Capítulo 112
Narrador
Alguns meses passaram e tudo estava indo perfeito até demais, sabe quando a felicidade é demais e você chega a desconfiar? Pois é, tudo estava maravilhosamente bem, até um dia comum e típico da rotina de Mel e sua família, enquanto as crianças mais velhas estavam na escola, a pequena Lorena estava em um passeio com pai e a mãe, depois de terem passado pela clinica, como uma consulta periódica da neném, resolveram dar um passeio pelo shopping, mas, como nem tudo são flores na vida de Mel, uma pessoa estava a espreita dos três, esperando apenas um descuido dos dois para com a criança no carrinho, seu plano era pegar a mãe da menina e tortura-la até a morte. Sim, Sarah estava por trás de tudo, fingiu ter se redimido para planejar melhor sua vingança. Enquanto Chay segurava a pequena em seu braços, Mel empurrava o carrinho vazio em direção ao estacionamento, quando Chay lembrou que havia esquecido a bolsa da criança na loja, deu apenas dois beijinhos na esposa e seguiu com Lorena de volta ao shopping, Mel ficou esperando os dois, quando um carro suspeito parou e dois homens desceram do carro e a pegaram a força e colocaram dentro do carro, saíram em disparada e em alta velocidade. Logo que Chay voltou, empolgado com a sapequice de Lorena, que brincava nos braços do pai, enquanto voltavam ao estacionamento, paralisou ao ver o carro entreaberto, as sacolas e as chaves do carro no chão. Perdido, assustado e sem rumo. A única coisa que pensou foi em sequestro, então tratou de ligar para Arthur e explicar a situação, colocou a filha na cadeirinha, tentando conter o desespero em não ter sua mulher consigo e deu partida no carro, Arthur estava do outro lado, tentando não assustar a mulher e os filhos, a verdade é que ele estava tão desesperado quanto a esposa.
Arthur: Lu, amorzinho, se acalma, nós vamos encontra-la! – Ele disse tentando acalmar a esposa, que chorava copiosamente.
Lua: Não consigo Arthur, minha amiga foi sequestrada, sei lá mais o que podem fazer com ela e você me pede calma? – Ela disparou e Arthur sentou ao seu lado, segurando suas mãos.
Arthur: Infelizmente é a única coisa no momento que você pode fazer, melhor deixar as crianças fora disso. Eu vou para a delegacia, quero cuidar disso pessoalmente. – Ele falou olhando nos olhos dela e levantou, já pegando sua arma e seu distintivo na gaveta do armário.
Lua: Tudo bem, se cuida. Qualquer noticia me liga! – Ela levantou, deu um beijo no marido e ele saiu porta afora.
(...)
Em uma casa um pouco longe dali, Sarah olhava o corpo desfalecido de Mel, que ainda não tinha acordado. Os dois homens que a pegaram, estavam de guarda na frente da casa.
Sarah: É Mel, você foi querer brincar comigo, agora está nas minhas mãos! – Ela sorri cínica e aos poucos Mel acorda, meio tonta, ela observa o rosto de Sarah.
Mel: Onde eu estou? – Ela pergunta, tentando reconhecer o lugar, mas, não se lembra de nada.
Sarah: Bem vinda ao inferno! – Ela gargalha maleficamente e sai da casa.
(...)
Chay: Cara, eu não posso ficar sem ela, como eu vou contar pros meus filhos que a mãe deles foi raptada? Me diz, como? – Ele anda nervoso pela sala da delegacia, Arthur estava tentando saber mais sobre o sequestro.
Arthur: Fica calmo, nós vamos encontra-la! Ultimamente, vocês notaram alguma movimentação estranha? – Ele perguntou e Chay assentiu que não. – Mel brigou com alguém esses dias?
Chay: A Mel não é disso cara, você sabe disso! – Ele ajeitou Lorena no colo e assentiu que não. – As únicas brigas que ela já teve, foi com a Tamy e com a Sarah.
