Capitulo - 01
A Origem do Trovão
Zarin era o poderoso líder do clã Kitamura atualmente e fazia parte dos guerreiros da linhagem de Kitzu o guerreiro mais poderoso conhecido a pisar na terra. Sob um dojo com o piso de madeira estão alguns jovens sentados com suas espadas em suas pernas apenas aguardando a chegada do poderoso líder do clã que naquele dia viria falar com eles. De repente as portas se abriram e o grande líder juntamente com dois homens bem pálidos e altos de cabelos longos pretos que pareciam gêmeos e continham suas espadas dentro de suas bainhas em suas costas, um dos homens ficou ao lado direito de Zarin e outro ao lado esquerdo e ambos se sentaram, mas já Zarin permaneceu em pé e levantou suas mãos e disse:
Zarin – Meus queridos, aqui nem todos os Kitamuras tem o sangue de Kitzu correndo em suas veias o maior guerreiro que já existiu! Mas hoje vim aqui pessoalmente explicar para vocês porque é uma honra fazer parte deste clã e porque ao mesmo tempo é uma responsabilidade enorme, alguns anos atrás.O clã Kitamura passou apuros enormes, nós vivíamos sobe o domínio de Toki e Idoshia, os clãs Tokayans e os Onaya, ambos imperavam em Toki e após uma guerra interna chegaram a um acordo que prevaleceu o clã Tokayans. Em Idoshiaresidiam em os Idoshis e os Gaurion, que também por meio de uma guerra interna consagrou os Idoshis como o único clã permanente e governante em Idoshia. Mas para nos vencer eles criaram uma aliança e influenciaram outros clã em Amarot a se juntar a eles se tornaram uma grande aliança contra nós. Após um golpe de que juntou quase todos os clãs em Amarot fomos derrotados, foi uma guerra de extermínio total ou quase e nosso clã acabou tendo que fugir para diversos cantos de Amarot. Depois de alguns anos a poeira foi baixando e aos poucos conseguimos retornar para nossas terras, entretanto vivíamos constantemente sobre espionagem, mas em um dia que parecia comum e chuvoso nasceu um menino que mudaria o destino dos Kitamuras, de Nashihara e de toda Amarot. Nasceu o grande Kitzu Kitamura!!
Os meninos olham um para o outro e olham o brasão que está acima de Zarin e nele havia um homem de roupas azul bebe que parece uma espécie de Kimono e ele está sentado em um trono com seu rosto abaixado e sua espada fincada no chão que é seu rosto é coberto pelos seus cabelos enormes. Então Zarin continua.
A muitos anos atrás em um dia chuvoso um homem aguarda em frente à entrada de uma tenda o nascimento de seu filho, enquanto duas mulheres fazem o parto de repente o pai consegue ouvir o choro da criança mas ali já era um milagre, pois sua esposa estava muito doente e mesmo feliz com o nascimento de seu filho ele ainda demostrava insegurança tanto com medo do seu filho ter alguma sequela que poderia trazer alguma deficiência e também pela vida de sua esposa e então uma das mulheres sai e dá um sorriso e balança a cabeça e o homem chora e cai de joelho a outra mulher trás o menino todo enrolado e o seu pai olha para ele e diz:
Enayame - Meu filho, desde o seu nascimento, você é um guerreiro e acredite, você é um vencedor, seu nome será Kitzu Kitamura, de Nashihara.
Passando algum tempo:
Após a sua esposa dar à luz e ver o rosto de Kitzu ela sorri e com ele em seu colo ela finalmente termina sua luta e escorrendo uma lagrima em seu rosto junto ao seu sorriso ela é levada pela morte, mas consciente de que todo o seu esforço foi valido, Enayame chora de maneira escandalosa e as mulheres colocam as mãos em seu ombro e ele abraça seu filho Kitzu.
Enayame - Vou cuidar de nosso filho da melhor maneira possível, minha querida Airi...
Uma das mulheres então apaga a lamparina da tenda que eles estavam.
15 anos depois.
Um garoto em pé em uma colina encima de um pico bem alto seus cabelos são lisos e amarrados para cima (corte samurai) e mesmo jovem ele carrega uma pequena espada, já seus olhos são escuros e meio puxados, tinha lábios e corpo finos e aparentava estar concentrado no que observava, de longe era possível ver uma pequena batalha acontecendo, mas tinham dois jovens da sua idade o acompanhando.
Higan – Vamos embora Kitzu, nós nem podíamos ter chegado tão perto da batalha.
Amako – É verdade Kitzu temos que voltar logo.
Mas Kitzu fica olhando para lá friamente:
Amako – Vamos logo, nossos pais vão ficar bravos se nós demorarmos mais.
Kitzu – Porque vocês fazem tanto barulho? Eu já vou!
Após uma caminhada considerável os três chegaram ao seu vilarejo em Nashihara.
