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FASES
Casulos...
A Metamorfose das Palavras: Dos Casulos Vazios à Liberdade Literária
Crisálida Escrevo para os casulos abandonados do bicho da seda. Leitores intrépidos da vida, que rasgam os fios de seda para se libertarem do casulo e se transformarem, em seguida, em fascinantes borboletas. É no centro da crisálida que devoram livros. Mas os meus livros chegam tarde, pois os casulos estão vazios.Talvez as letras se prendam aos fios de seda que um dia se tornarão belas peças de…
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Casulos de Ricardo Mesquita
Casulos de Ricardo Mesquita
Uma história insana, com um mistério envolvente e personagens enigmáticos. A narrativa tem um ritmo frenético e o cenário pós-apocalíptico é a cereja do bolo.
Sinopse
Um homem sem lembranças concretas de si mesmo e de seu passado acorda num casulo gelatinoso de cor âmbar. Ao mesmo tempo que tenta sobreviver num mundo deteriorado e, aparentemente, sem ninguém, busca também por respostas sobre…
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Hoje conversei com um menino sobre essas incertezas de quais caminhos escolher na vida como um todo. Fiquei pensando no fato de que há sempre essa ideia de que as escolhas que fazemos só acontecem no futuro, me explicando melhor: é comum, pelo menos para mim, ouvir alguém dizer “ah, estou pensando no que vou escolher para a minha vida, meu futuro... isso geralmente a respeito dessas funções sociais e de trabalho que exercemos. O que eu percebi hoje foi que a gente quase nunca se dá conta de que as nossas escolhas pro futuro são feitas nesses momentos de reflexão também, sabe? Escolher, entender, que você precisa de um tempo para tentar achar algo que tenha maior significado e boa funcionalidade social para você, já é escolher o que fazer da sua vida, entende? Esse momento aí de não fazer nada com plena convicção também é importante para o processo de descobrimento pessoal. Tudo bem não saber o que se quer da vida. Assim... quando não sabemos o que queremos realmente, é bom tirar um tempo para perceber o que não queremos, aí acaba sendo um pouco menos angustiante essa luta por descobrir caminhos a serem seguidos e conquistados. Saber o que não lhe faz bem, o que não lhe completa, não lhe representa de nenhuma forma, é um ótimo passo. Meu deus! - risos -. Parece autoajuda, né? De qualquer maneira, são reflexões e percepções minhas, mas, sinceramente, faz total sentido tudo isso para mim.
É tão estranho como tudo em mim muda. Como eu mudo. Sei não... outro dia eu detestava me exercitar, por exemplo, e hoje até que gosto. E sinto que fui aprendendo também a lidar com as coisas que não consigo mudar, sabe? Entendo, nesse momento da minha vida, que nem tudo em mim precisa, realmente, ser mudado, evoluir, transcender, etc, etc. Algumas coisas me fazem quem sou, são traços da minha personalidade e que precisei passar por vários processos emocionais/psicológicos para compreender de verdade o que é meu e o que me foi dado. Meu drama, por exemplo, antes eu costumava achar que era apenas tristeza, sei lá, esses transtornos psíquicos - e talvez até fosse, vai saber...- só que agora entendo que gosto mesmo de fazer drama sobre algumas coisas, assim... coisas do cotidiano mesmo. Estava pensando que talvez essa tenha sido a forma que encontrei de como lidar com certas frustrações e irritações do meu dia. Fazer drama nem sempre é ruim, visse?! Se bem que, às vezes, pode ser. Vai saber, né?! Se você chegou até está altura desse texto já percebeu que não falo coisa com coisa, não ligo dois pontos e formo uma reta - aulas de geometria descritiva na cabeça. É isto: o hábito de escrever deveria ser valorizado tal qual a o ato da leitura.
São tantas buscas. Sempre nessa incansável saga do querer. Querer entender o que se passa aqui dentro. Seguindo cada dia mais recluso, parece até que entrou num casulo de onde não quer mais sair. É difícil não sair também, é querer ver a metamorfose acontecer, mas não ter coragem de encarar a transformação. O novo. O novo que se fez do velho como quem abraça os defeitos e busca melhorias.
Casulos
Não espere que haja em mim sanidade e emoções controladas. Eu sou o descontrole. Demorou, mas aceitei que sou mais caos que calmaria. Meu mar tem águas turbulentas nas profundezas e tranquilidade na superfície. É mais ou menos assim que me sinto. Quem de longe me vê, certamente, não faz ideia que há muitas coisas turbulentas se passando aqui dentro. Fico me perguntando o que se passa na cabeça do seu João da verdura e na mente da dona Ana da padaria, mas aí me lembro de que nem seu João, nem dona Ana, nem eu sabemos o que realmente se passa nesse mar de emoções e pensamentos que temos em nossas mentes.
Casulos