos de lo que duele ahora. Horas y días de incertidumbres y angustia cruel que no termina...
Para llegar hasta aquí, ya me he despedido decenas de veces. Quizás cientos. Cada vez que me herías. Cada decepción. Cada vez que te cerrabas en banda. Y en cada ocasión, que intenté resolverlo, y no me escuchabas. No aceptabas nada.
Quieres irte, bombón? Nunca has dejado de ser libre.
Siempre pudiste ir y venir. No me molestaba, pero fue cuando regresabas entero, nunca a medias... Ahora solo deseo que te vayas. Llévate tu lado oscuro, que también amé, y es el único que ahora me muestras... Vete de una buena vez y ya no regreses...
A decir verdad, creo que yo también me he retirado. Ya te he dejado. Ha sido de a poco. A pasitos, casi sin quererlo.
Me han rebasado las mortificaciones. Pero a éstas alturas, ya me niego a compartirlas contigo, que eras mi confidente y mi mejor amigo. Desde hace mucho muestras CERO interés en mis cosas. Evitas mirarme a los ojos. Sí. Ciertamente, yo también te he soltado.
Supongo que tú también estás superado por lo que te traerás entre manos. Es lo que prefiero pensar.
Me duele. Hasta hace poco, habría querido abrazarte hasta que te doliera, besarte hasta robarte el aliento... Hubiera querido sacudirte con la violencia de mi desilusión.
Mi mundo está en ruinas... Por Dios!... Joder!
Que sepas, cabrón, que lloré mares.
Y cientos de veces, deseé gritarte: Te amo!... Has algo para recuperarme! Ya no puedo hacer más por nosotros.
Dame algo, una señal clara que no pueda por error malinterpretarse.
Algo que delate que me extrañas. Que aún te hago falta!
Haz o dime algo que me haga pensar que aún me quieres...
pero es igual que gritar a la negrura vacía de un abismo!
Es inútil obtener algo más de tí. En fin.
Ya esperé demasiado... Cortaré ésta agonía de tajo.
Sé lo que valgo, no te retendré de modo alguno. Mi apetito no se sacia con migajas. Ya probaré en mi futuro, si se da la ocasión, otros manjares.
Adiós, alma mía. Que seas feliz y encuentres lo que busques. Tal vez ni siquiera sea otro amor. Quizás deseas estar completamente solo. Sé libre. Sé feliz!
Solo te diré esto otra vez. Si te vas, no vuelvas más, así sea entero o en partes.
Esto que tuvimos será un último capítulo bien aprendido. Jamás reprobado.
Y por Dios, espero que nunca repetido!!!
Se terminó Noblesse..., ¿por qué todo lo que leo tiene que llegar a su final?
En fín, amé todo el Manhwa, todo el proceso, todo el desarrollo e inclusión de los personajes. Sus toques de comedia, sus batallas largas, su ritmo frenético que siempre cuando llegaba a la calma se volvía a desestabilizar todo. *
AME A FRANKY (quien lejos es mi personaje favorito por innumerables razones), sus formas, sus modos de pelea..., el que sea tan bocón durante las batalla haciendo que sus contrincantes pierdan la calma y el control. La sencillez de Raizel, su casi inquebrantable parsimonia y cada uno de los Nobles que con sus desconocimientos del mundo humano sólo derivaban en momentos de comedia que te descontracturaban de las batallas constantes.
Y Mukaza..., el lobo líder despreocupado pero fiel a su raza al que simplemente amas por su historia, su sufrimiento y por la relación de amistad que tiene con Raizel
Sin duda, uno de los finales más emocionantes, lindos, tristes y lacrimógenos que tuve el placer de leer a la fecha. Lloré..., y lloré mucho durante casi toda la lectura del capítulo final... Si no lo leyeron aún, más que recomendado.