Amako – Kitzu e Higan, até amanhã.
Higan – Até Amako. O que vai fazer hoje Kitzu?
Kitzu – Vou treinar e depois ir ao encontro de Ikiwa.
Higan – Seu Pai deixa você ver o Ikiwa? Meus pais falam que ele é louco e não me querem perto dele.
Kitzu – Nossos pais falam muitas coisas. Enfim, até mais.
Kitzu com sua espada treinam por toda aquela tarde e mesmo naquela idade ele já controlava o cho perfeitamente algo completamente inusitado e anormal, por não ter tido um mestre, ele e sua espada era como um só de tão precisa e perfeita a sincronia e habilidade. Após anoitecer ele voltou para casa para se banhar e comer.
Kitzu – Pai, eu queria fazer uma pergunta...
Enayame - Diga filho...
Kitzu – O senhor sempre disse que a guerra é horrível e em muitas vezes desnecessária e o que lá ocorre as coisas mais cruéis e quem sofre são os inocentes, mas porque então eu me sinto atraída por ela?
Enayame fica em silêncio enquanto cortava algumas verduras, ele já tinha notado o talento de Kitzu como guerreiro habilidoso e poderoso e todos em Nashihara já falavam de quanto ele aparentava ser diferente, mais cedo ou mais tarde Kitzu teria perguntas mais complexas e diretas sobre a situação de Nashihara e batalhas e consequentemente sobre as guerras.
Enayame - Filho, nosso povo sofreu e sofre muito com a guerra, perdemos muitas pessoas e isso ainda é complexo demais para você.
Kitzu – E hoje não sofremos? Hoje de manhã fui nas colinas na divisa entre Nashihara e Tyres, porém não quis mostrar a Amako e Higan, mas uma mulher estava fugindo quando de repente uma flecha a atingiu e a matou.
Enayame fica olhando para ele fixamente sem saber ao certo o que falar.
Enayame - Sinto muito que tenha presenciado isso. Mas não devia estar lá e você sabe disso!
Kitzu – A mulher era Manai uma das mulheres que fizeram meu parto e eram homens do clã Toki aliados dos Idoshis. Eles ainda vieram ver se ela estava realmente morta. Mas então te pergunto, hoje não estamos sofrendo do mesmo jeito? Ou até pior?
Enayame - Filho...você precisa buscar suas próprias respostas, você é forte e sim, quem sabe um dia pode ser um líder para o nosso povo e futuramente e nos guiar para uma situação melhor, mas hoje temos pouquíssimos homens sem muitas habilidades e controle do Cho, não podemos tentar nada, infelizmente.
Kitzu se levanta calmamente e olha para seu pai e segura seu rosto e dá um sorriso e o beija no rosto e sai.
Kitzu – Pai, vou ver Ikiwa.
Enayame - Cuidado com aquele cientista maluco. Haha
Chegando na casa de Ikiwa, ele era um homem já um tanto velho usava um óculo e tinha uma sala cheia de livros, já em suas paredes havia algumas prateleiras com muitos frascos cheios de líquidos de várias cores, também tinha alguns animais e plantas que aparentavam ser usadas para experiências, no entanto a casa estava meio bagunçada e sua mesa cheia de papeis com diversos números e contas, apenas um gato o fazia companhia. Ele estava com um livro aberto de capa vermelha da qual lia calmamente, mas após notar a presença de Kitzu ele o fecha rapidamente e o guarda em uma prateleira.
Ikiwa – Olá Kitzu meu jovenzinho, como você está? Aqui está hora? Precisa de algo?
Kitzu – Ikiwa, por que algumas pessoas te acham louco?
Ikiwa – hihihi, não deveria se perguntar, porque você não me acha louco? Ou acha? haha
Kitzu – Na verdade não te acho louco, quero entender o porquê de te acharem louco.
Ikiwa – Esses imbecis não entendem, eu sempre digo, podemos derrotar os malditos Tokayans e Idoshi e qualquer outro clã, mas eles temem os inimigos levem em consideração isso e preferem me rotular como louco para que os soldados inimigos me ignorem.
Kitzu – E você realmente acha que podemos?
Ikiwa olha para Kitzu e observa que ele estava perguntando de maneira séria.
Ikiwa – Rum! O que você estaria disposto a sacrificar para que isso aconteça? É possível sim, mas nunca disse que seria fácil ou qualquer coisa do tipo.
Kitzu – Rum! Eu não acho que nossos antepassados lutaram até a morte para nós nos conformamos em ficarmos submissos a alguém e eu faria o que fosse necessário para derrotar os malditos Tokayans e os Idoshi ou qualquer outro inimigo.
Ikiwa – HAHAHA menino, acho que o destino nos uniu em um proposito que nem nós sabemos ainda.
