Episódio 9
Terra de sofrimentos
Após a luta entre Kitzu e Akaiko a força de Kitzu se mostrou insuperável pelo menos naquele momento, fazendo com que os membros Kitamuras que duvidavam da sua capacidade e força ficassem abismado com o fato de ficar nítido que Kitzu não usou tudo que tinha, entretanto Kitzu também sabia que Akaiko não usou tudo que tinha também. Mas a luta serviu para apaziguar a situação pelo menos momentaneamente entre os guerreiros Kitamuras. Em Hatioma todos os Kitamuras se resumiam em mais ou menos 340 entre homens e mulheres e crianças. O mercenário Toróró chegava em Kivun uma cidade remota que ficava ao lado da floresta Hatioma, eles conheciam aquela floresta um pouco melhor do que os demais, por serem vizinhos, mas eles mesmo não se sentiam bem em se aventurar lá sem necessidade. Toróró ao se aproximar foi acompanhando por dois guerreiros, ambos muito alto e extremamente musculosos, aparentavam muita brutalidade e tinham a tatuagem em seus rostos de uma fera, mas não era possível identificar o que era, Toróró continuava andando até que chegou e uma mulher o recebeu, ela se chamava Shiva e era irmã de Seiji ambos líderes Kivun.
Toróró – Rum! Olá Shiva, gostaria de falar com você e Seiji, tenho uma proposta para vocês.
Com um leve sorriso em seu rosto ela bebe uma taça de vinho e finalmente se levanta e se aproxima de Toróró e o encara.
Shiva – Deixa eu adivinhar, você quer convidar eu e meu irmão para a busca incessante aos Kitamuras, acertei?
Toróró – Rum! Seria vantajoso para vocês e para nós.
Shiva – É, nisso eu concordo, só tem dois problemas que são um tanto complicados.
Toróró – É? E qual é?
Shiva – A floresta Hatioma e os Kitamuras.
Toróró – A poderosa Shiva com medo dos Kitamuras?
Shiva – Hahaha eu com medo? Por favor Toróró.
Toróró – Sei bem que você e seu irmão tem autonomia por igual no reino e as decisões devem ser resolvidas entre ambos, uma divisão feita ainda pelo seu Pai, mas neste caso como neste caso fica a situação? Se você me disser sim e seu irmão disser não, como ficamos?
Shiva – Eu e meu irmão já tomamos nossa decisão!
Toróró – É? E qual é a decisão?
Shiva – Ele e eu vamos competir em quem matará mais Kitamuras, ele escolheu 2 guerreiros de sua extrema confiança e eu fiquei com Khrisna e Yoko e cada um fará sua própria perseguição.
Toróró – Vocês são estranhos mesmo, mas entendo, parece divertido. Sendo assim, irei embora.
Shiva – Não quer se juntar a nós?
Toróró continua andando e apenas responde.
Toróró – Acho que não, neste momento não é mais interessante ter tantas pessoas em busca do mesmo prêmio.
Shiva – Concordo com você, mas por que venho até nós então?
Toróró – Porque queria alguém que conhecesse a floresta Hatioma bem...Assim como eu.
Shiva deu um leve sorriso e voltou e se sentou de maneira desastrada e deu uma risada alta. Toróró continuo andando e ao sair pensou.
Toróró – “Rum, só a hostilidade dela fez o cho dela ser tornar extremamente perigoso. Sem dúvida alguma, ela é muito poderosa.”
Na floresta de Hatioma está uma chuva forte e alguns Kitamuras estão dormindo dentro de tendas e uma delas acorda, mas ao acordar tenta caminhar e quanto olha em volta está tudo cheio de sangue, ele olha e seus pais e amigos estão todos mortos e então ele se desespera e grita alto, entretanto um homem de cabelo vermelho e olhos vermelhos escuros e um machado nas mãos e com seus braços completamente cheio de sangue arregala os olhos e diz.
Kozei – Como esse moleque conseguiu sair da camada de sono que criei?
Yuta – Não sei, talvez ele não tenha inalado o bastante.
De maneira veloz e violenta Seiji aparece atrás da criança e corta sua cabeça que voa e depois cai no chão, ele parece ainda estar vivo e sua vista vai escurecendo aos poucos e ele vai perdendo a vida, mas ele consegue notar que os homens estavam arrancando a cabeça de todos os membros de sua família e colocando em um saco, até que finalmente sua visão se fecha, Seiji então pega a cabeça e coloca dentro de um saco.
Seiji - Vocês estão agindo de maneira deliberada, eu disse que era melhor esperar mais tempo, afinal quando você consegue liberar a técnica de Vinishcho ele precisa ser completamente inalado pelos inimigos, porém dependendo da energia e vitalidade do inimigo ele pode demorar mais tempo para se misturar com o cho inimigo e assim fazer parte por completo do seu organismo e sangue.
Yuta completamente trêmulo e em choque respondeu.
Yuta – Perdão chefinho, mas fiquei com receio deles sentirem e acordarem.