Arthur: Elas então, teriam motivos para raptarem a Mel. Vamos juntar os fatos, Tamy é muito burrinha pra armar um sequestro. Mas a Sarah? Essa desapareceu com a desculpa que “mudou” você não acha estranho esse sumiço dela? Será que não foi truque para planejar algo contra vocês? – Ele indagou e Chay pareceu ficar confuso.
Chay: Não sei, pode ser. Mas, eu quero sua melhor equipe, se foi ela, eu quero que vocês cheguem no inferno, mas, encontrem essa bandida! Agora eu preciso ir. – Ele falou e ajeitou a pequena em seus braços, para cumprimentar o amigo.
Arthur: Tudo bem, vou investigar isso, qualquer coisa te ligo e cara, se nós não conseguirmos nada hoje, conta pra eles, é melhor. Eles vão ficar pior se você mentir. – Ele aconselhou o amigo e Chay assentiu triste.
Chay ajeitou Lorena no carro cabisbaixo e seguiu até em casa. Chegando lá, colocou a menina no carrinho e seu celular tocou.
Chay: Alô! – Ele atendeu triste e sentou no sofá, olhando a filha no carrinho.
Filho, eu estou ligando do número novo, eu estou a caminho do Rio, chego ai em algumas horas. Desculpe a demora em ir, estava cheia de coisas pra resolver.
Chay: Tudo bem mãe, eu vou precisar tanto de você agora, quando você chegar, eu te conto. – Ele fungou tentando não chorar.
Assim eu fico preocupada, vou tentar chegar o mais depressa possível. Fica bem. Tchau.
Chay: Tchau. – Ele jogou o celular no sofá e desabou em lágrimas.
(...)
Sarah: Então Mel, como se sente? – Ela perguntou com um toque de cinismo na voz.
Mel: ME SOLTA SUA LOUCA! – Ela tentava se soltar das cordas e não conseguia.
Sarah: Não grita queridinha, devia ter pensado nisso antes de tomar o Arthur de mim e ainda ficar com o Chay. Se você não conhece o inferno, acho bom se preparar, porque você vai conhecer! – Ela sorri e encosta o dedo no rosto de Mel, que desvia.
Mel: VOCÊ É LOUCA! ME SOLTA!! – Ela chora e implora, Sarah apenas sorri e sai do quarto.
(...)
Arthur: Eu quero vocês de olho na casa dessa mulher, ouviu, qualquer passo dela, eu quero saber, estão ouvindo? – Ele mostra a foto de Sarah e depois entrega aos policiais. – Se ela sair de casa, eu quero vocês a sigam e me liguem. Podem ir.
Depois de fazer a Lorena dormir, Chay ligou pra o irmão buscar os filhos na escola, já que ele não podia deixar a neném sozinha. Ele explicou a Henrique o que havia acontecido e o irmão ligou para a mulher, vir até a casa do irmão. Os três estavam preocupados em como contar as crianças.
(...)
Sarah: Elias, eu vou dar uma saidinha, fica de olho nessa vagabunda, até eu voltar, qualquer pessoa que aparecer por aqui, você mete bala, ouviu? – Ela pegou a bolsa e falou com o homem na porta.
Elias: Sim, patroa. – Ele cruzou os braços e ajeitou a arma em suas calças.
Sarah: Volto a noite. – Ela pega as chaves do carro e sai em velocidade alta.
(...)
Mais tarde, Hérica chegou a casa de Chay e se depara com o clima tenso e pesado.
Hérica: O que houve gente? – Ela tenta sorrir, mas, os filhos a olham tristes. – Cadê a Mel?
Chay: Era isso que eu queria contar mãe, a Mel foi sequestrada! – Ele diz baixinho e limpa uma lágrima solitária.
Não deu tempo ele terminar de dizer, Hérica desmaiou.
Henrique: MÃE!
Continua...
N/A Desculpem a demora e o susto! Eu estou sem tempo ultimamente. Esse capítulo não explica muita coisa, mas, no próximo vai explicar. Quero dedicar esse capítulo a minha pandinha que faz aniversário, Angel espero que goste. ♥ PARABÉNS! Leiam e comentem.