Dali em diante por 5 anos Kitzu continuo seu treinamento, ainda mais intenso para se tornar um guerreiro mais poderoso e Ikiwa fazia com Kitzu diversas experiencia e teve treinamentos de extrema dificuldade que jamais alguém poderia fazer e seu corpo foi testado ao extremo e eles fizeram o corpo de Kitzu ficar bem mais forte e mais resistente por meio de treinos insanos e fora do normal. Com as experiencias de Ikiwa, Kitzu obteve o domínio sobre coisas extraordinárias e sua pele se tornou quase que imune a fogo e ele conseguia lutar embaixo d’água por um longo tempo e podendo sobreviver a locais extremamente gelados por um longo tempo. O seu corpo era como uma rocha e tanto para se defender como para atacar e aos seus 20 anos Kitzu era sem dúvida o guerreiro mais poderoso de Nashihara, porém vivia no anonimato. Ele tinha uma paixão pessoal por raios e trovões algo que sempre pediu para que Ikiwa estudasse de maneira mais intensa e assim Ikiwa o fez. Anos após os treinamentos com muitas pesquisas finalmente Ikiwa chegou a um resultado inacreditável. Ikiwa finalmente poderia fazer Kitzu projetar tal poder como ele queria.
Ikiwa – Eu consegui...eu consegui...encontrei uma forma hahaha
Enquanto pulava de alegria, e Kitzu apenas o olhava sem entender.
Ikiwa – Achei uma forma seu maldito de você projetar um poder semelhante aos raios e trovões como você tanto almeja.
Kitzu se levanta e a cadeira cai, porém ele já aparenta ser mais adulto e com corpo mais forte e seus cabelos estão ainda maiores (corte samurai) com sua espada em suas costas e algumas cicatrizes no rosto já em suas mãos faixas brancas amarradas seu quimono azul bebe com as mangas brancas e com faixas em suas pernas e chinelos de madeira.
Ikiwa – Mas antes, precisamos conversar. Desta vez é diferente de todas as outras experiencias, desta vez temos menos chances, entende?
Kitzu – Na verdade, nas outras vezes nunca achei as chances favoráveis...
Ikiwa – Não. Deixe-me explicar existe uma pedra da qual já reuni o bastante e ela se chama Fulgurito, vamos implantar ela em você por meio do seu sangue e alterando o seu DNA, mas existe 3 coisas que você precisa saber antes...
Kitzu fica olhando apreensivo enquanto ele fala.
Ikiwa – A primeira é, seu DNA será afetado para sempre e tanto você como seus herdeiros poderão sofrer com as consequências do que vamos fazer agora e isso pode afetar o cérebro também. O que quero dizer que o que quer que venha a ser, será para sempre em você e em sua linhagem.
Kitzu – O que mais?
Ikiwa – Não quer um tempo para pensar?
Kitzu – Rum! Se eu obter essa habilidade, isso vai me ajudar a alcançar meus objetivos e nada mais importa.
Ikiwa olha e observa que nada vai mudar a ideia dele de poder pleno e perfeito.
Ikiwa – Bom, o segundo é que desta vez a sua chance de morrer é bem maior do que qualquer outra situação que tivemos, afinal modificar seu DNA é modificar sua genética e assim mesmo você sendo muito poderoso, pode ser que não suporte, entende?
Kitzu – Tudo bem. Isso é o de menos vamos ao trabalho, qual é a terceira?
Ikiwa – O controle de todo esse poder está ligado diretamente com seu cho, o aperfeiçoamento dependerá de você o que vou fazer é implantar o Fulgurito em seu sangue e ossos, no entanto vamos reutilizar das moléculas que ativa memória das suas células e que afeta completamente seu corpo e o pior e mais intenso, você terá que ficar em uma prisão feita de pedras de Fulgurito da qual criei e terá que concentrar seu cho no modo extremo, isso fará que os raios e trovões sejam atraídos diretamente para você, fazendo seu corpo, suas células, seu sangue e ossos assimilarem e memorizar aquele poder e depois isso vai fazer seu cho ativar o que seu corpo conseguir memorizar da energia e aperfeiçoar o poder do trovão perfeitamente em seu corpo e se você sobreviver, acredito o seu corpo terá aprendido a totalmente tudo sobre os raio e trovões e assim você poderá projetar esse poder. Entendeu?
Kitzu – É, me perdi na parte que eu terei de tomar raios e trovões...
Ikiwa – Haha amigo, você não entendeu ainda o que acontece é que você será invencível, imparável...será a minha maior e melhor criação e sempre se lembrarão de você e de mim haha e o melhor de tudo...
Kitzu – O que?
Ikiwa – Uma enorme tempestade se aproxima... Vamos, eu já preparei tudo e precisamos ir para as colinas se quiser se despedir do seu pai, pode ir, como eu disse acredito na gente, mas pode ser que não dê certo.
Kitzu – Sim, vou ver meu Pai e te encontro lá.








