Que o sangue do inferno lhe carregue Que a terra que lhe cobre seja leve Que teus espelhos parem de receber advérbios do satélite Que tuas orbitas dilúvios parem de rebobinar diante do platônico Cega-me amor, por tua dança Pueril e faminta, anarquista diriam Dama chama conclua-me tua janta E faça deste carne imunda teu dejejum O dia não fora concebido, pois tu toda luz mundo Havia de luzir única e esplendorosa na terra A beleza hipnotiza com o calor de cortejos O desejo se alastra para pupilas luas cheias Prometera ao eu corvo um poleiro tranquilo Com vista endireitada ao mar e outra à premier De tua caça pelo abandono que sofrestes do tempo Este por fim, um próprio pai dos teus quereres juvenis O náilon da tua camisola riscava o tapete O peito verniz era uma cura prometida Para aliviar-te dos anseios que lhe queriam outra vez Morte e vida ao exagero filo confissão! Levo a dedicatória a sério Ao entrelaçar de afagos Citei álibis de cúpidos E compus acidentáveis virilhas Grato a gratidão e seus gracejos Que gorjeiam com gafanhotos Em melodias que até dão para o gasto Gastando assim o gosto do povo pelo novo Servido no banquete, entre o pus e a prataria Queriam nada além de qual maternidade viera Pertenço a orla das iguarias cristalinas Ou critério de famosos contrabandistas?
Oração Na Nonagésima Visão, Pierrot Ruivo








