Caso Ana - Cena 1
O caso se inicia com Ana acordando em um sábado e percebendo secreção de um mamilo e sensação de incomodo em uma de suas mamas. Ao realizar o autoexame, percebe um volume novo em sua mama e, temerosa por já ter tido um caso de câncer de mama em sua família, sai imediatamente em busca de uma unidade de saúde.
O município de Ana possui 50 mil habitantes e 80% da população está coberta por 10 Equipes de Saúde da Família (ESF), além de possuir um hospital municipal com pronto socorro, ambulatórios e leitos de clínica médica e pediatria.
Apesar da cobertura parecer adequada, ao necessitar do serviço da ESF, Ana não o consegue pois essa apenas funciona durante os dias de semana. Isso traz a tona a reflexão de que grandes partes dos usuários desse serviço trabalham duarante seu horário de funcionamento e se veem impedidos de utilizá-lo.
A legislação prevê que essas unidades devem funcionar com carga horária minima de 40 horas semanais, no mínimo 5 dias da semana, o que e cumprido pela unidade de Ana, porém, em termos práticos, percebe-se que funcionar durante finais de semana permitiria um melhor acesso a população.
Ao procurar seu medico da familia, Ana se vê mais uma vez vítima da burocracia do sistema, uma vez que este não pode solicitar uma mamografia pois não é um especialista.
Ana teme que esteja com câncer como sua avó, porém não consegue sanar suas duvidas de como buscar um ginecologista, pois todos os profissionais da Unidade estão realizando outros atendimentos, mostrando a sobrecarga que profissionais de saúde enfrentam muitas vezes no Sistema Único de Saúde.












