Diclazuril
Diclazuril
1. Mecanismo de ação
O Diclazuril é um coccidiostático, derivado da triazina, absorvido rapidamente e que pode ser encontrado no soro uma hora após o tratamento. Por ser um antiparasitário derivado de triazina, atua nos canais de sódio sensíveis à diferença de potencial para estabilizar as membranas neuronais e inibir a liberação dos aminoácidos excitatórios, o glutamato e o aspartato, apresentando, assim, ação coccidiostática.
2. Tratamento
Diclazuril é um fármaco utilizado no tratamento da Mieloencefalite Protozoária Equina (EPM), uma afecção neurológica que acomete os equinos (MERCK ANIMAL HEALTH, 2011). É causada pelo protozoário Sarcocystis neurona, cujo hospedeiro definitivo é o gambá (Didelphis virginiana). Os equinos são considerados hospedeiros acidentais porque neles são encontradas somente as formas de esquizontes e merozoítas (ZANGIROLAMI FILHO et al., 2009).
Quanto às suas características físicas/químicas, o Diclazuril ocorre na forma de pó amarelado, insolúvel em água. O medicamento mais comumente utilizado, contendo o princípio ativo Diclazuril, é o Clinacox®, que apresenta ação antiparasitária e, inclusive, antifúngica.
Os resultados indicam que o Diclazuril consegue eliminar os estágios primários do S. neurona, podendo ser útil na profilaxia da EPM. Em comparação a outros fármacos, como Sulfadiazina e Pirimetamina, também indicados no tratamento da EPM, principalmente quando do aparecimento de imunossupressões, o Diclazuril apresenta-se como uma opção amplamente utilizada, visto que este apresenta respostas satisfatórias, com menor probabilidade de recidivas.
3. Posologia
O tratamento com Diclazuril consiste na administração de doses de 5,6 mg/kg/dia, por via oral, uma vez ao dia, durante noventa dias (período mínimo recomendado é de 28 dias, podendo ser administrado por até 120 dias). O tratamento deve ser realizado enquanto o líquido cefalorraquidiano (LCR) for positivo e/ou os animais demonstrarem sinais clínicos (DUBEY et al. 2001).
4. Efeitos adversos e contraindicações
Os efeitos colaterais que podem ser observados são: febre, anemia, anorexia, depressão, agravamento da ataxia e aborto (WEST, 2010). A presença do alimento no trato digestivo dos equinos pode comprometer a absorção do fármaco; assim, recomenda-se a suspensão da alimentação de 1 a 2 horas antes da administração do medicamento, facilitando, dessa forma, sua absorção (BARROS, 2006).
Bibliografia
BACCARIN, R. Y. A. et al. Estudo da Terapia e evolução clínica da mieloencefalite protozoária equina. Veterinária Notícias, v. 7, n.2, p. 79-85, 2001.
BARROS, C. S. L. Mieloencefalite Equina por Protozoário. In: RIET-CORREA, F. et al. Doenças de Ruminantes e Equinos.
São Paulo: Varela, 2006, v. 2, p. 160-162.
DIVERS, T. J.; BOWMAN, D. D.; DE LAHUNTA, A. Equine protozoal myeloencephalitis: recent advances in diagnosis and
treatment. Veterinary Medicine, p. 3-17, 2000.
MOÇO, H. F. et al., Mieloencefalite Protozoária Equina (EPM). Rev. Cient. Elet. Med. Vet., a. VI, n. 11, jun. 2008.
Imagens adaptadas de: http://www.kimiafaam.com/a/allp/p/coc/4.php e http://www.mundoequestre.com.br/bem-estar-equino/