Seiji – Não tem cheiro idiota, para que qualquer um possa detectar essa técnica é necessária uma habilidade nata de Atzi, e por estarem dormindo é quase impossível eles detectarem.
Kozei – Por isso não tentamos usar essa técnica com os que estavam acordados fazendo a vigia, seria um risco muito grande.
Seiji – Exato. Contando com os que estavam vigiando, quantos Kitamuras foram mortos?
Yuta – Contando com o moleque, matamos 12 Kitamuras.
Seiji – É um bom valor já. Vamos embora, logo mais vai amanhecer, vamos levar essa recompensa, vamos amarrar os corpos deles em arvores e deixei aí para aquele desgraçado do Kitzu vê que o pau dele não é de ouro.
Yuta – Pelo valor que estão pagando por ele, é sim chefinho.
Seiji e Kozei olham um para outro e dão risadas e os três dão risadas, ao final os corpos dos Kitamuras ficam cravados em estacas, e então cada um sai com 4 cabeças para fora da floresta de Hatioma. Algumas horas depois, Toróró chega ao local e nota toda aquela carnificina, tudo destruído e os 12 corpos amarrados em arvores.
Toróró – É, parece que as coisas vão ficar mais competitivas do que pensamos.
Tomoya – Rum! Que lambança, mas pelo o que pude notar foram mortos ainda de surpresa, não a sinais de combate.
Kakero – Rum, é que morte vergonhosa.
Naon – É, e como gostaria de morrer?
Shihiro - Que conversa estranha!
Toróró – Pessoal, temos que ter em mente que além dos Kitamuras e dessa floresta, ainda teremos diversos mercenários em busca dos Kitamuras, poderá haver combate entre nós e outros guerreiros, ou seja, vamos ficar atento com qualquer situação daqui pra frente.
Kakero – Rum! Sinceramente, já estou de saco cheio, espero mesmo bater de frente com qualquer um para que libere um pouco da minha fúria.
Naon – Geralmente você só fala idiotices, mas confesso que estou ansioso para ver o poder desta tal Kitzu e pelo o que sei Akaiko está com eles, já ouvi diversos rumores sobre ele.
Tomoya – Bom, acredito que os combates serão necessários, mas lembre-se – se, o intuito é a recompensa, do que adianta uma luta inesquecível se estivermos mortos.
Kakero – Eu sei que podemos ter os dois.
Toróró – Deixa de ser chato Tomoya, deixe os caras se animarem.
Os 5 então somem mata a dentro.
Em Kivus:
Ao chegar lá com as cabeças amarradas em suas cinturas o povo fica observando, Shiva então sai na porta do pequeno palácio e observa seu irmão chegar com sangue em suas mãos e roupas.
Shiva – Mas já? Vejo que foi bem animador.
Seiji – Veremos você agora.
Shiva – Acha que não consigo matar mais de 12 Kitamuras? Por isso voltou antes do prazo de 1 semana?
Seiji – Já está em desvantagem minha irmã, afinal depois que os Kitamuras verem o que houve acha que eles ficarão de braços cruzados?
Shiva – Por isso quando fez a aposta foi o seu único pedido ir primeiro?
Seiji – Com certeza.
Shiva – Haha, quanta covardia irmão, sabe que eu só aceitei os seus termos, porque eu quero muito enfrentar eles frente a frente, não com técnicas fúteis.
Seiji – Rum! Acha mesmo que não senti o cho de Shoito nos seguindo.
Shiva – Haha Mas tanto faz para você né.
Seiji – Quando quiser partir, poderá ir.
Shiva – Toróró venho em sua busca, queria alguma aliança com você.
Seiji ficou olhando para o nada e depois simplesmente riu e sai andando e diz:
Seiji – Como as coisas mudam, não é irmãzinha?
Em Toki:
Todos os povos enviaram representantes e o corpo do general Tomashiro é carregado por soldados com o maior cuidado enquanto as pessoas choram e demonstram tristeza, de cima é possível ver Ibanzo e ao seu lado Toniak seu general, próximo deles ali estavam o imperador Tatsumi e seu filho, Angelicah e seus três generais, Oshiro, Shotoku e Oshino e todos calados e sérios até que chegou o caixão da sua esposa e da sua filha e todos do reino começaram a chorar de maneira mais desesperada e o Ibanzo mesmo tentando demonstrar força naquele momento cedeu e começou a chorar. Todos ficaram completamente indispostos com aquela situação e todo o povo ficou comovido, os representantes de Tirenia, Kraitz, Pandon, LowLand, Komodo e outros pequenos povos ficavam todos comovidos com aquela situação, então os corpos eram enterrados e enquanto era jogado areia encima e chuva caia e o dia parecia triste. Ibanzo então se aproximou de Tatsumi e disse.
Ibanzo – Me desculpe não me reunir com vocês antes, mas Toniak se assegurou de cuidar de tudo, fiquei sabendo da recompensa que você já espalhou a alguns mercenários e ainda se propôs a pagar como um gesto de amizade, sem duvida alguma tenho um grande amigo.
Tatsumi – Não precisa agradecer, meu amigo!
