Entre aquele silêncio ininterrupto, o incômodo atiçava me os nervos, um nó na garganta formigava insistentemente, precisava falar. Queria gritar ao mundo minha desgraça. Extrair do fundo aquela agonia. Atacar-lhes com minhas palavras, ferir-lhes com meu ódio. Pois já não conseguia mais me contentar com aquela situação. Precisava ser ouvida. Precisava ser notada. Não havia ninguém e mesmo assim vociferei com a noite. Estava cansada de ser ignorada, esquecida. Encontrava me entre os berros, recorrendo por atenção. Ao longe escutei em resposta um único murmúrio, o som do meu próprio desespero.
Larissa P. (via rain-of-souls)













