@chvrlttc apertou no coração
Não ficava bêbado com muita frequência. Primeiro porque não queria alimentar um vício cujoa resiliência era complicada e segundo porque seu agente de publicidade o obrigava a beber apenas uma vez por semana no máximo. Especialmente porque era obrigado.
No entanto, Golden State Warriors tinham acabado de sair vitoriosos de um jogo onde assumiram a liderança na tabela. O desempenho de Henrique estava especialmente espetacular contra os Nuggets, armando todas as jogadas do jogo com uma maestria inigualável; era, sem sombra de dúvidas, o jogador mais rápido na quadra. No primeiro quarto já estavam com 30 pontos de diferença do rival e, como diziam os artigos, se ele não tivesse se segurado nos próximos quartos, essa diferença provavelmente dobraria de tamanho.
Em um dos mais luxuoros bares californianos, toda equipe técnica se fazia presente também. Havia alguns famosos e até mesmo pessoas sem muita ligação com o basquete no local antes de chegarem. Eles não fecharam o estabelecimento para eles, mas o próprio se ofereceu a cessar a entrada da clientela para melhorar a confraternização do time. Como comemoração e até agradecimento, todos as bebidas de Henrique foram bancadas pelo técnico (ou por colegas). Destarte, algumas várias horas depois -- após diversos drinks diferentes -- o armador estava bem bêbado.
─── Cara ─── Prolongou a primeira sílaba, dando uma risada alta. ─── Isso vai dar uma ressaca da porra! ─── Não conversava com ninguém em particular, mas ao seu lado estava uma garota que havia conhecido naquela mesma festa. Charlie era seu nome. Apesar de terem conversado pela primeira vez apenas na dita noite, Henrique era uma metralhadora de assuntos novos aleatórios e, quando um morria, outro surgia automaticamente. ─── Mas isso ‘tá gostoso pra caralho. Cê não vai beber mais, não?













