"I'm going to take care of you, okay?"
@jmsben
Por mais que Margot estivesse acostumada a andar de moto durante a vida toda, o peso da máquina ainda era relativamente um desafio para ela, de modo que tinha que cuidar muito bem para nunca desequilibrá-la. Mas como nem todo o cuidado do mundo é suficiente, teve um momento de distração assim que chegava à universidade, vendo a figura de um Bentley do outro lado da rua, tentava decifrar qual dos dois era, a fim de escolher cumprimentar ou não. Nisso, a moto tombou para seu lado, fazendo com qual quer gêmeo fosse, viesse em sua direção diante do grito que ela sequer percebeu soltar. Com seu pé preso debaixo da moto e o corpo dolorido pela caída, a morena ergueu a metade superior do corpo ao que massageava a parte de trás da cabeça, que batera no asfalto, enquanto o Bentley ocupava-se em erguer novamente a moto e, dessa vez, certificar-se da estabilidade. Diante da mão estendida, Margot aceitou a ajuda para levantar, o que no fim acabou não sendo uma boa ideia, vez que ao tentar apoiar o peso no pé em pior situação, sentiu a dor excruciante a fazendo soltar um grunhido para não gritar, ao passo que o corpo perdia qualquer capacidade de manter-se de pé. Não fosse graças à rápida percepção do rapaz, Margot estaria de volta ao chão ao invés de segurada pelo braços alheios. “Obrigada.” murmurou baixo, e assim que sentiu que um dos braços alheios agora passavam por debaixo de seus joelhos, a expressão da garota tornou-se defensiva, sabendo que aquele era James, vez que Jason jamais ousaria fazê-la sentir-se frágil e incapaz. “Ei! O que pensa que está fazendo?!” Margot relutou, apesar de não ter muito o que fazer contra “Me põe no chão, agora!” ordenou, e para conforme esperava, ele não seguiu suas ordens, colocando-a sentada em um dos bancos disponíveis perto da calçada. “I'm going to take care of you, okay?” ouviu na voz dele, e com o sorrisinho lateral, viu que James estava aproveitando-se um pouco da situação. “Eu não sou um bebê pra ter alguém cuidando de mim, James. Sei me virar sozinha!” implicou, e cabeça dura e emburrada como só ela, teve a brilhante ideia de tentar levantar-se novamente, falhando ao sentir a dor no tornozelo e voltar a sentar no mesmo segundo. Engolindo o orgulho, suspirou, cedendo um pouco apesar de contra sua vontade “Ok. Talvez você possa ajudar... Pode conseguir um gelo para mim?” e, sabendo que era sua obrigação por educação, mas com aquelas palavras ainda sendo arrancadas em sua voz com um pedaço de sua petulância indo embora junto. “... Por favor?”











