PRIMEIRAS HORAS EM CAPE TOWN
Depois de segurar a emoção ao se despedir de amigos e familiares, driblar a Greve Geral para chegar ao aeroporto de Guarulhos e encarar uma viagem de mais de 10 horas com muitas turbulências, finalmente chegamos à África do Sul. Mas antes de desembarcar na Cidade do Cabo, fizemos uma escala em Joanesburgo com direito a muita adrenalina. Assim que pousamos e o avião terminou de taxiar na pista, todos os passageiros se levantaram para pegas as bagagens de mão e sair da aeronave. Mas um comissário de bordo anunciou que teríamos que nos sentar novamente e aguardar uma checagem. Dois policiais entraram no avião e detiveram duas mulheres. Nada foi explicado aos outros passageiros. Descobri depois que Brasil está na rota do tráfico de drogas para a África.
Quando finalmente fomos liberados para desembarcar, nos restava aproximadamente 1 hora para entrar no próximo avião. Camihamos a passos largos até a imigração (existem duas filas, vá para a de países sem exigência de visto) e pegamos nossa bagagem (é preciso despachar novamente). Na esteira fomos abordados por um homem que aparentava ser um funcionário do aeroporto “Cape Town?”, perguntou o sujeito. Ao respondermos positivamente, ele começou a carregar nossas malas sem pedir autorização. Recusamos a “ajuda” e caminhamos rapidamente para realizar o check-in.
Depois de cerca de 1 hora e 40 minutos de voo, pousamos na Cidade do Cabo com direito a essa vista de tirar o fôlego. Pegamos nossas malas e procuramos uma casa de câmbio para trocar dólares por rands (ABSA bank foi a melhor opção no aeroporto). Quando estávamos dentro do local, uma criança se aproximou de nossas malas acompanhada por um homem que começou a nos encarar. Grudei nas malas enquanto minha namorada trocava o dinheiro. Com as notas em um envelope, dobramos nossa atenção e só relaxamos quando encontramos a empresa que nos levaria ao hotel. Aproveitamos os primeiros momentos na companhia do motorista para testar nosso inglês e aprender um pouco mais sobre a cidade que seria nossa casa nos próximos três meses. Vinte minutos depois chegamos ao Hotel On St Georges onde passamos nosso primeiro mês em Cape Town.
Notas: Viajamos com a South African Airways. Compramos as passagens de ida e volta para cada um por R$ 2.400. Descobri depois que poderíamos ter economizado até 50% do valor viajando pela TAAG Linhas Aéreas de Angola.
Os valores das acomodações ligadas às escolas de intercâmbio costumam ser bastante elevados. Foi mais barato se hospedar no Hotel On St Georges – em um quarto para duas pessoas – do que em uma das residências estudantis da EC.
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