Após o enterro e toda a cerimonia todos começaram a partir para suas casas, até que tocou uma pequena trombeta e todos pararam.
- O rei tem um pronunciamento a todos vocês.
Todo o povo parou para ouvir.
Ibanzo – Tragam ela agora.
De repente abria um portão e encima de uma carroça e nela tinha uma mulher, branca e de cabelos lisos chorando muito, parecia bem machucada e parecia ter sido abusada.
Ibanzo – Tire a roupa dela.
Os soldados então tiraram a roupa dela.
Ibanzo – Os Kitamuras nascem com simbolos, todos os de sangue Kitamura nascem com esse maldito símbolo como uma espécie de marca. Mas em suas línguas existe a mesma marca, provavelmente algum antepassado deles fizeram algum ritual de cho e todos eles nascem com isso.
Todo o povo fica observando.
Ibanzo – Todo aquele que trouxer um Kitamura morto receberá 500 moedas de ouro.
Todos ficam observando meio pasmo com aquela situação.
Ibanzo – Mas Kitzu Kitamura, a esse eu dou 5 mil moedas de ouro.
Todos ficam impressionados com aquilo e começa o cochicho no meio do povo e todos ficam abismado, a noticia tinha sido divulgada a apenas algumas pessoas pelos Idoshi, justamente no intuito de algo ser feito. Mas agora era oficial e todos sabiam. Ibanzo então balança a cabeça e o soldado balança assim confirmando o próximo passo. A jaula é derrubada de cima da carroça e então dois soldados começam a jogar um liquido nela e na gaiola deixando completamente ensopada, a mulher chora alto.
- Por favor, misericórdia. Não façam isso comigo, eu não tenho culpa do que houve.
Ibanzo – Todos os Kitamuras queimarão como essa vadia, eu prometo.
Até Tatsumi e os Generais ficaram surpresos com o que estava prestes acontecer ali. Então o homem ali passou com uma tocha enorme montado em um cavalo e jogou na gaiola e o fogo subiu e começou a queimar a mulher e até o povo ficou horrorizado com o que estava acontecendo ali.
Tatsumi – Ibanzo, isso não manchara o velório de sua esposa e filha?
Ibanzo – Na verdade, agora sim será um velório digno, quero que todos entendam que enquanto elas descansam os seus inimigos queimarão, entende?
Ibanzo olha para ele de maneira sanguinária da qual ele nunca tinha visto ele olhar.
Os gritos eram enormes e a pele dela começava a descolar e derreter e ela gritava, porém até o momento que ela se irritou e viu que não adiantava começou a gritar, mas com ódio e fúria.
- Malditos!! Estou indo para o inferno Ibanzo, lá tenho certeza que encontrarei a vadia da sua esposa e da sua filha, mas tenho certeza que verei você logo, logo, porque Kitzu Kitamura fará o que nós sempre fizemos, matar os inúteis como vocês, porque vocês tremem de medo porque sabem que um fim temeroso e sombrio os espera e é inevitável, é inevitável!
Todos ficaram calados, ninguém esperava por aquilo e ela continuava gritando esperneando e sofreu e sofreu e ibanzo ficou até o final quando ela finalmente morreu. O povo ficou totalmente em silencio e Ibanzo simplesmente virou as costas e entrou para dentro do seu palácio e todo aquele show de horrores acabava.
Em Hatioma:
Akaiko se aproxima de Kitzu que está encima de uma pedra olhando para a água enquanto ela desce e observando os peixes.
Akaiko – Olá Kitzu, podemos conversar?
Kitzu – Acho que não é o melhor momento.
Akaiko – É importante.
Kitzu – Diga.
De repente se aproxima, Aizo, Heisuke, Nihama e Nizikawe e Akaiko coloca a mão em seu ombro.
Akaiko – Eu sempre quis lutar com você Kitzu, sempre senti que seu poder era fora do normal, mas precisava testar, mas depois do que fizeram hoje com nossos irmãos, me lembrei de como nosso povo vinha sendo tratados durante todo esse tempo.
Heisuke – E sem duvida alguma algo deveria ser feito, cedo ou tarde e tivemos a sorte de nascer no mesmo tempo do homem que tem poder e capacidade para nos liderar a fazer isso.
Nizikawe – Eu também estava errado, não podemos mais sobreviver como coitados. Somos Kitamuras, somos de um povo poderoso e temos nosso orgulho.
Kitzu se levanta e vira de costas e olha para todos eles aparentando estar comovido com aquelas palavras.
Akaiko – Chegou a hora de nos unirmos de verdade, corpo e alma e combatermos nossos inimigos e só temos essa opção e acreditamos que você deve ser o nosso líder.
Todos se inclinam perante Kitzu e abaixam suas cabeças finalmente o reconhecendo como o real líder deles.
Kitzu – Irmãos, levantem!
Todos se levantam e olham para ele.
Kitzu – Nada pode nos parar juntos, nada nem ninguém.
Aizo – Afinal, somos os Kitamuras e a partir de agora,
“Vamos destruir todos nossos inimigos.”










