Poção da Luxúria: What? Are you cold?
「 — △ ❛ Um franzir de cenho fora sustentado por alguns segundos enquanto tentava entender a pergunta dela. Que ele estava gelado era tão evidente quando dizer que estava noite. Foi quando lembrou-se do motivo que sempre os faiam parar na cama. Ora sendo a febre muito alta da esposa, ora as temperaturas mais baixas do que o normal dele. Zephyr fechou os olhos, travando o maxilar e assentiu sutilmente. Como se de repente estivesse com frio demais apra mexer qualquer músculo. Puro fingimento. Ele estava mais quente do que já esteve em toda a sua vida, e sequer havia tocado direito nela. Afundou os joelhos da cama, retirando o livro das mãos de Omena com a destra. As pernas ficaram uma de cada lado do corpo feminino, enquanto esquadrinhava o rosto alheio em busca de sinais de dúvida ou desistência, mas tudo o que encontrou fora o olhar cauteloso de Omena. Os lábios se curvaram em um sorriso mínimo, a respiração fria encontrando o ar quente do quarto, gerando um tipo de fumaça. — Eu preciso de você… — Começou enquanto os dedos acariciavam a extensão dos braços femininos. Estavam tão quentes, que a combinação resultava em pequenos choques nas pontas dos dedos de Zephyr, como se existisse algum tipo de eletricidade entre eles. Agarrou os braços femininos sem muita força, apenas o suficiente para que pudesse puxá-la para baixo na cama, fazendo com que a esposa se deitasse. O gemido de surpresa que escapou dos lábios alheios, lhe trazendo a sombra de um sorriso. Gostava de ver que ainda era capaz de arrancar reações semelhantes dela. Posicionando uma perna de cada lado da cintura feminina, inclinou-se sobre ela. Os dígitos tirando o cabelo negro do caminho antes que os lábios se chocassem com a derme macia. Um rastro de beijos fora deixado pela extensão da região do pescoço, da clavícula até ser impedido pela camisola que a outra usava. Afastou-se para fazer uma cara de desgosto, encarando o tecido alaranjado. Ele não era daquela forma quando encontrava-se incapaz de se aquecer com casacos ao lado da lareira tomando um chocolate quente, mas ele não se importava se ela acabaria com tudo naquele momento ou o deixaria ir até o fim. Só queria aproveitar por alguns instantes. Encarando-a com um sorriso ladino, regrediu na cama para que pudesse alcançar a barra da camisola feminina, que para sua sorte, encontrava-se um pouco abaixo as coxas da esposa. Tomando o fio tecido em mãos, iniciou o caminho de volta para a cintura feminina, fazendo questão de roçar as garras frias na pele tórrida da outra. A respiração acelerada de Omena, parecendo combinar perfeitamente com a sua. Conforme fora subindo com as mãos, sem desviar os olhos exceto um segundo da White, voltou a colcoar o corpo sobre o dela, sempre mantendo-a no vão entre as pernas. Contudo, ao alcançar os seios femininos, o que mais temia pareceu acontecer. Omena sentou-se apressada na cama, mas o olhar não parecia ter a pena ou a repulsa que o Frost sempre estava acostumado. Os olhos castanhos pareciam quentes, lhe passando uma familiaridade inexistente entre eles. Quando notou, as pequenas mãos femininas cobriam a suas, fazendo a pele queimar e o coração acelerar mais ainda. Omena então fez algo que o surpreenderia para sempre, não importasse quanto tempo eles se conhecessem. Com as mãos cobrindo as dele, o ajudou a se livrar da camisola, fazendo com que Zephyr abrisse um sorriso enorme, mas que durou pouco tempo. Pois bastou a outra estar livre da peça de roupa, para que as mãos quentes se encontrassem na nuca dele, e o choque entre os lábios foi inevitável. Espalmando uma mão nas costas femininas, Zephyr inclinou-se sobre ela, fazendo com que a esposa voltasse a se deitar na cama. Jamais imaginaria a ter tão vulnerável e exposta como naquele momento. — Eu quero você. — As palavras escaparam quando os lábios se separaram aos dela em busca do fôlego que a outra havia lhe roubado. As mãos escorreram pela lateral do corpo feminino, apertando-lhe na cintura antes dos lábios voltarem para o corpo feminino. Zephyr depositou um beijo entre os seios femininos, o baixo gemido o fazendo sorrir contra a derme feminina. Os lábios foram descendo pelo tronco alheio, os dentes arranhando a pele feminina a cada mordida deixada na pálida. Ao alcançar a altura do ventre feminino, Zephyr voltou a erguer o olhar, apenas apra encontrá-la prendendo o lábio inferior entre os dentes e de olhos fechados. — Olhe para mim. — Pediu, cauteloso ao enrolar os indicadores nas lateris da calcinha rendada. Ao ter a atenção feminina, Zephyr arrebentou o fino pano, umedecendo os próprios lábios. Jamais haviam ficado daquela forma, jamais haviam brincado um com o outro daquele jeito. Sempre que o ato acontecia, o peso da obrigação fazia tudo ficar estranho e até mesmo desconfortável. Mas não daquela vez, era diferente. E embora temesse que jamais existiria uma segunda dose tão leve, ele não se importava. Inclinou o rosto para baixo, um arquear de sobrancelha sendo ofertado à Omena antes que os lábios encontrassem a intimidade alheia, onde um beijo fora depositado. O gemido feminino, mais alto desta vez, fazendo sua ereção latejar. Mas antes de ter a própria satisfação ele proporcionaria o prazer para ela. 」








